| Perguntas
Mais Freqüentes e Suas Respostas
- Indicação de médico
- Indicação de psicólogo
- Indicação de escola especializada
em TDAH
- Solicitação de material
informativo para profissionais de saúde
- Solicitação de material
informativo para escolas
- Solicitação de material
informativo para pais e portadores
- O papel do Psicomotricista e do Profissional
de Educação Física
- Compra dos livros listados no site da
ABDA
RITALINA - Informações
- O que é Ritalina?
- Em que casos deve-se usar a Ritalina?
- Qual a dose correta da Ritalina?
- Ela causa dependência?
- Quais os efeitos colaterais?
- Como deve ser tomada?
STRATTERA - Informações
- O que é Strattera?
- Quem pode usar?
- Quem não deve usar?
- Como ele funciona?
- Como deve ser tomado?
- Quais são os efeitos colaterais?
CONCERTA - Informações
- O que é Concerta?
- Quem pode usar?
- Quem não deve usar?
- Como ele funciona?
- Como deve ser tomado?
- Quais são os efeitos colaterais?
1. Indicação de médico
A própria ABDA não presta atendimento
médico ou psicológico. Todos os serviços especializados
públicos e privados e os médicos que conhecemos são
sempre indicados no nosso site. Se a sua cidade não está
indicada no nosso mapa, é porque não temos nenhuma
informação sobre serviços nela.
A ABDA não tem qualquer ingerência sobre o processo
de marcação de consultas das instituições
públicas relacionadas no seu site.
Desejamos sorte porque sabemos que pode ser difícil encontrar
um profissional especializado. Tente inicialmente um psiquiatra
ou neurologista que informe conhecer bem o TDAH (você pode
perguntar isso a ele ao telefone antes de marcar a consulta).
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2. Indicação de psicólogo
A própria ABDA não presta atendimento médico
ou psicológico. Todos os serviços especializados públicos
e privados e os psicólogos que conhecemos são sempre
indicados no nosso site. Se a sua cidade não está
indicada no nosso mapa, é porque não temos nenhuma
informação sobre serviços nela.
A ABDA não tem qualquer ingerência sobre o processo
de marcação de consultas das instituições
públicas relacionadas no seu site. Nem toda instituição
tem psicólogos para atendimento aos portadores de TDAH.
O único tipo de psicoterapia que foi alvo de estudos científicos
e que comprovou eficácia no tratamento do TDAH é a
Psicoterapia Cognitivo-Comportamental. Não há estudos
que comprovem eficácia de outros tipos de psicoterapia (psicanálise,
terapias corporais, etc.)
Desejamos sorte porque sabemos que pode ser difícil encontrar
um profissional especializado. Tente inicialmente um psicólogo
da linha Cognitivo-Comportamental que informe conhecer bem o TDAH
(você pode perguntar isso a ele ao telefone antes de marcar
a consulta).
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3. Indicação de escola especializada em TDAH
Não existem escolas especializadas em TDAH no Brasil, o
que encontramos são vários profissionais de educação
(sejam eles professores, coordenadores, diretores educacionais,
psicólogas escolares, pedagogas e psicopedagogas) capacitados
no assunto e que lidam com as crianças portadoras do transtorno.
As técnicas utilizadas pelos professores com alunos que
têm TDAH não visam controlar os sintomas, mas sim adaptar
o ensino às dificuldades que eles têm (prestar atenção
muito tempo, copiar do quadro na velocidade dos demais, sentar-se
por longo tempo sem ter necessidade de levantar ou sair, etc.)
Muitas escolas recebem alunos com TDAH porque podem oferecer um
atendimento que atenda às necessidades específicas
do portador. Em outros casos, a escola não tem recursos pessoais
para dar este atendimento, mas isto não significa que não
seja uma boa escola.
As famílias de crianças com TDAH devem previamente
consultar as escolas em que pretendem matricular seus filhos antes
de fazerem a matrícula. Só assim será possível
chegar a um acordo mediante o interesse e condições
de ambas as partes.
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4. Solicitação de material informativo para profissionais
de saúde
Todas as nossas informações são disponibilizadas
sempre através deste site. A ABDA não dispõe
de um serviço de envio de material por Internet ou correio
regular. A ABDA e suas filiadas em todo o país freqüentemente
promovem ao longo do ano cursos de capacitação para
profissionais de saúde (médicos, psicólogos,
fonoaudiólogos) e pedagogos. Consulte o nosso site e veja
a programação. Se você precisa de informações
mais aprofundadas ou complexas (por exemplo, para uma monografia
ou tese ou ainda para ajudar num caso específico), o ideal
seria adquirir os livros que listamos no site.
A ABDA tem o FÓRUM PROFISSIONAL, apenas para cadastrados,
onde médicos e psicólogos podem trocar informações,
fazer comentários, pedir opiniões e referências
bibliográficas.
