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Quinta, Agosto 17, 2017

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Português
Depoimentos
Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Olá! Meu nome é Mariwaldo Alvez.
Fico muito feliz em saber que tudo que ouvi na minha infância e, ainda hoje ouço, não é fruto apenas de minha irresponsabilidade, falta de compromisso e que eu não ia dar para prestar.
Tudo faz parte de um transtorno do qual não tenho culpa em tê-lo e que nem mesmo sabia que o tinha. Levei muita surra por não conseguir ter o controle do tempo para começar e encerrar minhas atividades na hora certa... Levei muitas surras por não ter controle de meus impulsos e somente depois de agir, pensar...
Levei muita surra por não conseguir ficar "quieto" na sala de aula e em nenhum outro lugar...
Estou farto de ouvir as pessoas dizerem que sou indesejável em reuniões por sempre estar interferindo a fala dos outros!
Não me lembro de já ter levado um projeto até o fim!
Tenho ideias extraordinárias e, muitas delas, vejo-as sendo executadas por pessoas que ouvem eu falar, gostam e, quando menos me espanto, elas já estão colocando em prática e, nem agradecimentos recebo.
Ah, como isso me tortura!
Que vontade de sentar e assistir uma palesta do começo ao fim sem fazer nenhum comentário! Prometo para mim mesmo que doravante tudo será diferent, terei controle de mim! Porém, tempo depois já estou eu novamente sendo ridículo diante das pessoas.
Que solidão!
Queria tanto ter amigos!
É assim que há 45 anos tenho vivido!
Um abraço em todos.

Mariwaldo Alvez
 
Data: 04 maio 2013
Enviado por: Mariwaldo alvez
paulino neves - ma
Olá queridos TDAH's ou pessoas abençoadas de terem um por perto !

