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Domingo, 12 Setembro 2010 14:22

Por que Perdemos o Foco.

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A rotina tumultuada do ambiente de trabalho leva cada vez mais pessoas a apresentar os sintomas do Déficit de Atenção e Hiperatividade – a nova doença do século da informação

Durante muito tempo, acreditou-se que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ou simplesmente TDAH, como preferem os médicos) era um problema de crianças. Poucas vezes, o distúrbio dos pequenos chegava a preocupar os pais. Achava-se que, na pior das hipóteses, aquele típico moleque irrequieto, que nunca se contentava com um único brinquedo, se tornaria uma pessoa “normal” tão logo lhe brotassem os primeiros fios de barba. Mas um levantamento recente publicado nos Estados Unidos mostra que a coisa não é assim tão simples. Conhecido como National Comorbidity Survey – Replication (NCS-R, ou “Pesquisa Nacional de Comorbidades”) e divulgado oficialmente em maio último, o estudo analisou nada menos que 9 mil americanos ao longo de dois anos. E concluiu: cada vez mais, o TDAH é um problema de adultos – algo capaz de arruinar a auto-estima, as relações afetivas e principalmente o seu desempenho profissional.

Também conhecido como DDA, o déficit de atenção e hiperatividade é conseqüência de um defeito genético que prejudica o funcionamento da região pré-frontal do cérebro, responsável por regular os impulsos e filtrar as informações que a mente processa. As pessoas ficam desprovidas dessa espécie de válvula cerebral e, assim, começam a apresentar alguns traços particulares de comportamento. Os mais freqüentes são a dificuldade de organização e concentração (tendem a fazer várias coisas ao mesmo tempo), impulsividade nas relações pessoais e, em muitos casos, a hiperatividade – que pode ser traduzida como uma necessidade irresistível de movimento. Historicamente, achava-se que esse distúrbio atingia entre 1,5% e 3% da população adulta. A nova pesquisa, porém, revelou que a percentagem pode ser maior. Ao todo, 4,4% dos adultos sofrem de TDAH nos Estados Unidos. Parece pouco, mas o índice é considerado bastante alto para os padrões da psiquiatria. E tende a ser igualmente alto em outros países, incluindo-se aí o Brasil. “Isso significa que o TDAH, hoje, é uma das disfunções neurológicas mais comuns entre os adultos e, portanto, uma das mais freqüentes no ambiente de trabalho”, explica a AMANHÃ o professor Ronald Kessler, do Departamento de Medicina da Universidade de Harvard e principal coordenador da NCS-R.

Uma olhar atento sobre a pesquisa de Kessler ajuda a entender o impacto que o TDAH pode ter na trajetória profissional de um indivíduo. Conforme o levantamento, as pessoas que sofrem desse mal são altamente suscetíveis a outros distúrbios neuropsicológicos – chamados “comorbidades”. A dificuldade de avançar na carreira e os fracassos freqüentes na lida corporativa, por exemplo, fazem com que os portadores tenham seis vezes mais chances de desenvolver algum tipo de comportamento compulsivo, como o vício em jogo ou bulimia. Além disso, eles abusam mais de substâncias como álcool, maconha e cocaína e apresentam o triplo de problemas relacionados à ansiedade, como alergias, urticárias etc. O próprio desempenho no trabalho acaba sendo afetado. Analisando pacientes diagnosticados com TDAH, Kessler observou que muitos deles (15,8% do grupo) passavam a maior parte do tempo ausentes de seu papel no emprego, na sociedade ou mesmo na família. Entre as pessoas consideradas saudáveis, apenas 6% se desviavam de suas obrigações. “Se somarmos todos os prejuízos relacionados à doença, desde as dificuldades de aprendizado até os custos com planos de saúde, veremos que seu impacto é enorme”, constata Kessler.

