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Domingo, Julho 23, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

ASSIM QUE MEU FILHO INGRESSOU NA ESCOLA, AINDA COM 3 ANOS, A PROFESSORA ME CHAMOU E AVISOU QUE ELE NÃO FAZIA OS TRABALHINHOS. ELE NUNCA GOSTOU DE COLORIR, DAQUELAS REVISTINHAS DE ATIVIDADES, ETC. MUDEI VÁRIAS VEZES DE ESCOLA, COMO SE O PROBLEMA FOSSE SER DEIXADO NAQUELA ESCOLA. NA ALFABETIZAÇÃO ELE CHORAVA NA FRENTE DOS DEVERES DE CASA. EU ERA CHAMADA SEMANALMENTE PARA ESCUTAR RECLAMAÇÕES. ELE NÃO É HIPERATIVO.MEU RELACIONAMENTO COM MEU FILHO FICOU UM DESASTRE. ATÉ QUE NA IDA AO NEURO ELE ME DEU O DIAGNÓSTICO. ELE É TOTALMENTE DESLIGADO...NÃO ATENDIA TELEFONE...EU BRINCAVA QUE ELE IRIA MORRER COM 200 ANOS. MUITOS OUTROS NEUROS FORAM VISITADOS...PSICÓLOGOS,PEDAGOGAS E NADA. HOJE, AOS 15 ANOS, ESTÁ MELHOR, COMECEI UMA MEDICAÇÃO E PARECE QUE A MATURIDADE ESTÁ DANDO UMA FORÇA.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Debora Almeida
VARGINHA
Tenho 40 anos, e descobri a dois que tenho TDHA.Apos ser tachada a vida inteira de preguiçosa, desatenta, esquecia, bagunceira, relaxada entre outras coisa....após sempre passar de ano no limite (sem contar que reprovei), de ter largado dois mestrados e ter tratado desde os 16 anos de depressão, descobri da maneira mais inusitada ser portadora de TDHA. Foi quando levei minha filha na fono e comecei a ler um folder e vi que eu me encaixava em diversos itens. Fiz uma série de exames (neurológicos,de sangue, e com psiconeurológicos) para compravar mesmo que eu era portadora de TDHA. Comecei a utilizar a medicaçao indicada para TDAH, e a mesma mudou minha vida...consegui concluir meu mestrado antes do prazo e agora estou fazendo doutorado. Aprendi a lidar com a minha falta de atenção e a não exigir tanto de mim e nem de minha filha, que alem de ter TDAH ainda tem dislexia.
Mas uma coisa eu posso garantir, podemos fazer tudo que as outras pessoas fazem, se bobear até mais, é só nos esforçarmos para tal.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Paula Francis Benevides
Curitiba
Olá!
Tenho 37 anos, sou casada e tenho 2 filhos e durante a minha vida minhas lembraças são de brigas, raiva, suras e muito castigo. Na escola cheirava o quadro diariamente,eu era a chata a burra. CHATA pq enfrentava tudo e todos e BURRA pq escrevia muito errado, nunca dava os recados e vivia em outo mundo. Perdia tudo e não tinha cuidado com nada.
Eu sofria muito, chorava, fui isolando, não tinha quase amigos e só recordo de uma unica professora que não mim julgasse. Eu AMO ELA ATÉ HOJE. Ela não mim agredia, não mim colocavade castigo e tudo que ela pedia eu fazia com maior amor, quando eu errava ela dissia: ESTA TUDO BEM, DA PRÓXIMA VC ACERTA. Nossa como era bom saber que alguém acreditava em mim.
Na adolecencia fiquei ainda mais rebelde, as coisas só pioravam, e eu não entendia pq eu era tão diferente dos outros. Como ficava horas estudando e não tirava nem a média. Aquilo mim destruia e eu já sabia o que ia ouvir de tudo e de todos.
Lembro-me questionando a DEUS inúmeras vezes pq eu era diferente? pq ele tinha mim feito tão BURRA? E as respostas nunca chegavam... Até que meus 1º filho nasceu e não demorou muito para perceber que ele era muito parecido comigo.O tempo foi passando e as dificuldades aumentando e as respostas começaram a chegar. MEU FILHO ERA TDAH.
Comecei a estudar e a entender melhor e fui vendo que aquilo era hereditário e que o sofrimento que eu havia passado poderia ter cido evitado, que eu poderia fazer por ele o que não tive quem fizesse por ele.
Até os 7 anos meu filho passou por 6 escolas. Nenhuma estava preparada para recebe-lo e acabava mim convidando para retirá-lo.
Eu sofria muito com isso, afinal DEUS não tinha mim capacitado para cuidar dele e nem por isso eu podia e nem queria convidá-lo para sair da minha vida.
com o passar do tempo e com a medicação ele foi melhorando alguns comportamentos e acentuando outros e aos 8 anos tive o diagnóstico de autismo infântil associado. FOI UM DOS MELHORES DIAS DA MINHA VIDA!!!!! Meu filho, não podia mais ser convidado a se retirar das escolas e nem ser chamado de desobediente, desorganizado. Agora tenho um papel que fazem as pessoas olharem para ele com um olhar diferente do que olhavam para mim, apesar de não ser autista mas o que incomodava não era o autismo e sim o tdah, e eu sabia o que os olhares e comentarios poderia causar.