Pois é, lendo tantos depoimentos eu vivi uma série de emoções, dei risadas, chorei EM MUITOS e decidi escrever o meu.
Me chamo Áurea tenho 38 anos, sou executiva de negócios em uma grande empresa e como muitas mães que aqui deixaram suas angústias, medos, alegrias e sonhos de um futuro melhor para seus filhos eu também vou deixar o meu!
Sei de todas as dificuldades, rótulos dados aos nossos filhos sei o quanto isso dói, atrapalha e prejudica uma melhora, mas sei que é possível SIM um portador de TDAH ter um futuro promissor, ser uma pessoa bem sucedida, admirada e amada.
Sabem porque ?
Porque além do meu menino amado de 16 anos o Pedro, EU TAMBÉM SOU TDAH.
Vocês imaginam o que é isso ? É muito difícil, cobrar alguém por algo que você já fez muitas vezes, ( e em muitas situações ainda o faz !!), brigar por organização quando você também tem as suas desorganizações e que não são poucas !
Mas lendo os depoimentos ( que me tocaram profundamente ) eu resolvi escrever tudo o que é possível e bom sobre nós, pois as dificuldades, que são de lascar todos nós já sabemos e vivemos !
O Pedro é um menino com tanto senso de humor ! Ele é tão engraçado, querido, simmmmm desligado claro, eu muitas vezes o chamei de sono eterno, já chorei por ele esquecer do Dia das Mães rs rs por quase colocar fogo na casa, por deixar os cachorros com fome, jogar amaciaste no chão uma vez, quando pedi que me desse o desinfetante e tantas outras coisas.
Mas eu também já joguei no lixo o GPS novinho, que estava na sacola que fiz de lixinho.....
Mas temos tantas coisas boas, viajamos juntos na maionese, ele é muito melhor com horários do que eu
Ufa...eu sofri a VIDA INTEIRA com isso e ainda sofro, tantos julgamentos maldosos, ele ao menos neste ponto é perfeitinho rs rs !!
Sou extremamente competente naquilo que faço e não é fácil, mas acho que ao longo da minha vida, também tive muita sorte, gosto de falar pelos cotovelos, não espero as pessoas terminarem uma frase e já concluo ( que coisa feia rs ) mas também adoro ouvir, ouvir as pessoas e realmente absorver estas historias e isso me fez gostar de estar com pessoas.
E sendo assim as empresas por onde passei, sempre multinacionais e por longos períodos ( ao contrário da maioria ) cativei as pessoas com esse lado humano que todos nós DDA'S temos e a competência em saber lidar com isso, sempre trabalhei em áreas que estar com pessoas era a minha ferramenta de trabalho, esta ai a sorte que falei no início.
Sendo assim meus trabalhos eram feitos com prazer e foco, que eu só consigo ter naquilo que gosto.
O Pedro e eu sempre tivemos problemas na escola obviamente, vi uma mãezinha dar seu depoimento aqui, dizendo que uma professora chamou o filho dela de dissimulado......aconteceu o mesmo com o Pedro, ouvi exatamente a mesma frase, e sim é horrível.
**PAUSA PARA TIRAR A PANELA DO FOGO COM ÁGUA FERVENDO QUE EU ESQUECI !!
Sim acabei esquecendo, como esqueço tantas outras coisas......
É horrível mas de verdade, sabe o que eu penso, que nós temos algo que a maioria não tem, nós conseguimos subtrair rapidamente a raiva, uma tristeza é meio como se tivesse sido apagada da memória, tudo é muito rápido na nossa cabeça, então para muitas pessoas, é como se no momento em que fazemos algo inaqueado e segundos depois perguntamos o porque de uma bronca ou magoa ou achamos desmedida a maneira com que falam conosco ou nos cobram, fosse cinismo ou dissimulassão da nossa parte, não, não é.....Realmente nossa cabeça tem tanta coisa que muitos detalhes importes eu confesso, passam até o que acabamos de fazer.........
...Quantos depoimentos falando de pessoas que são auto didatas em música, compõem, tocam, escrevem !!
Isso é fantástico, mas sei que é preciso também sorte para ter a capacidade e a oportunidade e também sei que conseguir harmonizar isso não é nada fácil.
..Mas obvio que existem as dificuldades, obvio que existem as coisas burocráticas e ai o que para a maioria das pessoas é muito tranquilo de se executar para nós vira uma odisséia, muito mas muito difícil mesmo
Dai tantas coisa iniciadas, tantos planos e projetos inacabados......não por falta de competência MUITO PELO CONTRARIO ! Mas por falta de concentração no que é básico, por falta de foco naquilo que é rotineiro.
Chega a ser contraditório ! Pessoas chamadas de imprestáveis, inúteis, preguiçosas serem muitas vezes e muitas mesmo, idolatradas por muita gente que as reconhecem como grandes artistas, cantores, profissionais, enfim.....não concordo com o rotulo de que nunca conseguimos nada, eu não concordo mesmo !
Ouvi muito isso do meu pai, que meu irmão seria alguém na vida eu não.
..Eu o entendo....não deveria ser fácil viver comigo quando criança, como não é conviver com o Pedro hoje e me esforço para não cometer os mesmos erros, choro sozinha por brigar com meu filho e me arrepender profundamente por saber que na maioria das vezes é incontrolável algo que ele tenha feito de errado.
Ter apoio é fundamental é o Oásis no deserto, eu tenho um marido que é um grande herói, pois ter um filho e uma esposa DDA, não é biscoito não é mesmo minha gente !!??
O Marcos acompanha toda essa epopéia que é acordar comigo berrando de raiva porque esqueci algo que era importante, ter tudo pronto para viajarmos, estarmos todos dentro do carro quando lembro que esqueci os documentos em alguma gaveta, estarmos na estrada agora voltando e eu me lembrar que de novo os documentos ficaram em outro estado.
E tem a compulsão, falar demais e gastar demais. Isso é um capitulo dificílimo de administrar principalmente por alguém que não tem o TDAH e não passa por isso na pele, conviver é dificil
...Eu sei da seriedade dos resultados ruins de ser assim, das dores, das frustações de falar mil vezes a mesma coisa e saber que não vai adiantar NADA, porque os mesmos erros e esquecimentos serão cometidos.
Sei o quando é doloroso e cansativo viver com uma pessoa com TDAH e sei além, sei o que é SER uma pessoa assim, sei o quanto ficamos tristes e infelizes por não conseguirmos ser o tempo todo como a maioria
E é justamente por isso, que não acho que devemos ver o defict de atenção só por um lado oras !!! E justamente o pior.
Poxa, vi tanta gente aqui relatando tantas coisas boas que fez e faz, o OUTRO lado.
Afinal será que só quem tem TDAH é que sofre com a forma de lidar com as situações na vida ?? <
Tem gente que é extremamente centrado, focado, executor e vive infeliz, sentindo um vazio que não sabe de onde vem nem pra onde vai.
Acho que deveríamos ter mais discussões sobre o assunto, menos estigmatização e mais tolerância de modo geral.
TODO MUNDO NESTE PLANETA tem defeitos e qualidades o que nós temos, na minha humilde opinião, são as duas coisas de forma intensa, como uma balança maluca rs rs
Ah ! Me acho é muito capaz de coisas que muitas pessoas não são, vejo meu filho com um potencial absurdo de criatividade de interesse pelo novo, não posso e não vou me apegar ao que é só ruim.
Precisamos é de pessoas que nos amem assim como somos, uns fofos
Precisamos, como todos, só de respeito.
Sintam-se cada um de vocês que deram aqui seu depoimento, abraçados, acarinhados e saibam que são mais que completos, são um tantinho brilhantes além da conta.
Com todo o meu carinho, em especial ao meu Pedro Pedro que amo e brigo tanto
ÁURINHA AMARAL (e mamãe do Pedro




