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Quinta, Maio 17, 2012

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Português
Sobre TDAH Depoimentos ABDA

ABDA

A Associação Brasileira do Déficit de Atenção foi convidada pela segunda vez, a participar do V Congreso Panamericano de Salud Mental Infanto-Juvenil, organizado pela Associação Mundial de Psiquiatria e apoiado pela UNICEF.

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O evento aconteceu no Palacio de Convenciones de Havana, Cuba, no período de 23 a 27 de abril de 2012 e contou com a participação de vários países da América Latina e Europa.

A ABDA participou através da sua Presidente, Iane Kestelman, que deu uma conferência cujo tema foi TDAH em Adultos. A presidente da ABDA falou também sobre o trabalho da Associação, o apoio e a luta pelos direitos dos portadores de TDAH que vem sendo empreendida nós últimos 12 anos.

Também representando a ABDA, participaram do congresso as Dras Elnora de Paiva Ayres, Neuropsiquiatra e Coordenadora do núcleo da ABDA em Porto Alegre, que abordou o tema TDAH e Inclusão, e Fabiana Mugnol, Neuropediatra, coordenadora da ABDA do núcleo de Porto Alegre, cujo tema se referia ao TDAH na infância e adolescência.

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Representantes de associações de portadores de TDAH de outros países, como México, Bolívia, Chile, etc... demonstraram interesse no trabalho desenvolvido pela ABDA e firmaram, na ocasião, o compromisso de estabelecer uma rede de instituições com vistas a manter um intercâmbio, troca de experiências e informações sobre políticas públicas para portadores de TDAH em toda América Latina.

No final da sua conferência, a presidente da ABDA, Iane Kestelman, ressaltou também a importância dos projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional Brasileiro, no sentido de garantir os direitos dos portadores de TDAH na Educação e na Saúde, a exemplo do que já acontece em Cuba.

A ABDA agradece a Dra. Minervina Román (Médica Psiquiatra responsável pelo Programa de Atenção Primária em TDAH para Infância e Adolescência de CUBA) e o Dr. José Giroud (Neurologista Pesquisador em TDAH da Universidade de Havana) pela incondicional parceria estabelecida com a ABDA desde o ano de 2010, quando a ABDA participou pela primeira vez do Congresso Panamericano de Saude Mental Infanto Juvenil, organizado pela UNICEF em Havana.

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Palacio de Convenciones, La Habana, Cuba


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Slide de apresentação da ABDA


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Miguel Valdez (Colômbia), Nora Monsalves (Cuba), Iane Kestelman (Brasil), Elnora Ayres (Brasil) Fabiana Mungnol (Brasil) e Minervina Román (Cuba)


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Após o congresso, a Presidente da ABDA concedeu uma entrevista para a Radio Habana Cuba, sobre o trabalho da ABDA no Brasil.

Ter, 17 de Abril de 2012 11:54

TDAH - Algumas dicas para os pais.

TDAH – Algumas dicas para os pais

Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH frequentemente começam com ampla divulgação de informação.

Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas disponíveis, com dados a respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas, que podem ser usadas por familiares.

A lista que segue revê alguns pontos, de uma série de estratégias, que podem ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH:

 

  • Mandamentos

  1. Reforçar o que há de melhor na criança.
     
  2. Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação.
     
  3. Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
     
  4. Aprender a controlar a própria impaciência.
     
  5. Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
     
  6. Não esperar ‘’perfeição’’.
     
  7. Não cobre resultados, cobre empenho.
     
  8. Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
     
  9. Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
     
  10. Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
     
  11. Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.

  • Estudo
     
  1. Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
     
  2. Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
     
  3. O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando até chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
     
  4. Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola.
     
  5. Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.

 

  • Regras do dia-a-dia
     
  1. Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
     
  2. Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
     
  3. Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo.
     
  4. Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
     
  5. Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.

 

  • Casa
     
  1. Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família.
     
  2. Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
     
  3. Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
     
  4. O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.

 

  • Comportamento
     
  1. Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
     
  2. Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
     
  3. Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência, etc.
     
  4. Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
     
  5. Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
     
  6. Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
     
  7. Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).

 

  • Pais
     
  1. Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
     
  2. Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
     
  3. Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria” do seu filho é melhor recarregada.
     
  4. Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja criativo.
     
  5. Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
     
  6. Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
     
  7. Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos no que for possível.
     
  8. Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas. Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de prêmio quando for o caso.
     
  9. Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As agendas devem ser consultadas diariamente.

 

 

  • Lembre-se sempre
     
  1. Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça cursos, entre para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir experiências bem e mal sucedidas.
     
  2. Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados ao TDAH.
     
  3. Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente entende do assunto.
     
  4. Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos possíveis obstáculos.
Ter, 27 de Março de 2012 12:57

Estresse infantil e TDAH

A edição da Revista Isto É do dia 25/03/12, abordou o tema ''Estresse infantil e TDAH''.

Clique aqui para conferir a matéria completa.

Qui, 22 de Março de 2012 13:30

TDAH e Escolas.

Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos pontos abaixo:

  • Qual é a dificuldade mais importante do aluno portador de TDAH? O que mais atrapalha no desempenho escolar daquele aluno?

Ao conseguir responder essas perguntas, o professor cria melhores condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado aluno fica mais fácil pensar em solução viáveis e eficazes.

Depois disso, o segundo passo importante é saber distinguir o que o portador é capaz de fazer do que ele não é (principalmente ao lidar com comportamentos disruptivos) e assim não criar expectativas irreais. Talvez essa seja uma das partes mais difíceis, mas não desanime, observar o aluno e estudar sobre o TDAH são as melhores formas de se preparar para fazer essa ditanção sobre o que é sintoma e/ou consequencia do transtorno daquilo que não é. Nesse sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários NÃO podem ser punidos!

Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento perfeito! Essa é uma dica de ouro! Independente de ser portador de TDAH, essa dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o TDAH é ainda mais válido porque os portaodres tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.

  • Não deixar flutuações de humor ou cansaço interferirem no trabalho de inclusão e agir da mesma forma mesmo quando as situações se modificam. Na implementação das estratégias de sala de aula o papel do professor é de extrema importância, é quase imensurável a diferença que um professor informado e motivado corretamente pode fazer para seus alunos!!!
  • Todos os recursos abaixo podem e dever usados para as alunos portadores de TDAH. Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos ajuda ainda mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.
    • Lembretes em agendas e/ou cadernos
    • Listas de tarefas
    • Anotações em provas e trabalhos
    • Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras de horários e datas importantes.
    • Uma outra dica ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos.

O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da educação inclusiva que não pode ser perdido de vista. O ideal não é tentar encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional que mais dificulta do que facilita o aluno portador de TDAH a desenvolver sua competência.

  • Conversar com a criança e seus pais sobre o método mais fácil de estudo em casa. Isso facilita muito a vida dos portadores. Proponha aos pais alguns “experimentos” de formas de estudos diferentes até que seja encontrada a mais adequada para aquele aluno, contanto que inclua uma programação de estudo com intervalos e assim não acumular matéria.
  • Ambientes com muitos distratores / estímulos externos devem ser evitados. Uma sala de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula daquele momento. Murais com muitas informações ficam melhor colocados nos corredores por exemplo. Músicas ou barulhos externos com frequência também devem ser evitados.
  • No ambiente escolar, evitar instruções muito longas e parágrafos muito extensos! Isso certamente será apreciado e facilitará o aprendizado de todos os alunos sem exceção.
    Por exemplo: Provas com enunciados longos funcionam muito mais como "armadilha" do que uma tentativa de escalrecimento da pergunta. Espaço entre as perguntas e clareza nas instruções são imprescindíveis para uma melhor realização de provas.
  • Uma boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os portadores de TDAH é solicitar que um aluno a repita a instrução que você acabou de dar para a realização de uma determinada tarefa (alternância entre os alunos / aumenta a atenção de toda a turma)
  • Atividades que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais atenção contínua por um péríodo de maior devem ser priorizadas e assim serem feitas no início da aula.
  • Por exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os alunos, especialmente os portadores desnecessariamente.
  • Conscientizar os alunos portadores de TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os portadores precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.


Em breve mais dicas no site: www.atencaoprofessor.com.br.

Qui, 22 de Março de 2012 12:43

O efeito do TDAH no casamento.

O Efeito do TDAH no Casamento

 Pessoas que convivem diariamente com portadores de TDAH sabem como essas relações podem se tornar difíceis e desgastantes. Estudos recentes têm focado especificamente nas dificuldades que surgem em casamentos onde apenas um, ou ambos os cônjuges são portadores de TDAH. Esses casamentos muitas vezes vivem sucessivas crises que em muitos casos, podem levar ao divórcio.

Alguns autores defendem a existência de um perfil consistente e previsível de casamentos prejudicados pelo TDAH e, que ao identificar esses aspectos é possível traçar uma estratégia de tratamento que permita que o casal se relacione melhor com as dificuldades impostas pela convivência com um portador de TDAH.

Igual a todos os casamentos, os casamentos afetados pelo TDAH podem variar entre exemplos de grande sucesso ou de completo desastre, no entanto, os casamentos afetados negativamente pelo TDAH são especificamente mais problemáticos e com maiores chances de terminarem em divórcios e mais desgaste emocional.  

Existem muitas formas de se vivenciar os prejuízos do TDAH em um casamento. A primeira é que quando se está casado com um portador de TDAH, muitas vezes, o cônjuge que não é portador de TDAH se sente ignorado e solitário no relacionamento. Por ourto lado, o cônjuge portador de TDAH tem sempre a sensação de nunca conseguir corresponder às expectativas do seu parceiro(a). O cônjuge que convive com um portador de TDAH frequentemente experimenta o sentimento de estar lidando “com mais uma criança em casa”, de que está sempre se queixando e cobrando que o outro cumpra com as suas obrigações, o que gera insatisfação e frustrações intermináveis. A médio prazo, o efeito deste ciclo na relação é extremamente negativo uma vez que pode suscitar no cônjuge portador de TDAH a sensação de estar sendo controlado justamente pela pessoa (seu marido/esposa) que deveria ocupar um lugar de parceria. 