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5. Solicitação de material informativo para escolas
Todas as nossas informações são disponibilizadas
sempre através deste site. A ABDA não dispõe
de um serviço de envio de material por Internet ou correio
regular. Mas você pode fazer uma pergunta específica
e ela será respondida por um especialista da ABDA.
Pela grande quantidade de mensagens recebidas diariamente, só
temos como oferecer informações breves, com dúvidas
específicas sobre o transtorno. A ABDA e suas filiadas promovem
ao longo do ano cursos de capacitação para professores.
Consulte o nosso site e veja a programação.
A ABDA tem o GRUPO DE DISCUSSÃO, apenas para associados,
onde é possível trocar informações e
fazer comentários e pedir opinião aos especialistas.
Todo associado da ABDA pode incluir GRATUITAMENTE a escola de seu
filho.
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6. Solicitação de material informativo para pais
e portadores
Todas as nossas informações são disponibilizadas
sempre através do nosso site www.tdah.org.br . A ABDA não
dispõe de um serviço de envio de material por Internet
ou correio regular. Mas você pode fazer uma pergunta específica
e ela será respondida por um especialista da ABDA. Pela grande
quantidade de mensagens recebidas diariamente, só temos como
oferecer informações breves, com dúvidas específicas
sobre o transtorno. A ABDA e suas filiadas promovem ao longo do
ano cursos e palestras para pais. Consulte o nosso site e veja a
programação.
Algumas filiadas também oferecem GRUPOS de pais.
A ABDA tem o GRUPO DE DISCUSSÃO, apenas para associados,
onde é possível trocar informações e
fazer comentários e pedir opinião aos especialistas.
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7. O papel do Psicomotricista e do Profissional de Educação
Física
Não temos informações científicas sobre
o emprego de estratégias por parte do Psicomotricista ou
do Profissional de Educação Física no tratamento
do TDAH (embora já exista bibliografia sobre outros transtornos).
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8. Compra dos livros listados no site da ABDA
A ABDA não vende livros, à exceção de
NO MUNDO DA LUA, cujos direitos foram integralmente cedidos a ABDA
pelo autor, Prof. Paulo Mattos. Por favor procure na sua livraria
de preferência ou entre em contato com as editoras responsáveis.
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RITALINA - Informações
1. O que é Ritalina (Metilfenidato)?
Um medicamento produzido pelo laboratório Novartis para
o tratamento do TDAH, podendo ser utilizado tanto em crianças
e adolescentes como adultos. Ele é vendido com receita especial
(talonário do tipo A, amarelo) em diversas farmácias.
No Brasil existe apenas a forma de curta duração (entre
4 a 6 horas), o que significa que ele deve ser tomado de modo ideal
3 vezes ao dia. Em breve teremos as formas de longa duração,
que podem ser tomadas 1 única vez ao dia (os nomes comerciais
são Concerta® e Ritalina LA®). O Metilfenidato não
pode ser importado pelas empresas que trazem medicamentos do exterior.
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2. Em que casos deve-se usar a Ritalina?
Ele pertence à classe dos estimulantes, que são considerados
os medicamentos de primeira escolha no tratamento do TDAH. Infelizmente,
muitos médicos prescrevem outros medicamentos antes de iniciá-lo,
retardando o início do tratamento que é considerado
como o mais eficaz entre outros, pela Associação Americana
de Psiquiatria da Infância e Adolescência. Ele não
deve ser reservado para os casos mais graves, ao contrario, deve
ser utilizado em qualquer caso de TDAH.
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3. Qual a dose correta da Ritalina?
Infelizmente vemos vários casos de pacientes que não
tem um bom resultado pelo simples fato de não estarem tomando
a dose recomendada: 0,5 mg por Kg por dia. Por exemplo, se o paciente
pesa 40 kg, ele deve tomar 40 x 0,5 = 20 mg. Como cada comprimido
tem 10 mg, ele deve tomar no mínimo 2 comprimidos. Adultos
devem tomar uma dose de 0,8 mg por Kg por dia. A dose máxima
recomendada é 60 mg (6 comprimidos).
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4. Ela causa dependência?
Esta é uma preocupação dos pais e dos próprios
pacientes adolescentes e adultos. Como ele é vendido com
receita controlada (com uma tarja preta onde se lê: “este
medicamento pode causar dependência”), o temor é
ainda maior. Vários outros medicamentos também são
vendidos com esta advertência, em geral aqueles para tratamento
da ansiedade.
Entretanto, existem vários estudos científicos na
literatura demonstrando que a dependência ao Metilfenidato
é extremamente rara. Isto porque os pacientes sentem-se tão
melhores com o medicamento (sem os sintomas de desatenção
e inquietude que não conseguem controlar por si próprios
e que causam tantos problemas) que dificilmente abusam da dose.