 
Data: 04 maio 2013
Enviado por: Áurea Dias Amaral
São Paulo
" Olá! Meu nome é Suelen, tenho 19 anos e descobri que sou portadora de TDAH há alguns meses.

Desde pequena sempre fui uma criança muito timída. Minha mãe conta que quando me levava para passear algumas pessoas perguntavam se eu era doente. Quando entrei para a escola, tinha uma vergonha fora do normal. No entanto, sempre fui uma aluna muito inteligente, sempre me destacando, ao contrário de muitos portadores não tive dificuldades de aprendizagem nesta etapa da minha vida.

Porém, com o passar dos anos comecei a notar que algumas atitudes minhas eram diferentes das outras pessoas. Tinha uma desatenção incrível, que não conseguia controlar. Ás vezes, custava entender as coisas que as pessoas falavam ou pediam para eu fazer.

Uma dos grandes sinais de TDAH, e que passou despercibido é uma mania que até hoje tenho. Quando estava nervosa, principalmente anciosa, esfregava as mãos direto. Essa agitação nervosa me dava uma sensação de satisafação, pois era uma forma de gastar uma energia que tinha dentro de mim. Na sala de aula, não era hiperativa fora de controle, mas não conseguia ficar muito tempo sentada na carteira e quando queria fazer algo, não tinha paciência para esperar.

No fim do ensino médio, comecei a trabalhar. Nossa, foi aí que as coisas começaram a piorar. Senti realmente que eu era diferente. Procurava botar desculpas em outras coisas, na patroa, nos horários, no serviço em geral, porque sentia que as coisas não iriam bem. Cumprir horários, tarefas e outros afazeres sob pressão era imposs
Consegui terminar o segundo grau. Naquela ansiedade de começar o ensino superior, no próximo ano já entrei para a faculdade, comecei a cursar Comunicação Social. Com essa nova etapa da minha vida, tive que morar sozinha, trabalhar e estudar ao mesmo tempo. As coisas começaram a se dificultar. Na faculdade, descobri minha dificuldade de cultivar novos amigos, porque os do ensino médio sempre tiveram comigo desde a infância. Com o passar do tempo, não conseguia fazer nehuma das atividades direito. Quando estava no trabalho não me concentrava, quando estava estudando também e assim as outras coisas.

O meu curso como qualquer um, exige muita concentração e produção com cumprimentos de datas. Foi aí que percebi outras dificuldades. Quando tinha um trabalho de casa, mesmo tendo horários disponíveis para fazer, ficava adiando e só nos últimas horas conseguia realizar pois sabia que estava sob pressão.

Somente quando consegui o meu primeiro trabalho na área. Que descobri oque realmente tinha. Já nas primeiras semanas de trabalho, meu patrão me diagnosticou com TDAH, pois também possuía e sofreu a sua vida toda com os sintomas do transtorno. Ele diferente dos outros me entendia e conseguiu me ajudar muito. A partir de então comecei a pesquisar sobre o transtorno e me identifiquei muito.

