PROGRAMA ALTERNATIVA SAÚDE - GNT - 16/08/11
MATÉRIA SOBRE TDAH
O programa Alternativa Saúde do canal GNT, do dia 16/08/11, Terça-feira, terá como assunto o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
O médico entrevisado será o Dr. Daniel Segenreich, membro do Conselho Científico da ABDA.
O programa será transmitido na Terça-feira, 16/08, às 22:30h, mas será reprisado nos seguintes dias:
Quarta-feira, 17/08, às 05:15
Quarta-feira, 17/08, às 13:30
Sábado, 20/08, às 09:00
Sábado, 20/08, às 22:00
Domingo, 21/08, às 06:00
Domingo, 21/08, às 12:30
Terça-feira, 23/08, 17:30
Clique aqui para conferir o programa (4 partes)
ABDA NO III CONGRESSO MUNDIAL DE TDAH, EM BERLIM, ALEMANHA
A Federação Mundial de TDAH (The ADHD World Federation) realizou, em Berlim, o 3° Congresso Mundial de TDAH, de 26 a 29 de maio de 2011.
Neste evento, estiveram presentes mais de 2.000 profissionais de 79 países, dentre esses participantes, 133 eram brasileiros. A ABDA esteve lá para conferir as novas pesquisas científicas divulgadas sobre o Transtorno do Déficit de Atenção.
No primeiro dia do evento, o presidente da Liga Latino Americana para estudos do TDAH (LILAPETDAH), Eduardo Barrágan, palestrou sobre o trabalho desenvolvido pela Liga na América Latina e, no final de seu discurso, dedicou um slide ao V Congresso Internacional da ABDA & IV Encuentro Latinoamericano del TDAH, que acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 4 e 5 de agosto de 2011, tendo a ABDA como organizadora de ambos os eventos, em parceria com a LILAPETDAH.
Durante o evento foram divulgadas 589 novas pesquisas científicas sobre TDAH desenvolvidas pela comunidade médica internacional, tendo sido premiados 6 posters, dentre eles o que se refere a pesquisa coordenada e desenvolvida no Brasil pelo Dr. Marco Arruda para o projeto Atenção Brasil (“Prevalence of Attention Deficit Hyperactivity Disorder in school-aged children of a poor Brazilian community”).
Depois de 4 dias de intenso debate sobre a realidade do TDAH no mundo e nas diversas culturas, o novo presidente eleito da Federação Mundial de TDAH, Professor Luis Rohde, membro vice-presidente do conselho científico da ABDA, fez o encerramento do evento convocando a todos para o IV Congresso Mundial de TDAH que acontecerá em 2013, em Milão, Itália.
VEJA ABAIXO AS FOTOS DO EVENTO
Abertura do Congresso
Nossa Presidente em frente ao ICC - Berlim (Local do Evento)
Palestra
Palestra
Palestra
''Não se trata de culpa, mas um projeto de compreensão e ajuda''
''Prevenindo a exclusão e reforçando a inclusão''
Convocatória para o Congresso da ABDA em Agosto de 2011, no Rio de Janeiro
Equipe ABDA em Berlim
Convocatória para o próximo Congresso Mundial de TDAH em Milão, Itália
Certificado de premiação de melhor poster recebido pelo Dr. Marco Arruda pelo ''Projeto Atenção Brasil''
Na quinta-feira, 19/07/12, o Presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva, e a presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Iane Kestelman explicaram os benefícios do diagnóstico e tratamento corretos do TDAH, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
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DÉFICIT DE ATENÇÃO E DISLEXIA NA ESCOLA
As dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, dificultando, muitas vezes, delimitações mais precisas. No entanto, o comprometimento de habilidades estratégicas para o aprendizado, como atenção e leitura, pode determinar prejuízos persistentes e difusos, justificando uma avaliação mais sistemática e aprofundada destas funções. O avanço no conhecimento sobre transtornos como o TDAH e a Dislexia tem melhorado a compreensão geral sobre estas funções, orientando ainda estratégias mais específicas e eficazes de intervenção.