Não importa o quanto o indivíduo com TDAH tente, ele nunca consegue satisfazer minimamente as expectativas do cônjuge, sempre responde com um desempenho inferior ao esperado, se sente constantemente cobrado, mas nunca satisfaz as demandas do outro. A sensação que ele experimenta é de estar vivendo continuamente um interminável ciclo de cobranças.

Se alguma dessas descrições parecerem familiares, é porque provavelmente o casamento está sofrendo com o efeito nocivo dos sintomas do TDAH. Vidas emocionais estão em risco. Os  estudos científicos mostram como os portadores de TDAH são duas vezes mais suscetíveis a divórcios do que as pessoas não portadoras de TDAH (Bierderman et al. in 1993). Esses dados não significam que os portadores de TDAH são incapazes de estabelecer bons relacionamentos afetivos. Nesses casamentos, na maioria das vezes o fracasso se deve ao fato de ambos os cônjuges serem vítimas de uma combinação de sintomas de TDAH não compreendidos e, portanto, interpretados como comportamento voluntário do outro.

O desencadeamento de uma série de respostas negativas previsíveis em ambos os cônjuges cria uma espiral descendente no casamento. As características destrutivas em um relacionamento não são exclusividade dos sintomas do TDAH, mas as consequências de um padrão de relacionamento que incluem os sintomas do TDAH e as respostas equivocadas a estes sintomas, geram crises conjugais, muitas vezes insolúveis. Esse padrão é conhecido como ciclo sintoma-resposta, que é a base da má comunicação que se instala no casamento com indivíduos com TDAH.

            Em casamentos que se encontram em situações extremas, onde a esperança parece ter desaparecido e onde um não reconhece mais no outro aquela pessoa por quem se apaixonou, existem estratégias que podem ser adotadas pelo casal para que juntos conseguam construir uma relação que possa coexistir com a presença do TDAH.

Para reconstruir com sucesso um casamento prejudicado pela presença do TDAH é necessário, primeiramente, que ambos os cônjuges estejam dispostos a buscar tratamento especializado e dispostos a fazer mudanças. A responsabilidade pelo casamento não pode recair somente sobre aquele que tem TDAH. Se o casamento se encontra em crise, é possível que seja consequência do comportamento do casal. Somente mudando a forma com que ambos interagem emocionalmente é que pode ser feita uma mudança na qualidade do relacionamento.

Em segundo lugar, ao entender qual o papel que o TDAH desempenha na dinâmica da relação, é possível com ajuda de um profissional especializado melhorar a comunicação entre o casal e evitar que as mesmas respostas que levaram o casal ao conflito permanente continuem se repetindo. Nesses casos, o conhecimento sobre o TDAH e seus efeitos no casamento é uma ferramenta fundamental e permite que o casal resignifique comportamentos que antes eram vistos como sendo “má vontade” e “preguiça”, possam ser vistos como sintomas do TDAH.

Algumas estratégias benéficas que o casal pode tentar estabelecer tendo como objetivo a melhora na comunicação do casal.

 1. Restabelecer e cultivar a empatia pelo cônjuge, tentar entender o porquê do outro apresentar comportamentos específicos sem antecipar a intenção do outro. Olhar para si mesmo e para as suas responsabilidades e refletir de que maneira as suas ações reverberam no outro e quais as consequências delas.

 2. Evitar que as mesmas emoções acarretem nas mesmas respostas. Identifique onde o padrão se repete e trabalhe exaustivamente para ter uma reação diferente da comum, que você já sabe que não funciona.

3. Responder agressivamente à distração do(a) seu(sua) marido(esposa) é muito menos eficaz do que tentar apoiá-lo e motivá-lo a mudar o seu comportamento. Mesmo que pareça que seu cônjuge portador de TDAH mereça as suas reclamações, entenda que, na verdade, com esta atitude agressiva ele vai se sentir cada vez mais desmotivado e cada vez menos amado e compreendido.

4. A busca de tratamento especializado é fundamental para que as estratégias de convivência sejam eficazes a longo prazo;  frequentemente ambos os cônjuges precisam de algum tipo de tratamento (psicoterapia). Os anos de convívio dentro de um casamento com um portador de TDAH podem desenvolver ou agravar outras condições psicológicas do cônjuge, como:  depressão, ansiedade, desesperança e outras questões subjetivas.

5. Finalmente, após todo um trabalho no sentido de melhorar a má comunicação que se instalou no casamento, o casal poderá resgatar uma posição positiva no relacionamento e empreender uma caminhada em direção à reconstrução de uma relação saudável.