Nesta etapa, já estava me sentindo isolada, anti-social e com a auto-estima baixa.E foi assim, que também pude diagnosticar que meu pai também possui o transtorno e que também sofreu desde a infância com tudo isso. É triste saber que ele também como meu patrão e amigo não tiveram a oportunidade de diagnosticar mais cedo e que sofreram muitas humilhações e preconceitos.



É preciso que esse transtorno seja mais divulgado na sociedade, nas escolas principalmente para que casos como os nossos sejam descobertos mais cedo.




 
Data: 04 maio 2013
Enviado por: Suelen dos Santos Jorge
Sombrio/SC
B. tarde!!!
Meu nome é Douglas, sou supervisor de vendas de uma industria em Curitiba-Paraná.
Primeiramente quero parabeniza-la pelo trabalho digno em ajudar, orientar inumeras pessoas a encontrar o caminho da prosperidade, paz e convivio digno com familares e amigos! Tive o privilégio em entrar no site, e fazer uma avaliação do problema que venho enfrentando. Concluo que realmente tenho TDAH. Efetuei uma consulta com um pisiquiatra esta semana, o mesmo chegou a conclusão que sou bipolar, e receitou para mim o depakote, me informei a respeito da bipolaridade, não me encaixo em varios itens. Atualmente tenho quarenta e seis anos, filho de pais (falecidos) alcolatras, filho unico, criado por tios. Revendo minha vida,creio que desde a minha infancia sofro deste problema, me esforço a vida inteira para manter atenção, foco, aprendizado, desempenho, porem, sou desorganizado... o esquecimento é serissimo. Nao tenho problema de humor, normalmente sou bem humorado, brincalhão, considerado uma boa compania.
Tenho problemas financeiros frequentemente serios, algumas vezes consigo superar, porem, volto a enfrentar tudo de novo!!! Muitas vezes vivo "sonhando" com situações que vão melhorar
minha vida, um emprego 'salvador', acertar na mega sena ... me sinto ate envergonhado.
Estou separado a sete anos e sofro muito por não estar mais convivendo diariamente
com meus filhos (filha 18 e filho 15) , eu os amo muito, e sei que é reciproco, mas sinto
que estou me distanciando dia-a-dia deles, isto esta me deixando muito triste!!
Com as explicações que li no site, me identifiquei praticamente com tudo!! Sinto
que estou passivo a muito tempo diante de varios problemas que estou enfrentando, tento
ser amigo de todos, me esforço em ser um bom profissional, mas cometo erros infantis e o
pior, não estou evoluindo profissonalmente, e a empresa que trabalho esta insatisfeita com meu desempenho e resultados.
Morando em Curitiba como ja citei,estou realmente precisando de ajuda profissional para tratar meu
problema. Tenho conciencia que tenho um problema e não tenho como resolve-lo sozinho.
Fico agradecido pelo seu site que me ajudou a esclarecer
e identificar o problema que venho enfrentando praticamente a minha vida inteira!!

obrigado,
Douglas'
 
Data: 04 maio 2013
Enviado por: Douglas
curitiba
Ainda não ví nenhum relato ou depoimento que o TDAH,tenha prejudicado tanto uma pessoa,quanto no meu caso.
Pra piorar,descobri que tinha a do?nça,tardeamente,há mais de 1 ano,hoje com 35,tento reconstruir minha vida.
Confesso que não é nada fácil. E ainda tendo de lidar com a ignorância das pessoas a respeito do problema,a maioria encara os meus dejajustes,como uma "opção" minha e,não como um problema sério.
O TDAH me afetou em todas as áreas em que se pode afetar e um pouco mais! Sobretudo a profissional.
E cada vez mais difícil lidar com as reações do TDAH e na grande maioria das vezes,ela é SOLITÁRIA. Sem falar que o Sistema de Saúde Pública,deixa BASTANTE a desejar.
Não sei como lidar com o TDAH,ele tem me prejudicado bastante no proseguimento da formação acadêmica - perdi por 3 vezes,o semestre letivo,por conta da falta de atenção,foco,entre outras que me levaram a quaze - jubilar minha vaga na faculdade.
Acho que pra mim,a saída seja - MEDITAÇÃO- pra abrandar a impulsividade,o estresse e sobretudo,o nervosismo.
-TÉCNICAS DE CONCENTRAÇÃO- para obtenção de maior foco e atenção.
E PLANEJAMENTO.Além claro,do tratamento terapeutico de medicamento e psicoterapeutico.