A atenção é a porta de entrada da informação, devendo selecionar o que é relevante e controlar seu processamento pelo cérebro. Entre outros efeitos, a atenção facilita a percepção, a memória e a resposta motora, tendo papel central no aprendizado (seja uma habilidade ou um conteúdo).
A leitura, ao contrário da fala, não é aprendida de forma natural ou intuitiva. Esse processo pode ser favorecido por um trabalho sequencial das habilidades envolvidas. A leitura tem como finalidade a compreensão, e depende da decodificação (conversão de letras em sons) adequada, além do domínio da língua (habilidades da linguagem oral). Presumida a sua aquisição, a linguagem escrita se torna a principal (quase exclusiva) ferramenta de acesso e avaliação dos conteúdos escolares, o que é potencialmente problemático. Separar as demandas de leitura/escrita daquelas próprias da disciplina pode ajudar a delimitar eventuais déficits, além de enriquecer o aprendizado de todos os alunos.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido pela presença de sintomas primários e persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis disfuncionais. Dificuldades de organização e planejamento (disfunção executiva) são também muito frequentes. A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem no qual há uma dificuldade significativa e persistente na leitura, resultante de um déficit na decodificação. A compreensão da linguagem oral encontra-se preservada, diferente do que é observado nas dificuldades primárias de compreensão.
O TDAH e a dislexia são condições prevalentes na infância (acometem cerca de 5% das crianças), com impactos na vida escolar, social e familiar. A possibilidade de diagnósticos adicionais (comorbidades) é a regra – não a exceção – nestes quadros, devendo ser investigados (sintomas de outros transtornos do neurodesenvolvimento, alterações do humor, ansiedade, entre outros). A taxa de comorbidade entre TDAH e Dislexia é elevada e bidirecional (25 a 40% apresentam sintomas do outro transtorno, independente do inicial). Esta associação, muito estudada, envolve complexos mecanismos que são compartilhados por estes transtornos (genéticos, ambientais, comportamentais, cognitivos, etc.). Situações comórbidas evoluem, em geral, com maiores prejuízos, não só acadêmicos como globais (índices de reprovação e evasão escolar, baixa autoestima, problemas de comportamento, etc.). Ambos os transtornos devem ser diagnosticados e tratados. O reconhecimento desta associação é uma tarefa muitas vezes difícil, e requer a avaliação cuidadosa e a colaboração de todos os envolvidos.
Atenção e leitura são habilidades múltiplas e complexas, que variam muito entre as pessoas (são dimensionais). Avaliar adequadamente e entender os diversos perfis de funcionamento são grandes desafios para as Neurociências. A dificuldade de leitura na comorbidade parece se relacionar mais com a desatenção do que com os outros sintomas do TDAH. Em algumas crianças, a impulsividade favorece muito o uso da adivinhação como estratégia compensatória. Caso o comportamento de desatenção esteja presente somente nos momentos de leitura, o diagnóstico de TDAH se torna mais improvável. O papel da atenção visual na dislexia é foco recente de pesquisas, além de outros parâmetros já identificados (velocidade de processamento, memória operacional, etc.).
Estratégias de identificação precoce, prevenção e intervenção têm sido desenhadas a partir deste conhecimento, abrindo interessantes perspectivas. No entanto, há limitações para a generalização destes resultados, que devem estar claras (diferenças entre as línguas, variações culturais, etc.). A transparência é a marca da boa ciência. Um olhar individualizado e bom senso são imprescindíveis em todos os casos. Seguem algumas estratégias gerais em função dos aspectos sinalizados.
HABILIDADES IMPORTANTES PARA A LEITURA
→ Consciência fonológica: capacidade de perceber e manipular sons da fala
- reconhecer os sons das palavras (usar palmas);
- fazer rimas, acrescentar e retirar partes das palavras, formando outras.