Para maiores informações leia o livro:

ORLOV, M. The ADHD Effect on Marriage: Understand and Rebuild Your Relationship in Six Steps. Florida: Specialty Press, 2010.

Encontra-se disponível no site: www.amazon.com 

Ter, 20 de Março de 2012 15:04

Sense about Science - Entendendo a Ciência.

     Sense about Science – Entendendo a ciência

 

“EU NÃO SEI NO QUE DEVO ACREDITAR...”

 

Como avaliar uma notícia científica

 

Este folheto é para as pessoas que acompanham na mídia as discussões na área médica e científica em geral. Ele explica como os cientistas apresentam e avaliam as pesquisas e como os leigos podem se informar melhor sobre as notícias científicas veiculadas.

 

Este texto foi traduzido para o português.

O Original pode ser lido no site do SENSE ABOUT SENSE através dos links:

http://www.senseaboutscience.org/data/files/resources/16/IDontKnowWhatToBelievereprint2008.pdf

http://www.senseaboutscience.org/

 

Resumo    

  • A área científica possui um sistema para avaliar a qualidade das pesquisas antes de sua publicação. Esse sistema recebe o nome de “revisão por pares”.
  • A revisão por pares significa que outros especialistas da área avaliam o estudo científico em termos de validade, relevância e originalidade -- além de clareza.
  • Os editores das revistas científicas contam com um grupo grande de especialistas nas mais diversas áreas para analisar minuciosamente os estudos recebidos antes de decidir se publicá-los. 
  • Muitas notícias científicas que saem nos jornais e revistas aparecem na internet ou são veiculadas na televisão e no rádio não foram publicadas em periódicos com revisão por pares.
  • Embora algumas dessas pesquisas sejam de fato confiáveis, uma boa parte é falha ou incompleta. Muitas das descobertas divulgadas, como “curas milagrosas” ou “novos perigos”, nunca são comprovadas.
  • A pesquisa que não é publicada não ajuda ninguém. Os cientistas não podem repeti-la ou usá-la, e a sociedade não pode tomar decisões sobre segurança pública – ou sobre a saúde da família, por exemplo -- baseada em estudos que podem ter falhas graves.
  • Portanto, por mais interessantes ou animadores que sejam os resultados de uma nova pesquisa médica ou científica, você deve sempre perguntar...
  • Ela foi avaliada por pares? Se não foi, por que não?
  • Se foi analisada por pares, você pode procurar se informar sobre o que outros cientistas dizem a respeito, sobre o tamanho e a abordagem do estudo e se ele faz parte de um conjunto de evidências que apontam para as mesmas conclusões.

 

Como avaliar uma notícia científica?  

  • Todos os dias somos bombardeados com informações científicas nos jornais, na internet, nos programas de rádio e televisão. Mas nem sempre é fácil julgar o que dizem.   Como saber quando a notícia pode ser levada a sério? Como identificar o alarme falso? Às vezes os cientistas parecem fazer declarações conflitantes.  Como saber no que devemos acreditar?
  • Existe um sistema usado pelos cientistas para decidir se os resultados de uma pesquisa devem ser publicados numa revista científica. Esse sistema, conhecido como “revisão por pares”, submete os estudos científicos a uma análise independente por parte de outros especialistas qualificados (os chamados “pares”) antes de decidir se devem ser divulgados.
  • A revisão por pares ajuda a julgar uma notícia científica, pois significa que a pesquisa foi examinada por outros pesquisadores e foi considerada válida, relevante e original.
  • A revisão por pares significa que as declarações feitas por cientistas em revistas científicas são criticamente diferentes de outras declarações ou informações, como aquelas veiculadas por políticos, colunistas de jornal ou militantes de uma determinada área. Ciência é muito mais do que uma mera opinião.


Breve explicação sobre a revisão por pares:   

  • Quando um pesquisador, ou uma equipe de pesquisadores, termina uma etapa do seu trabalho, geralmente escreve um artigo apresentando seus métodos, resultados e conclusões. Em seguida submete o artigo para publicação em uma revista científica.
  • Se o editor da revista considerar o artigo adequado, ele o envia a outros cientistas que pesquisam e publicam na mesma área, para que eles:
  • comentem sobre a validade do estudo -- os resultados da pesquisa são confiáveis? O desenho e a metodologia são apropriados?
  • avaliem a relevância – o estudo chegou a alguma conclusão importante?• determinem a originalidade – os resultados são novos? O trabalho faz a devida referência a estudos de outros pesquisadores?
  • opinem se o artigo deve ser publicado, melhorado ou recusado (geralmente para ser submetido a outro periódico).
  • Esse sistema recebe o nome de “revisão por pares”.   Os cientistas (os “pares”) que avaliam os artigos são chamados de revisores ou pareceristas.
  • Os cientistas nunca tiram conclusões definitivas apenas a partir de um artigo ou um conjunto de resultados.  Eles levam em conta a contribuição da pesquisa no contexto de outros estudos e de sua própria experiência. Normalmente é necessário mais de um artigo para que os resultados sejam considerados confiáveis ou aceitos como verdade universal.