Mas se alguém tiver mais algumas dicas/tutoriais,por favor,não exite em nos ajudar,a me ajudar. Obrigado.
 
Data: 02 maio 2013
Enviado por: Henrique Mendes da Silva
UBERABA-MG
Tenho 30 anos, sofri mais de 20 devido a falta de diagnostico do tdah. O diagnostico veio semana passada devido a pedido da minha terapeuta. Ela percebeu o que 3 psicologos 2 neuros e um psiquiatra nao haviam percebido. Indicou um neuro especialista e... tdah!
Atrasos recorrentes para qualquer compromisso, interromper meu trabalho para beber agua, cafe e ir ao banheiro e ser criticada pelos chefes, nao conseguir estudar materias que nao gosto, possuir hiperfoco, nao ter terminado a faculdade ou qualquer outro curso ou projeto, ser taxada por pais familia e chefes de desleixada, desatenta, preguicosa, vagabunda. Sao alguns dos sintomas que fazem ainda parte da minha vida, espero que mude devido ao tratamento...
 
Data: 02 maio 2013
Enviado por: renata
ribeirao preto
BOA NOITE<br />
TENHO UM FILHO COM 10 ANOS Q TEM TDHA,PARECE SER LIGADO NO 220,TOMA MEDICAÇÃO FAZ TODOS ACOMPANHAMENTOS COM PSICOLOGA,NEURO,ETC...MAS JA REPROVOU 2 ANOS ESCOLAR,ESTOU DESESPERADA COM RECLAMAÇÕES DA ESCOLA,PRECISO DE UMA UNIDADE AQUI EM CURITIBA,ME AJUDEM!ATT MICHELE.
 
Data: 01 maio 2013
Enviado por: MICHELE MUNHOZ GUERRERO
São José dos Pinhais
Sou do interior de SP de uma família que era muito pobre, com um pai que ficou preso até meus 6 anos e que depois que ele saiu trabalhou duro com minha mãe para termos condições hoje em dia.

Sempre me chamaram de doida. Eu era extremamente impulsiva e batia o tempo todo na minha irmã 1 ano mais nova que eu. Minha agitação fez com que eu não fizesse nenhuma tarefa de escola em todo meu ensino, apenas trabalhos e de ultima hora.

Minha mãe não me aguentava, e acabei me matriculando em milhares de cursos para dispersar a energia. Conseguia fazer milhares de ooisas e mesmo que nenhuma delas por completo buscava sempre algo mais para fazer. Como psiquiatra era visto como sentença de maluquice, minha mãe me levava pra benzer, ficava fazendo promessa e rezando.

Eu simplesmente nunca consegui ficar quieta, e todos me chamavam de egoísta pois não conseguia prestar atenção na conversa de ninguém até quando se dirigia diretamente a mim.

Sofri muito para estudar para o vestibular, e passei em penúltimo lugar por quase um milagre. As vezes me achavam extremamente inteligente, mas eu não era na verdade, só falava umas coisas inteligentes de vez em quando que não sabia de onde vinham. Não lembrava nomes, lugares, histórias, até minhas proprias. Nunca consegui contar uma história com começo meio e fim. Não conseguia manter uma conversa no mesmo assunto e ficar sentada por muito tempo era tortura. Queria sempre mudar o que fazia toda hora. Em 2011 fui refém num assalto e tive sindrome pós traumática quando fui a primeira vez a um psiquiatra. Me mudei para o Rio de JAneiro e vi que realmente não era uma pessoa normal. Depois desse preconceito vencido e tratamento feito, comecei a ter consequencias na faculdade e estagio pela impulsividade, depois falta de atenção máxima que achei que falavam ser falta de vitamina. Fui a milhares de médicos achando que era algo neurológico ou qualquer outra coisa e foi um clínico geral que percebeu que eu não conseguia me concentrar nos meus sintomas e junto a uma colega psiquiatra me receitou medicação para TDAH.
Apesar dos efeitos colaterais do medicamento, foi a primeira vez que me viram como uma pessoa normal. Quando minha familia descobriu que eu estava tomando remedio para TDAH, sofri preconceito e parei de tomar por conta própria e notei a diferença em minha vida. A minha impulsividade voltou, até com violência, a falta de atenção máxima nem quando meu chefe se dirigia a mim não conseguia prestar atenção. Largava tudo que tinha que fazer e quase fui demitida e quase repeti uma matéria na faculdade.
Foi quando procurei um psiquiatra especializado e retomei o tratamento. Posso dizer que aos 21 anos comecei o tratamento e pela primeira vez não sou vista como maluca, ou de outro mundo. Sempre fui extrovertida mas com poucos amigos próximos que carinhosamente falavam que eu vivia no mundo da lua. Como é bom ser normal. Só quem sofre de TDAH sabe o que é sentir-se incompreendido pela família e sociedade em geral. Obrigada !
 