→ Nomeação de letras e associação letra-som
- usar jogos ou músicas para facilitar a memorização;
- usar letra bastão, evitando informações conflitantes antes da consolidação desta fase (letra cursiva);
- evitar exposição a uma segunda língua quando houver dificuldade.
→Decodificação fluente (conversão letra-som)
- começar com palavras simples e regulares;
- aumentar progressivamente a complexidade (palavras maiores, irregulares, frases curtas, etc.)
→ Domínio da língua (aspectos estruturais e semânticos) e narrativa oral
- vocabulário (sentido literal e figurado); palavras derivadas;
- estrutura frasal e relação entre as frases;
- pistas do contexto e inferências;
- ideia central (personagens e fatos principais);
- sequência temporal e os termos indicativos;
- informações implícitas (o que o personagem pensou ou sentiu; o que poderia ser diferente).
ACOMODAÇÕES DE LEITURA NA ESCOLA
→ A dislexia é uma dificuldade persistente de leitura, que é sempre mais difícil e cansativa. Embora o desempenho melhore com a prática, as demandas escolares crescentes (textos e enunciados mais extensos e complexos em várias disciplinas) podem manter eventuais lacunas. Além disso, a leitura deve ser estimulada como atividade de prazer, praticada também fora da escola. Para isso, é fundamental possibilitar outras formas de aprendizado, evitando possíveis sobrecargas.
ESTRATÉGIAS GERAIS:
→dar mais tempo para o aluno nas atividades que envolvem leitura;
→aumentar o espaço entre as letras e destacar as partes mais importantes (atenção visual);
→possibilitar leitura em voz alta dos textos e enunciados quando necessário;
→ esclarecer as dúvidas sobre textos/enunciados (antes de presumir falhas de conteúdo);
→ erros ortográficos atípicos fazem parte do quadro e não devem ser descontados;
→ usar recursos visuais para apresentar ou resumir os conteúdos (desenhos, figuras ou esquemas);
→ permitir que o aluno responda oralmente ou através de recursos visuais;
→ atividades alternativas de aprendizado (museus, exposições, filmes, etc.);
→ permitir a gravação das aulas e/ou indicação material audiovisual sobre o conteúdo*
* A Khan Academy oferece aulas objetivas e muito didáticas sobre diversos assuntos. Podem ser acessadas gratuitamente através do site (em inglês, com legendas): www.khanacademy.org
A Fundação Lemann está traduzindo este material: www.fundacaolemann.org.br
Artigo escrito pela Dra. Priscila S. Martins - ELO UFRJ
ABDA® Todos os direitos reservados. Copyright 2013.
Atualmente, cada vez mais pessoas com TDAH, pessoas em geral, empresas, Instituições preocupam-se com os problemas sociais, engajam se em causas, assumem responsabilidades com todos.
A ABDA acredita que juntos podemos avançar mais ainda no combate ao preconceito e à desinformação sobre o TDAH, desenvolvendo projetos que possam garantir os direitos civis, à Inclusão e à qualidade de vida das pessoas com TDAH no Brasil.
A participação de todos é essencial para que possamos cumprir esta missão.
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Audiência Pública para aplicação da Lei de número 5.416 de 29 de maio de 2012.
Data: 11 de setembro de 2012.
Horário das 9:30 as 13:00hs
Local: Palácio Pedro Ernesto, Plenário Teotônio Villela da Câmara dos Vereadores do Estado do Rio de Janeiro.
No dia 11 de setembro de 2012, ocorreu uma Audiência Pública convocada pelo Vereador Tio Carlos que teve como finalidade a discussão entre especialistas e poder executivo para a aplicação da Lei de número 5.416, de sua autoria que dispõe sobre as diretrizes a serem adotadas pelo Município do Rio de Janeiro para realizar a orientação a pais e professores sobre o Transtorno do Déficit de Atenção – TDAH. A Deputada Estadual Claise Maria Zito, também compareceu ao evento e contribuiu para as discussões. A Deputada é autora do Projeto de Lei Nº 6308, de 29 de agosto de 2012, que inclui no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro, a Semana Estadual de Informação e Conscientização Sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH, a ser realizada anualmente na primeira semana do mês de agosto.