Alem disso, ele demora cerca de 1 hora para ter o seu efeito máximo.
Vocês conhecem alguém que use uma “droga”
que demore 1 hora para “dar barato”? Outra coisa: os
portadores de TDAH sentem-se na verdade menos agitados e mais “focados”
(concentrados) quanto tomam o medicamento e não tem nenhum
efeito euforizante ou semelhante (“barato”, “onda”).
Mais de um estudo científico demonstrou que o Metilfenidato
tem um efeito protetor quanto ao abuso de drogas e álcool
no final da adolescência e da vida adulta. Portadores de TDAH
(que apresentam maior incidência de abuso de drogas do que
o resto da população) quando tratados com Metilfenidato
têm menor incidência de abuso e dependência do
que aqueles que não são tratados.
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5. Quais os efeitos colaterais?
Os mais comuns são inapetência, insônia, irritação
gástrica e dores de cabeça, que ocorrem numa minoria
de pacientes e, quando ocorrem, tendem a desaparecer em poucos dias
ou semanas. Não há efeitos colaterais “perigosos”
como tonteiras, taquicardia, etc.
Durante muito tempo temeu-se que ele diminuísse a estatura
(altura) de crianças, mas este efeito nunca foi demonstrado
de modo convincente. Pode haver uma desaceleração
inicial do desenvolvimento, mas depois ocorre o “estirão”
normal da adolescência e as crianças tem a mesma altura
que as demais.
Também se temeu que ele pudesse causar tiques, mas na verdade
ele parece deflagar em algumas pessoas (mas não em todas)
os tiques que elas já apresentavam antes do tratamento. A
presença de tiques não é contra-indicação
para o seu uso.
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6. Como deve ser tomada?
Os sintomas de TDAH ocorrem em todas as situações
e lugares: na escola, em casa, no trabalho, etc. Muitas crianças
tomam o Metilfenidato apenas durante a semana ou o período
escolar, porque os sintomas de TDAH ou são bem tolerados
em casa, ou não causam tanto problemas como na escola. Muitas
crianças, entretanto tomam o medicamento o tempo todo (como
é o caso de adultos).
Não há sentido em se iniciar o Metilfenidato e interrompê-lo
pouco tempo depois (1 ou 2 anos, por exemplo), porque os sintomas
retornarão rapidamente. Nenhum medicamento “cura”
o TDAH, apenas controla os sintomas (exatamente como ocorre com
a hipertensão arterial, diabetes, glaucoma, asma, etc.).
O que habitualmente se faz é experimentar interromper ao
final da adolescência e observar se ainda existem sintomas
residuais que atrapalham a vida do paciente. Se for necessário,
ele pode ser tomado por muitos anos, sem qualquer problema para
o paciente.
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STRATTERA - Informações
1. O que é Strattera?
Um medicamento produzido pelo laboratório Eli Lilly para
o tratamento de TDAH, que não pertence à classe dos
estimulantes, como o metilfenidato (Ritalina®, Concerta®).
Ele é prescrito em receituário comum e não
é comercializado com a advertência dos estimulantes
(tarja preta).
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2. Quem pode usar?
Crianças e adultos portadores de TDAH. O Strattera não
foi aprovado para outros usos que não o TDAH. Ele não
foi aprovado para uso em pacientes geriátricos.
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3. Quem não deve usar?
Pacientes com hipertensão arterial (pressão alta),
aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia, arritmias
cardíacas), doenças cardiovasculares (do coração)
e cerebrovasculares (aterosclerose cerebral, isquemias, derrames,
etc) devem alertar o médico quanto a estes problemas, que
podem ser uma contra-indicação em alguns casos (mas
não necessariamente em todos).
O Strattera não deve ser tomado por pacientes que sofram
de glaucoma de ângulo fechado ou ainda que tenham tomado antidepressivos
do tipo IMAO (inibidores da mono-amino oxidase, conhecidos como
Parnate® e Stelapar®) nos últimos quinze dias.
Ele não é contra-indicado em pacientes com tics ou
com ansiedade.
Mulheres grávidas ou em risco de engravidar não devem
usar o Strattera. Mulheres que amamentam também não
devem usar a medicação.
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4. Como ele funciona?
Ele aumenta a atividade de um neurotransmissor normalmente existente
no cérebro, a noradrenalina. Ele é classificado como
um inibidor de recaptação de noradrenalina, ou seja,
ele age bloqueando e diminuindo a reabsorção de noradrenalina
pelos neurônios, permitindo que ela aja por mais tempo no
espaço entre eles (fenda sináptica). Embora não
se conheça o papel exato da noradrenalina no tratamento do
TDAH, os cientistas acreditam que ela seja importante na regulação
da atenção, da impulsividade e da atividade motora.