 

Como funcionam as publicações científicas:     

  • Para que haja avanços científicos, os cientistas precisam mostrar seus resultados para outros cientistas. A principal maneira de fazer isso é publicar seus estudos nas revistas científicas, que são publicações periódicas que visam ao progresso da ciência através da divulgação de novas pesquisas.
  • Os editores dessas revistas recebem muito mais artigos do que podem publicar, então usam um processo de seleção em duas etapas. Primeiro, decidem se o artigo é adequado para a sua revista.  Por exemplo, algumas revistas científicas publicam somente estudos inovadores; outras são restritas a uma determinada área, como microbiologia.
  • Se o editor decide que um artigo é adequado para a sua revista, ele o encaminha para o processo de revisão por pares, que analisará se os resultados são válidos, relevantes e originais.

 

Financiamento e disponibilidade:

  • A maioria das publicações científicas é financiada através de assinaturas, sendo que algumas também se beneficiam de subsídios institucionais, organização de congressos e publicidade.
  • Muitas estão disponíveis na internet, e é cada vez mais comum que o conteúdo seja divulgado gratuitamente na internet após um determinado período, geralmente um ano.
  • Existem também modelos alternativos de financiamento, como quando os cientistas pagam os custos de revisão e publicação dos seus artigos, para que elesfiquem disponíveis livremente. Menos de 1% dos artigos são publicados dessa forma.
  • Você sabia que existem cerca de 21.000 revistas acadêmicas e científicas que usam o sistema de revisão por pares. Grande parte atua na área técnica, médica e científica, publicando mais de um milhão de estudos por ano.

 

Publicar em revistas científicas faz parte da vida do cientista, pois:

  • permite-lhe fazer contato e divulgar sua pesquisa entre pessoas que pensam de modo semelhante. Um artigo publicado é lido por cientistas do mundo todo.
  • é um registro permanente do que foi descoberto, quando e por quem – como a ata de um tribunal, só que na área científica.
  • ajuda os cientistas a promover o próprio trabalho e a ter o reconhecimento das instituições, financiadoras e outras.
  • mostra a qualidade do trabalho do cientista, já que outros especialistas o consideraram válido, relevante e original.

 

A propósito...

Revisão por pares de projetos de pesquisa.

  • A revisão por pares também é usada para avaliar pedidos de financiamento para pesquisa.  As instituições financiadoras, como organizações beneficentes que apóiam a pesquisa médica, buscam a opinião de especialistas sobre projetos de pesquisa antes de conceder o financiamento pedido. Nesse caso a revisão por pares é usada para julgar quais são os pedidos mais válidos do ponto de vista científico e com mais probabilidade de ajudar a organização a alcançar seus objetivos.


Como saber se os resultados divulgados foram analisados por pares?

Nem sempre é fácil!

A referência completa a um artigo que foi submetido à revisão por pares geralmente é assim:

Fellers  J H and Fellers  G M (1976) Tool use in a social  insect  and its implications for competitive interactions. [Uso de ferramentas em insetos sociais e suas implicações para interações competitivas.] Science, 192,  70-72.

... ou assim:

Hedenfalk  I, Duggan  D, Chen Y, et al. Gene-expression profiles  in

hereditary breast  cancer. [Perfis de expressão gênica em câncer de mama hereditário.] N Engl J Med,  2001;  344: 539-48.

 

  • Algumas pessoas inescrupulosas usam esse formato em sites e artigos para citar estudos que não passaram pelo processo de revisão por pares. Mas felizmente isso é raro.
  • A fonte mais provável de notícias científicas são os jornais e noticiários, onde não há espaço ou interesse em dar a referência completa. Os bons jornalistas, porém, costumam indicar se a pesquisa foi publicada e mencionar o nome do periódico.
  • Você também pode procurar reportagens mais longas sobre uma dada pesquisa em outros jornais, ou em revistas de divulgação científica, também disponíveis na internet, para descobrir se a pesquisa foi publicada e onde.
  • Isso também ajuda a verificar se as informações veiculadas são um reflexo real dos resultados da pesquisa.
  • Muitas vezes os estudos científicos apresentados em congressos já começaram o processo de revisão por pares, mas os resultados são preliminares e ainda não foram publicados.
  • Quanto mais pessoas perguntarem sobre a revisão por pares, mais os repórteres se sentirão pressionados a incluir essa informação.
  • Não existe uma lista definitiva de periódicos com revisão por pares, mas você pode procurar alguns pelo nome no serviço de notícias científicas online EurekAlert! www.eurekalert.org/links.php?jrnl=A 
  • No final deste folheto você encontrará outras fontes de informação sobre pesquisas científicas.

 

O que acontece depois da revisão por pares?