O publicitário gaúcho Rafael (o nome é fictício), de 25 anos, é uma das pessoas que passaram a vida carregando esses e outros problemas. Ele só foi saber que sofria de TDAH aos 21 anos, por insistência do pai – que, meses antes, descobrira-se portador do distúrbio. Ao longo da vida, Rafael sempre tivera dificuldades para se concentrar e para manter a organização. Ainda mais trabalhando em um ambiente caótico por natureza, como as agências de publicidade. “Há uma tendência de começar 2 mil coisas diferentes e não terminar nenhuma delas. Os colegas de trabalho começam a te ver como um irresponsável, que embarca em tudo que é projeto, mas nunca leva nada até o fim”, descreve o jovem. Além disso, como muitos outros casos de TDAH, Rafael criou uma indesejável mania. “Eu mentia compulsivamente.” Para contornar o problema, o publicitário procurou ajuda médica e iniciou uma terapia. Hoje, mantém-se na linha usando medicamentos específicos para esse transtorno, à base de Metilfenidato (um estimulante que “ativa” os filtros cerebrais). Conhecido pelos pouquíssimos efeitos colaterais, o remédio tem sido de boa ajuda. “Para mim, foi a solução ideal”, alegra-se.

Genética não é tudo – Há, contudo, uma importante pergunta que as estatísticas de Kessler não chegam a responder: já que o TDAH é um problema de origem genética – e, portanto, só pode ser passado de pai para filho –, como explicar o fato de que o número de diagnósticos vem crescendo? Há duas teses aceitas. Uma delas é de que o distúrbio simplesmente tem sido mais detectado pelos médicos. “Há cerca de 20 anos, acreditava-se que esse problema desaparecia com a idade. Ou então as pessoas achavam que o sujeito era avoado mesmo, e aí sequer procuravam ajuda”, recorda o psiquiatra Mario Louzã, coordenador do Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto do Hospital das Clínicas de São Paulo. Hoje, é inegável que esse quadro mudou. O transtorno é facilmente reconhecido pelos especialistas, e seu tratamento, em geral, exige apenas medicação e algum tempo de terapia. Já a outra hipótese é bem mais polêmica: esse aparente “surto” de TDAH seria nada menos do que um reflexo da rotina tóxica que muitas pessoas enfrentam, atualmente, no local de trabalho. As demandas do escritório (reuniões, telefonemas, acúmulo de tarefas e pepinos de última hora), somadas às tecnologias da era da informação (celular, e-mails, teleconferências e outras), estariam gerando uma dose insuportável de estímulos para o cérebro humano. Resultado: mesmo aquelas pessoas que não têm nenhuma predisposição genética para o TDAH estariam desenvolvendo os sintomas dessa patologia.

Os excessos do ambiente de trabalho fazem até mesmo as pessoas saudáveis apresentarem os sintomas típicos do déficit de atenção e hiperatividade

Não é por acaso que o célebre psiquiatra Edward Hallowell, autor de Tendência à Distração – considerado um clássico sobre TDAH para leigos –, criou o termo “Característica de Déficit de Atenção”, ou CDA. A expressão designa as pessoas que apresentam os sintomas e sofrem os mesmos prejuízos no dia-a-dia, mas clinicamente não têm o transtorno. “Muitos indivíduos saudáveis agem como se tivessem TDAH diante dos estímulos e demandas do trabalho. Ou seja, demonstram incapacidade de hierarquizar tarefas e idéias, sofrem de altos níveis de ansiedade e perdem muito da capacidade de interação social”, analisa Hallowell, em entrevista a AMANHÃ. Em resumo, todo o mundo está sujeito a passar pelas atrapalhações que, aparentemente, só os portadores de TDAH enfrentavam até agora. Essa, aliás, é uma das observações que Hallowell faz em seu novo livro, Delivery from Distraction, que deverá ser lançado nos Estados Unidos, em dezembro deste ano. AMANHÃ antecipa com exclusividade um pequeno trecho da obra (veja o quadro “Dois lados de uma síndrome” no final da matéria).