Data: 01 maio 2013
Enviado por: Leticia Vera ampos Mota Carneiro
Rio de Janeiro
Sempre tive problemas com TDAH, já na 1 ano de escola tive muitos problemas, sempre chamavam minha mãe na escola para dizerem que tinha algum problema. Minha mãe correu por todos os lugares possíveis no inicio da década de 80 procurando especialista para poderem diagnosticar o que tinha, inclusive procuramos o HCPA que é hoje referencia Sul-americana no tratamento de TDAH, porem naquela época pouco se falava no transtorno.
A única coisa que os médicos diziam é que eu era uma criança muito inteligente, IQ alto.


Enquanto isto minha vida escolar continuava aos trancos e barrancos, passava um ano, repetia outro. Tanto o ensino fundamental quando o ensino médio foram terminados com notas regulares em supletivos.


Vestibular foi outra tortura, fiz 8 e todos eles não consegui passar, a unica vez que tirei uma nota razoável foi quando já estava tratando o TDAH. Era sempre o mesmo problema, quando fazia a prova, errava na grade de resposta, ou não conseguia fazer a redação, etc. Por causa de meu fracasso procurei ajuda, pois não aguentava mais a vida.


Procurei em 2003 sobre o Déficit de Atenção, dei de cara com os sites Hiperatividade e com o da ABDA. Respondi os testes para o pré-diagnóstico, preenchi quase todos os requisitos. Na duvida pedi para minha irmã olhar, e ela falou: mas tu te encaixa em tudo que falam aqui.


Procurei um médico para meu diagnóstico, ele confirmou que eu tinha TDAH. Iniciei o tratamento medicamentoso, foi como tirar o meu deficit de atenção com a mão. TUDO COMEÇOU A FUNCIONAR NA MINHA VIDA!!!


Nos primeiros anos de tratamento tive dificuldades, minha família custou um pouco a aceitar a ideia, até mesmo eu custei pra acreditar na minha capacidade de fazer as coisas. Fiz terapia de familia e foi o que mais resolveu.


Fui chamada para uma reportagem sobre TDAH no Jornal, ao contrário de alguns que preferiram se esconder, preferi mostrar o rosto e me expor, pois achei que me esconder era covardia, quis passar com isto a ideia que não devemos sentir vergonha de ser o que somos e procurar ajuda.


Hoje depois de 10 anos, não sei o que teria sido de mim sem o diagnóstico de TDAH, Não quero nem pensar o que seria.
 
Data: 01 maio 2013
Enviado por: Adriana Tanaka
Porto Alegre
" Tenho um filho de 11 anos e ele me deu muito trabalha na escola ate o pediatra dela aceitar que ele tinha TDAH.

Pois quando pequeno nunca ficou quieto não para para nada só queria ficar se mexendo toda a hora ..quando ele tinha 01 ano os medicos da unicamp que falaram que eu tinha TDAH mais que não iria prejudica-lo mais quando começou a estudar tudo muito não acompanhava as aulas sempre tirava nota vemelhas e fui muitas vezes chamada na escola pois a professora não aguentava mais ele por ele não ficar quieto e sempre estava agitado...

Até que no começo do ano passado eu consegui que um medico encaminha-se ele para um neorologista e ele.

Vai fazer 6 meses que ele esta sendo tratado e notamos que melhorou muito na escola mais ainda não fica 100% quieto mais consegue acompanha as aulas e suas notas melhorou muito..

Pois seu que isso ele levara para sempre com ele....mais sei também que ele tera um futuro maravilhoso..



Data; 30 Abril 2013

Enviada por Luciane

Louveira-SP
 
Data: 30 abril 2013
Enviado por: luciane
louveira


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