  • Quando os resultados de uma pesquisa são analisados por pares e publicados numa revista científica, isso quer dizer que são suficientemente válidos, relevantes e originais para merecerem a atenção de outros cientistas.
  • A revisão por pares é uma linha divisória importante para separar o que é científico do que é mera especulação e “achismo”. A maioria dos cientistas estabelece uma distinção clara entre seus estudos que foram analisados por pares e suas opiniões em geral.
  • Até aí tudo bem, mas e depois?
  • A publicação de um artigo submetido à revisão por pares é apenas o primeiro passo:  os resultados e as teorias desenvolvidas a partir deles precisam ser testados novamente e comparados com outros estudos na mesma área. As conclusões de alguns estudos podem ser questionadas e pesquisas posteriores podem mostrar que eles precisam ser revistos, com a coleta de mais dados.
  • Assim como algumas lavadoras de roupas trazem um selo de qualidade, a revisão por pares é a garantia de qualidade na ciência. Ela informa que uma pesquisa foi realizada e apresentada segundo um padrão de qualidade avalizado por outros cientistas.

 

Os desafios da revisão por pares:

  • Por que não pode simplesmente existir uma lista de itens para verificar a validade científica?
  • Avaliar um artigo científico não é a mesma coisa que outorgar um selo de qualidade e segurança para um automóvel ou corrigir uma prova de matemática.   As novas pesquisas costumam ter características próprias, que são difíceis de prever com uma simples lista e que exigem uma avaliação especializada no que diz respeito à validade, relevância e originalidade.
  • A revisão por pares consegue detectar os casos de fraude e má-fé?
  • A revisão por pares não é um sistema de detecção de fraudes. Os revisores podem detectar alguma ação fraudulenta, como plágio ou falsificação de dados, porque conhecem bem o assunto.  Eles conhecem as pesquisas já realizadas na área e os tipos de resultados esperados.  No entanto, se alguém tentou deliberadamente falsificar dados, às vezes não há como descobri-lo até que o estudo seja publicado e outras pessoas da comunidade científica comecem a avaliar a pesquisa e a repeti-la.

 

As correntes científicas dissidentes são rejeitadas através da revisão por pares?

  • Às vezes as pessoas temem que ideias novas não serão aceitas por outros cientistas (embora isso também sirva como desculpa quando os pesquisadores não querem se submeter à avaliação de seus pares).  É verdade que os revisores podem ser muito cautelosos com achados incomuns, e que ideias importantes podem não merecer a devida atenção inicialmente. Mas se uma pesquisa foi especialmente engenhosa, o mais provável é que os outros cientistas o reconheçam e a diferenciem de dados falsos ou inchados.  Os editores dos periódicos gostam de ideias novas, e a publicação de artigos científicos trouxe à luz milhares de descobertas importantes.


Será que o processo de revisão por pares retarda o avanço do conhecimento científico e médico?

  • No nosso mundo de comunicação instantânea e divulgação de notícias 24 horas por dia, um processo deliberativo como a revisão por pares pode ser frustrante por ser muito lento.  A comunicação eletrônica melhorou o processo, mas uma boa avaliação de uma pesquisa leva mesmo certo tempo. 
  • Às vezes as pessoas justificam a divulgação de descobertas não publicadas dizendo que são “importantes demais para esperar”.  Entretanto, apesar de alguns estudos levarem meses para serem analisados e aperfeiçoados, no caso de uma descoberta importante o processo pode ser concluído em poucas semanas.   Além disso, se os resultados forem muito importantes – por exemplo, se forem ligados à saúde pública – a revisão por pares se torna ainda mais necessária.
     

Outras informações:    

Sense about Science – Entendendo a ciência

Para saber mais sobre a revisão por pares, você pode visitar o site Sense About Science, onde existe uma seção dedicada ao assunto. A seção inclui download gratuito do relatório completo “Peer Review and the Acceptance of New Scientific Ideas” (“A revisão por pares e a aceitação de novas ideias científicas”) (2004), versões eletrônicas do folheto e recursos didáticos adicionais. Para solicitar mais cópias do folheto, por favor, mande um email para: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

ou ligue: 00 (operadora) 44 (0) 20 7478 4380 www.senseaboutscience.org/peerreview 

Association of Medical Research Charities: a associação de auxílio à pesquisa possui uma página em seu site sobre a revisão por pares de pedidos de auxílio: www.amrc.org.uk/temp/Aboutsppeerspreview.doc 

Committee on Publication Ethics: O COPE oferece um fórum para editores de periódicos científicos discutirem como lidar com violações de ética em pesquisas e publicações: www.publicationethics.org.uk

The National Electronic Library for Health: a Biblioteca Eletrônica Nacional de Saúde possui um arquivo chamado ‘Hitting the Headlines’, que analisa as notícias e reportagens médicas e fornece as evidências científicas nas quais se baseiam: www.nelh.nhs.uk/hth/archive.asp

The Science Media Centre: o Centro de Mídia Científica publicou um folheto chamado “Peer Review in a Nutshell” (“A revisão por pares em poucas palavras”), que é um guia para cientistas que querem se preparar para dar entrevistas na Mídia www.sciencemediacentre.org/peer_review.htm 

 

Agradecimentos :           

Este folheto foi produzido e distribuído com o patrocínio e a ajuda de:

Sense About Science agradece a contribuição dos patrocinadores, das diversas organizações (principalmente Cancer Research UK, Asthma UK, Migraine Trust and Action Medical Research), de parlamentares, autoridades do governo, instituições de ensino, professores, estudantes, médicos, farmacêuticos, conselhos científicos e de inúmeras outras pessoas e instituições.  A responsabilidade pelo conteúdo é inteiramente da Sense About Science.