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O próprio Hallowell lembra, porém, que a CDA não é uma doença. “Ela pode ser considerada um mal comum, o jeito normal de ser nas empresas atuais. Somente o TDAH merece acompanhamento clínico e medicação”, esclarece. Em caso de dúvidas, acrescenta ele, a melhor saída ainda é procurar a opinião de um especialista. Foi o que fez o jornalista Luís Nassif, colunista do jornal Folha de São Paulo. Estressado e com alguns dificuldades de memória e de concentração, Nassif estava convencido de que tinha TDAH. “Cometi a asneira de ler um livro aventureiro que listava um conjunto de características da síndrome e resolvi tirar a limpo”, relata. Chegando ao médico, o diagnóstico foi até rápido: Nassif não tinha qualquer problema dessa espécie. Tudo não passava de estresse. “A verdade é que hoje nós temos muito mais motivos para desviar nossa atenção”, opina o jornalista.

Uma pista para quem desconfia que sofre do distúrbio é o histórico pessoal. É simplesmente impossível que alguém desenvolva o déficit de atenção ao longo da vida. Para que a doença realmente exista, é preciso que seus sintomas façam parte da personalidade desde a infância. E mais: que em algum momento tenham gerado prejuízos concretos para a saúde do portador. “Na prática, as características do TDAH estão presentes em quase todas as pessoas, em maior ou menor grau. Mas o que realmente sinaliza a existência do transtorno é o fato de essas características afetarem o funcionamento do indivíduo, seja na escola, no emprego ou em casa”, alerta o psiquiatra Luís Augusto Rohde, coordenador geral do Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu um pequeno questionário que ajuda a diagnosticar o TDAH. Auto-aplicável, a tabela indica se a pessoa tem chances de ser portadora – caso em que deve procurar um médico – ou se é apenas mais uma vítima do fluxo de informações que inunda o ambiente de trabalho.

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Doença da informação – Não é de hoje que o ambiente corporativo serve de tubo de ensaio para algumas patologias da mente. Primeiro, foi o estresse e seus derivados, frutos da pressão por produtividade e resultados a qualquer custo. Depois, veio a depressão, resultado de uma cultura maléfica na qual o reconhecimento e a realização pessoal ficavam sempre em segundo plano. Agora, parece ser a vez das “doenças da informação”, entre as quais se enquadra o déficit de atenção e hiperatividade. “As empresas exigem que estejamos sempre atualizados, acumulando novos conhecimentos em nosso ofício”, percebe o consultor Ryon Braga, presidente da consultoria Hoper Educacional, do Rio de Janeiro. “Só que isso gera uma ansiedade muito grande. Porque, apesar de toda a pressão, não existe a menor chance de uma pessoa absorver todos os dados que são gerados em cada disciplina”, argumenta. Conforme Braga, a busca desenfreada por atualização pode levar a um quadro conhecido como “síndrome da ansiedade da informação”. Não se trata de uma doença, e sim de uma espécie de fadiga – geralmente ocasionada pela descoberta de que, bem, não há como ler todos os livros, revistas e jornais que se empilham no canto da mesa. Os sintomas dessa síndrome são parecidos com os do TDAH: dificuldades de organização, lapsos momentâneos de memória, estresse e uma sensação incômoda de frustração ao final de cada dia de trabalho. “É a neurose do século 21”, define Braga.

Tal como o estresse, o TDAH traz embutido diversos malefícios secundários que podem arruinar uma carreira. Um deles é a impulsividade – uma tendência traiçoeira de falar ou fazer a primeira coisa que vem à cabeça e só depois pensar a respeito. “Outro defeito muito observado é a procrastinação”, acrescenta Rohde, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Juntos, esses dois problemas dão origem a um círculo vicioso. Devido à impulsividade e ao hábito de deixar tudo para depois, as pessoas com TDAH começam a vivenciar uma série de situações conflituosas. São desde prazos estourados até brigas ocasionadas por um comentário fora de hora. Isso sem contar o martírio que é focar a atenção em uma determinada tarefa por um período prolongado. No final das contas, os problemas geram ansiedade, que então gera novos problemas. Foi o que aconteceu com a carioca Paula Prata, de 37 anos. Atualmente trabalhando como analista de sistemas, Paula passou a maior parte da vida enfrentando um percalço atrás do outro por causa do déficit de atenção. Já na escola, era cobrada pela distração e aparente falta de aplicação nas aulas. A pressão culminou num problema nervoso – uma alergia que durou nada menos que 20 anos. “Eu ficava inchada. A pele coçava tanto que, às vezes, eu chegava a desmaiar”, relata. Paula lembra que teve diversos problemas no trabalho e na vida pessoal. Até estudar para um concurso era complicado. “Você estuda um monte, vira a noite, perde o fim de semana. Aí chega na hora, e aquilo tudo desaparece da sua cabeça. Dá uma frustração muito grande, é algo que nos destrói”, desabafa. De qualquer forma, Paula conseguiu construir uma carreira sólida. Formou-se em Matemática, está empregada e, desde o ano passado, trata devidamente o TDAH. “Meu caso até que foi fácil. Tem pessoas que ficam no meio do caminho."