O Strattera é eficaz nos sintomas primários do TDAH,
tanto desatenção como hiperatividade. O seu efeito
é prolongado ao longo do dia.
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5. Como deve ser tomado?
Ele pode ser tomado uma única vez ao dia ou duas vezes ao
dia, de acordo com a avaliação do médico. Mesmo
quando administrado uma única vez ao dia, ele pode controlar
os sintomas de TDAH durante todo o dia; a tomada em duas vezes depende
do controle dos sintomas em cada caso particular.
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6. Quais são os efeitos colaterais?
A maioria das crianças e dos adultos que participaram de
estudos clínicos (pesquisas) não tiveram efeitos colaterais
que incomodassem o suficiente para que se interrompesse o uso do
Strattera. O efeitos colaterais mais comuns foram: constipação
(prisão de ventre) e boca seca, diminuição
do apetite, tonteiras, dificuldades com o sono, diminuição
do apetite sexual, dificuldades para urinar e cólicas menstruais.
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CONCERTA - Informações
1. O que é Concerta?
Um medicamento produzido pelo laboratório Janssen-Cilag
para o tratamento de TDAH, cujo princípio ativo é
o metilfenidato, um estimulante. Ele é prescrito em receituário
especial (talonário do tipo A) e é comercializado
com a advertência (tarja preta), embora todos os estudos disponíveis
na literatura mostrem que o risco de abuso e independência
é quase inexistente entre portadores de TDAH. (ou: embora
nenhum estudo disponível na literatura mostre que exista
risco de abuso e dependência)
O Concerta® utiliza o princípio ativo mais estudado
no tratamento do TDAH, o metilfenidato, o mesmo da Ritalina®,
com mais de 200 pesquisas publicadas na literatura médica
demonstrando a sua grande eficácia.
Entretanto, o comprimido de Concerta foi idealizado de modo a liberar
uma quantidade inicial logo após ser tomado e o restante,
ao longo do dia, sendo que no final da tarde , quando os sintomas
de TDAH costumam ser mais significativos, a dose liberada é
um pouco maior. Com uma tomada ao dia, pela manhã o metilfenidato
age por até 12 horas.
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2. Quem pode usar?
Crianças e adultos portadores de TDAH. O Concerta não
foi aprovado para outros usos que não o TDAH. Ele não
foi aprovado para uso em pacientes geriátricos.
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3. Quem não deve usar?
Pacientes com hipertensão arterial (pressão alta),
aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia, arritmias
cardíacas), doenças cardiovasculares (do coração)
e cerebrovasculares (aterosclerose cerebral, isquemias, derrames,
etc) devem alertar o médico quanto a estes problemas, que
podem ser uma contra-indicação em alguns casos (mas
não necessariamente em todos).
O Concerta não deve ser tomado por pacientes que sofram
de glaucoma de ângulo fechado ou ainda que tenham tomado antidepressivos
do tipo IMAO (inibidores da mono-amino oxidase, conhecidos como
Parnate® e Stelapar®) nos últimos quinze dias.
Ele não é contra-indicado em pacientes com tics,
mas pode eventualmente aumentar sua freqüência ou intensidade.
Mulheres grávidas ou em risco de engravidar não devem
usar o Concerta. Mulheres que amamentam também não
devem usar a medicação.
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4. Como ele funciona?
Ele aumenta a atividade de dois neurotransmissores normalmente
existentes no cérebro, a noradrenalina e a dopamina. Ele
é classificado como um inibidor de recaptação
de noradrenalina e dopamina, ou seja, ele age bloqueando e diminuindo
a reabsorção de noradrenalina e dopamina pelos neurônios,
permitindo que elas ajam por mais tempo no espaço entre eles
(fenda sináptica). Embora não se conheça o
papel exato da noradrenalina e da dopamina no tratamento do TDAH,
os cientistas acreditam que elas sejam importantes na regulação
da atenção, da impulsividade e da atividade motora.
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5. Como deve ser tomado?
Ele deve ser tomado uma única vez ao dia, pela manhã.
Mesmo quando administrado uma única vez ao dia, ele pode
controlar os sintomas de TDAH por até 12 horas porque ele
tem liberação controlada.
Em alguns casos, o médico pode optar ainda por incluir um
ou meio comprimido de metilfenidato de curta-duração
(Ritalina®) na parte da manhã, junto com o Concerta,
ou no final da tarde.
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6. Quais são os efeitos colaterais?
A maioria das crianças e dos adultos que participaram de
estudos clínicos (pesquisas) não tiveram efeitos colaterais
que incomodassem o suficiente para que se interrompesse o uso do
Concerta.
Os efeitos colaterais mais comuns foram: diminuição
do apetite, dores de cabeça, dificuldades com o sono e gastrite.
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