Capa da The Lancet, vol.  366, No.  9487, 27 agosto 2005,  publicada com permissão da Elsevier.

Capa da Science reimpressa com permissão da AAAS.

© Sense about Science 2005

Sense  About  Science, 60 Cambridge Street, London  SW1V  4QQ Número de registro 1101114

Fonte: www.senseaboutscience.org 

Qui, 08 de Março de 2012 18:13

Legislação

Poder Judiciário da União

 Tribunal de Justiça do Distrito Federal


19/12/11 - Colégio terá que indenizar aluno por não oferecer ensino adequado.


Clique aqui para ler a matéria jurídica (jurisprudência) na íntegra.




Projeto de Lei - 7081/2010

 

O projeto de Lei 7081/2010, de autoria do Senador Gerson Camata (PMDB), cuja relatoria é da Deputada Federal Mara Gabrilli (PSDB - SP), tem por objetivo instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e tratamento do TDAH e da Dislexia. O projeto já foi aprovado no senado e faltam apenas 3 comissões para ser aprovado na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece que as escolas devam assegurar aos alunos com TDAH e Dislexia acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento de sua aprendizagem, e que os sistemas de ensino garantam aos professores formação própria sobre a identificação e abordagem pedagógica.


Durante a Reunião da última Comissão de Educação (ouça o áudio da reunião clicando aqui), o Deputado Nazareno Fonteles (PT - Piauí) pediu vista ao processo alegando que o mesmo gera custos ao governo, por isso a votação final será feita na próxima semana. Vale lembrar, no entanto, que o governo já possui no Programa Brasil Escolarizado, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um projeto de “Capacitação para Promoção da Saúde na Escola”, que tem orçamento próprio e atende às necessidades deste Projeto de Lei.


Tendo em vista a importância da votação que acontecerá na próxima reunião da Comissão de Educação, convocamos todos os interessados na matéria do Projeto de Lei que dispõe sobre a inclusão de portadores de TDAH e Dislexia na rede de ensino básico, para que enviem o texto abaixo a todos os deputados da Comissão de Educação da Câmara através dos e-mails abaixo relacionados.


Texto final para envio de e-mail:


Ilustríssimo Senhor Deputado, neste momento, um grande número  de crianças e jovens vive a escola como um espaço de angústia e sofrimento, acreditando serem incapazes de aprender, minando seus sonhos de um futuro melhor. Um grande número de professores se sente impotente diante desta realidade, sem estrutura ou informação que lhes permita atuar para transformá-la. Senhor Deputado, sua participação será decisiva para a aprovação deste projeto, para a possibilidade de garantir, ao professor, apoio em sua atividade pedagógica e, aos alunos, o direito de aprenderem com prazer e de acreditarem em si mesmos, pois como diz o parecer da Deputada relatora do Projeto de Lei
7081/2010, Mara Gabrilli:
 


“Um dos maiores indicadores de mau prognóstico de crianças e jovens com dislexia e TDAH é o estigma que acompanha o não reconhecimento precoce destes transtornos pela sociedade. Um estigma que deve ser combatido com informação para que crianças inteligentes e criativas não fiquem à margem do processo de socialização garantido através da educação e da cultura.”


Nomes e e-mails dos Deputados Federais que fazem parte da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para envio do texto acima:

PT

Artur Bruno PT/CE

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Biffi PT/MS

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Fátima Bezerra PT/RN

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Nazareno Fonteles PT/PI

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Paulo Pimenta PT/RS

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Pedro Uczai PT/SC

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Reginaldo Lopes PT/MG

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Waldenor Pereira PT/BA

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PMDB

Gabriel Chalita PMDB/SP

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Gastão Vieira PMDB/MA

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Joaquim Beltrão PMDB/AL

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Lelo Coimbra PMDB/ES

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Professor Setimo PMDB/MA

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Raul Henry PMDB/PE

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PSDB

Mara Gabrilli PSDB/SP

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Pinto Itamaraty PSDB/MA

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Rogério Marinho PSDB/RN

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PP

Waldir Maranhão PP/MA

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DEM

Luiz Carlos Setim DEM/PR

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Nice Lobão DEM/MA

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Professora Dorinha Seabra Rezende DEM/TO

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PR

Izalci PR/DF

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Paulo Freire PR/SP

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Tiririca PR/SP

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PSB

Dr. Ubiali PSB/SP

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Luiz Noé PSB/RS

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PDT

Paulo Rubem Santiago PDT/PE

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Bloco PV, PPS

Antônio Roberto PV/MG

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Stepan Nercessian PPS/RJ

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PTB

Alex Canziani PTB/PR

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PCdoB

Alice Portugal PCdoB/BA

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Reivindicar os direitos dos portadores de TDAH e Dislexia na rede de ensino brasileira é nosso dever na busca por uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.