 

A boa notícia é que os efeitos colaterais do TDAH podem ser atenuados – embora não eliminados – a partir de mudanças sutis na forma de lidar com o trabalho. “Já vi muitas pessoas se revelarem ainda mais eficientes na profissão do que aquelas que não têm esse distúrbio”, relata a AMANHÃ a americana Wilma Fellmann, especialista em aconselhamento de carreira para adolescentes e adultos que sofrem de TDAH. A chave, garante ela, é identificar os talentos e defeitos do indivíduo que tem o transtorno. E, com base nisso, tomar as decisões que parecem mais promissoras para sua carreira. “Vale lembrar que algumas características típicas do transtorno ficam menos evidentes em determinadas profissões”, enfatiza Wilma. Além disso, alguns psiquiatras recomendam que o paciente arranje uma espécie de “anjo da guarda” no escritório. Trata-se de alguém que possa atuar como um secretário honorário, ajudando o portador a se organizar e a lembrar de compromissos ou datas importantes. “O portador de TDAH tem todas as condições de ocupar cargos de alta responsabilidade e de crescer na carreira. Mas isso será muito mais difícil se ele não puder contar com uma excelente secretária”, comenta Enio Roberto de Andrade, presidente da Associação de Apoio ao Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (Atodah), em São Paulo.

 Apesar dos problemas, os funcionários com déficit de atenção podem avançar normalmente na carreira com a ajuda de medicação – e uma excelente secretária

Além disso, está mais do que comprovado que os indivíduos com TDAH são capazes de manter um nível de concentração fora do comum – hiperfoco – naquelas tarefas que lhes proporcionam prazer ou desafios. Um exemplo é o porto-alegrense Juliano Colombo, de 24 anos. Hiperativo assumido, ele demorou até encontrar uma atividade que satisfizesse sua necessidade de agitação. “Na universidade, comecei fazendo Engenharia. Mas logo tive de largar porque o curso era muito regrado. Ao mesmo tempo, passei por quatro empregos diferentes em que a rotina era extremamente burocrática, com baixa criatividade. Não fiquei mais do que seis meses em cada um deles”, conta. Hoje, Juliano trabalha na equipe de vendas de uma empresa de tecnologia na capital gaúcha. Assim, consegue saciar pelo menos uma parte do desejo de movimento. “Todo dia é um dia diferente. Estou quase o tempo todo na rua, visitando clientes, conhecendo pessoas novas”, entusiasma-se. E ainda alia o trabalho à paixão por computadores, que traz desde a infância. “Descobri que não adiantava negar minhas características”, conclui.

 

A propósito, um dos pontos que mais geram discussão entre os psiquiatras é a possibilidade de o TDAH ter efeitos colaterais “positivos”. Ainda hoje, há quem garanta que as pessoas afetadas pelo distúrbio são geralmente inteligentes e muito, muito criativas. A tese é de que o turbilhão que a todo momento passa por suas cabeças poderia facilitar, por exemplo, a livre associação de idéias – requisito típico dos processos criativos e reuniões de brainstorming. São famosas, aliás, as listas de “vantagens e desvantagens” que o transtorno gera no emprego e na vida pessoal.