Além dos parlamentares já mencionados, a mesa de trabalho foi composta pela Coordenadora de Saúde Escolar da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Aline Bressan; representante da Secretaria Municipal de Educação, Kátia Regina de Oliveira Rios; Iane Kestelman, Presidente voluntária da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA); Prof. Dr. Paulo Mattos (Psiquiatra, Faculdade de Medicina da UFRJ), Profa. Dra. Ângela Alfano (Psicóloga, UERJ) e Profa. Dra. Ana Luiza Navas (Fonoaudióloga, FCMSCSP).
Os especialistas presentes discorreram sobre pontos importantes a serem considerados na aplicação da lei. Entre estes, destaca-se a extensa produção científica na área que confirma a natureza neurofuncional e de base genética do TDAH, o comprometimento em várias dimensões da vida destas crianças e jovens, tanto do ponto de vista de interação social como do desempenho escolar.
Todos os convidados destacaram como essencial a capacitação de educadores da Rede Municipal de Ensino para que possam identificar os sinais do TDAH, e encaminhar corretamente para o diagnóstico, bem como garantir o apoio pedagógico a estes alunos. Além disso, há também a necessidade de capacitar os profissionais de saúde para o diagnóstico nos equipamentos de saúde. Por fim, foi feito um alerta para a ausência de políticas públicas no Brasil que incluam estas crianças e jovens no ensino regular. Centenas de países no mundo já garantem por meio de suas políticas educacionais e de saúde o devido apoio e reconhecimento de alunos com TDAH, para promover o pleno desenvolvimento de suas capacidades.
A ABDA, em nome de todas as pessoas com TDAH do Brasil e seus familiares, agradece a iniciativa e o apoio do Vereador Tio Carlos (Presidente da Comissão Permanente dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara dos Vereadores), e da Deputada Estadual Claise Zito (Presidente da Comissão da Criança, do Adolescente e do Idoso da ALERJ)
Veja abaixo algumas fotos da Audiência:

Presidente voluntária da ABDA, Iane Kestelman

Audiência

Professor Dr. Paulo Matos, Deputada Claise Zito e Vereador Tio Carlos

Professora Dra. Ana Luiza Navas, Prof. Dra. Angela Alfano e Aline Bressan da Secretaria Municipal de Saúde
Jornal do Senado - 30/08/12 - Saúde
Profissionais da área de saúde mental, em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), solicitaram a inclusão de emenda ao projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/12) para dar suporte a pessoas com esquizofrenia, bipolaridade, dislexia, autismo, ansiedade, transtornos alimentares e síndrome de Down. O tema do debate foi a criminalização da segregação de portadores de transtornos mentais, denominada de psicofobia.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, 55 milhões de brasileiros sofrem de transtornos mentais e não possuem respaldo governamental para se tratar.
— A maioria dos pacientes está morando nas ruas ou nas cadeias. E não temos campanhas de prevenção. Os gastos com a saúde mental são cada vez menores — afirmou Silva, ressaltando que o preconceito é preponderante na hora de o doente procurar tratamento e emprego.
— O paciente não se trata por receio de ser estigmatizado como louco. E chegam a pedir receitas sem identificação do psiquiatra, com medo de serem demitidos do trabalho — disse.
O senador Paulo Davim (PV-RN), que presidiu a reunião, já elaborou emenda ao projeto para estabelecer medidas e providências em casos de psicofobia.
Participaram também da audiência a presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção, Iane Kestelman; a vice-presidente da Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, Helena Maria Calil; e o conselheiro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia Daniel Fuentes.
Fonte: Jornal do Senado (Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)
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Programa Jornalismo - Preconceito contra portadores de deficiências e transtornos mentais