 

Seguridade promove debate sobre transtorno do deficit de atenção

A Comissão de Seguridade Social e Família promove na quinta-feira (6) audiência pública para discutir o diagnóstico e o tratamento do transtorno do deficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que solicitou a audiência, quer obter subsídios para a elaboração de um plano de saúde pública que garanta o acesso da população ao diagnóstico e ao tratamento do TDAH.

Dr. Aluizio afirma que o TDAH é uma das principais causas do baixo rendimento escolar entre estudantes. “O TDAH é uma doença extremamente comum, e o seu desconhecimento por parte do público é responsável por um desgastante périplo de pais e responsáveis em escolas, consultórios e centros médicos. Uma cansativa jornada que apenas atrasa o início do tratamento correto.”

Foram convidados para a audiência:
- o professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e professor adjunto da Universidade de Alberta (Canadá), Sérgio Luiz Schmidt;
- a coordenadora de Psicopedagogia da Rede Sarah em Brasilia, Luciana Rossi;
- a coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Márcia Gonçalves Oliveira.

A audiência será realizada às 9h30, no Plenário 7.

Clique aqui para ver este texto na página da Câmara dos Deputados

Constituição Federal:

É o principal instrumento jurídico de defesa dos direitos das pessoas com alguma disfuncionalidade ou deficiência no Brasil. Além de garantir a todos o direito à igualdade, à dignidade, à não-discriminação e à educação, a Constituição trata de medidas importantes como o direito à inserção no mercado de trabalho, a reserva de vagas em concursos públicos e a previsão de eliminação de barreiras para que todos tenham acesso a Educação.

Link: Clique para baixar o PDF

Declaração Universal dos Direitos: 10 de Dezembro de 1948

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum, Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão, Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades.

Link: http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm

Estatuto da Criança e do Adolescente: 13 de julho de 1990

Link:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm

Lei 9.394 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: 20 de dezembro de 1996

Link: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/LEIS/l9394.htm

Convenção de Guatemala: 28 de maio de 1999

Dispõe sobre a prática da discriminação e afirma que é discriminatório, e portanto passível de punição pela lei Federal nº7.853/89, "toda diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas com deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais".

Link: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/deficiencia/0008/Convencao_da_Guatemala.pdf

Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança: 20 de novembro de 1989

Tendo em conta que a necessidade de proporcionar à criança uma proteção especial foi enunciada na Declaração de Genebra de 1924 sobre os Direitos da Criança e na Declaração dos Direitos da Criança adotada pela Assembléia Geral em 20 de novembro de 1959, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (em particular nos Artigos 23 e 24), no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (em particular no Artigo 10) e nos estatutos e instrumentos pertinentes das Agências Especializadas e das organizações internacionais que se interessam pelo bem-estar da criança.

Link: http://www.onu-brasil.org.br/doc_crianca.php

Convenção Ibero-Americana dos Direitos dos Jovens: 01 de outubro de 2005

As Partes, conscientes da transcendental importância para a humanidade em contar com instrumentos como a "Declaração Universal dos Direitos Humanos; o "Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais"; o "Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos"; a "Convenção sobre a Exclusão de Todas as Formas de Discriminação Racial"; a "Convenção sobre a Exclusão de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher "; a "Convenção sobre os Direitos da Criança "; a "Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes"; bem como outros instrumentos aprovados pelas Nações Unidas e pelos seus organismos especializados e, por sistemas de proteção dos direitos fundamentais da Europa e da América, que reconhecem e garantem os direitos da pessoa como ser livre, una e digna.

Link: http://www.juventude.gov.br/internacional/documentos/convencaoibero-americana_atafinal.pdf

Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: 01 de dezembro de 2006

Relembrando os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, que reconhecem a dignidade e o valor inerentes e os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana como o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; Reconhecendo que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos Pactos Internacionais sobre Direitos Humanos, proclamou e concordou que toda pessoa faz jus a todos os direitos e liberdades ali estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie;

Link: http://www.assinoinclusao.org.br/downloads/convencao.pdf

Membro do Conselho Científico da ABDA fala sobre TDAH na Globo Bahia.

Clique aqui para ver a entrevista completa.

Sex, 02 de Março de 2012 17:58

TDAH - Entrevista Canal Futura - 29/02/12

Veja abaixo a entrevista com o Dr. Daniel Segenreich, no programa Conexão Futura, exibido dia 29/02/12.

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