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O cérebro no limite – As próprias empresas podem dar uma mãozinha para os profissionais que têm (ou aparentam ter) déficit de atenção e hiperatividade. Isso pode ser feito utilizando-se as regras básicas de planejamento e execução de projetos, como definir metas claras, prazos exeqüíveis, delimitar bem as tarefas etc. Um cuidado importante é saber dosar a pressão por resultados. Devido a suas próprias dificuldades, muitos dos portadores do distúrbio passam a infância inteira ouvindo críticas de professores e, não raro, dos próprios pais. Por isso, eles costumam reagir muito mal a cobranças. Muitos, por exemplo, até pioram de desempenho quando submetidos à pressão. “Como qualquer pessoa, o trabalhador com TDAH lida melhor com os estímulos do que com a repreensão. É necessário valorizar esse lado”, aconselha Sérgio Bourbon, representante da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), entidade que divulga informações e promove eventos relacionados ao assunto, entre eles o Congresso Internacional ABDA 2004.

Segundo Edward Hallowell, as empresas precisam criar um ambiente favorável ao funcionamento do cérebro. Só assim, as mentes terão condições de funcionar em máxima rotação – ainda que algumas delas tenham lá suas limitações. “O desafio é não cometer os erros que estimulam o aparecimento da Característica do Déficit de Atenção”, resume Hallowell. Um desses erros, por exemplo, é promover uma cultura organizacional que valoriza a velocidade acima de tudo. Outro pecado capital é ignorar o estresse que eventualmente surge durante o expediente. Por fim, deve-se evitar que a corrida por produtividade sobrecarregue as pessoas com tarefas e responsabilidades que, na verdade, não têm como ser realizadas no prazo. “Não se pode agir como se a capacidade do cérebro fosse ilimitada”, prega Hallowell. Pelo contrário, é necessário reconhecer esses limites. E respeitá-los.

Essa reportagem foi retirada da revista Amanhã (http://amanha.terra.com.br/edicoes/201/capa01.asp)

Dois lados de uma síndrome

Se o assunto é TDAH, poucas pessoas são tão lembradas quanto Edward Halowell, autor do best-seller Tendência à Distração. O livro foi o primeiro a revelar para leigos as causas, conseqüências e os tratamentos do déficit de atenção. Agora, dez anos mais tarde, Hallowell prepara o lançamento de sua segunda obra: Delivery from Distraction (algo como "Causado pela Distração"). O livro deverá chegar às bancas dos EUA em dezembro deste ano. AMANHÃ teve acesso a um trecho do texto e reproduz, com exclusividade, um dos pontos mais curiosos - em que Hallowell enumera os diferenciais e os problemas dos portadores de TDAH. Em tempo: a maioria dos psiquiatras brasileiros sustenta que o distúrbio só traz prejuízos.

 

DIFERENCIAIS

- Têm muitos talentos criativos, que geralmente não aparecem até que o TDAH seja tratado

- Demonstram ter pensamento original, "fora da caixa"

- Tendem a adotar um jeito diferente de encarar a própria vida. Costumam ser imprevisíveis na maneira como abordam diferentes assuntos

- Persistência e resiliência são suas características marcantes - mas, cuidado, às vezes podem parecer cabeças-duras

- São geralmente muito afetivos e de comportamento generoso

- São altamente intuitivos

- Com freqüência, demonstram ter uma inteligência acima da média

PROBLEMAS

- Grande dificuldade para transformar suas grandes idéias em ação verdadeira

- Problemas para se fazer entender ou explicar seus pontos de vista

- Falta crônica de iniciativa

- Humor volúvel, da raiva para a tristeza rapidamente

- Pouca ou nenhuma tolerância à frustração

- Problemas com organização e gerenciamento do tempo

- Necessidade incessante de adrenalina. Inconscientemente, podem provocar conflitos apenas para satisfazer essa necessidade de estímulo

- Tendência ao isolamento e à solidão

- Raramente conseguem aprender com os próprios erros

 

Fonte: Delivery from Distraction, novo livro de Edward Hallowell

 

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