Quando achei que as dificuldades tinha ido embora o meu 2 º filho entrou na escola e aos 6 anos os professores começaram a questionar, mas ele era muito tranquilo comparado ao 1º, então eu não quis ouvir.Com o passar do tempo não pude fugir e levei ele aos especialistas para fazer o teste, não pq eu acreditava, mas para mostrar para a escola que elas que estavam errada. Afinal eu agitada, o irmão também, ele só estava convivendo com pessoas agitadas e estava refletindo no seu comportamento.Nada de mais...
No entanto ao final dos testes o resultado" Ele também tem TDAH", porém com um défict de atenção bem acentuada e com necessidade de acompanhamento para que fosse descartarda ou não dificuldades de aprendizado.
Hoje com 9 anos ele ainda faz o acompanhamento e tem o diagnóstico de transtorno global de aprendizagem( dislexia, discalculia, digrafia e TDAH).Suas provas são orais, faz uso da calculadora e tem uma vida bem equilibrada, as regras e as discilinas ajudam eles e a mãe a se organizarem, a medicação é uma benção na nossa vida. HOJE FICO IDIGNADA QDO OUÇO ALGUÉM DIZER QUE UMA CRIANÇA É HIPERATIVA SEM SABER O QUE ESTA FALANDO. SER TDAH, NÃO É UM PRÊNIO NOBRE QUE UNS GANHAM E OUTROS NÃO. MAS É UMA LUTA DIÁRIA PARA TENTAR COMPORTAR COMO A SOCIEDADE EXIGE.NÃO É FACIL, NEM BONITO,mas nada disso impede que sejamos capaz e que mostremos a tudo e a todos que podemos e que conseguimos.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: keilia
Montes Claros
Tenho 32 anos e por volta dos 6 anos meus pais perceberam que havia algo de "além" em mim! Tudo era "além": minha energia, meu raciocínio, minha fala...e o que no início era tratado como "muita energia" mais tarde foi diagnosticado e de maneira muito inteligente, tratado por meu pais e pelo pediatra que me acompanhava.
Hoje sou Fonoaudióloga e trato de crianças que, tenho certeza, entendo exatamente o que sentem e pensam!
Tento ver o lado positivo do TDAH, tento explorar de mim mesma o que há de melhor e não valorizar minhas dificuldades... pego-as e as coloco no lugar que lhe cabem.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: FERNANDA GUADALUPE LOPES
SÃO PAULO
Minha filha tem 9 anos, descobrimos o déficit de aprendizagem quando ela tinha 6 anos e estava no 1 ano, passou para o segundo ano, mas mesmo assim estava com muita dificuldade, a psicologa da escola nos chamou e disse que ela precisava de tratamento, pois certamente ela tinha TDAH, ai fomos aos médicos e constatado o diagnóstico, no final de 2010 começou a tomar a medicação que a fez se concentrar mais e passou para o 3 ano, em 2011, como morava no Parana, achei que estava lento o tratamento, voltei para a minha cidade, RJ, estamos no final de 2012 e infelizmente os planos de saúde estão criticos, tem pouco tem que consegui fono e psicologo para ela, a psiquiatra só consegui em um hospital público, pois o tipo de plano que tenho não tem psiquiatra infantil, ainda não fechou o quadro dela da comorbidade, mas é um corre-corre, melhorou a leitura dela, mas fala demais, se agita muito, e a noite que termina o efeito da medicação, ninguém segura..... mas creio que ano que vem será melhor que esse, que ela subira mais um degrau, pois fico triste em ver as vezes o preconceito de algumas mães em não querer que seus filhos brinquem com ela, realmente o comportamento dela é diferente, mas ela é a nossa alegria, e peço a DEUS que ela seja muito feliz!!!!<br />
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Luciana Guedes
Niterói-RJ
Certa vez, ao ministrar um curso para profas, me perguntaram como conseguia falar sobre meu TDAH com tamanha naturalidade, respondi:<br />
- Acontece que esta é apenas uma característica a mais que tenho, tal qual meus olhos azuis e minha pele branca. Tento enxergar o meu tdah tal qual vejo a vida, há pontos positivos e negativos. Adoro a criatividade que meu cérebro TDAH me permite ter, como não suporto as confusões que faço com horários, compromissos e prazos perdidos. <br />
Lembro do tempo que desconhecia meu diagnóstico, muito sofrimento por me achar incompetente para tarefas que para o "resto" do mundo parecia tão simples, quantas pessoas amadas feri com minha impulsividade, quantas perdas, até mesmo profissionais, quantas vezes senti o fracasso bater na minha porta por mais que me empenhasse. Hoje, mesmo diagnosticada e sob tratamento medicamentoso, tento fazer todos os dias o mesmo exercício: ser tolerante com o outro e comigo mesma, pois assim fica mais fácil a trajetória da vida. Pode até parecer piegas, mas me vem à mente a música de Gonzaguinha: é a vida, é bonita e é bonita.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Nanci Barillo
Petrópolis
Sou mãe de um filho com apresentou na infância a partir dos 3 anos de idade um comportamento diferente dos demais com inquietação, irritabilidade de outros sintomas que os médicos identicaram como TDHA e desde então minha luta foi muito grande na escola , pois ele não parava quieto e causava muitos problemas para os professores e demais colegas. Meu sofrimento foi muito grande pois era muito discriminado pelos colegas e em trabalho de grupos haviam aqueles que o deixavam fora de tudo, até em festas de aniversário.

Na minha rua sofri muito, pois os vizinhos fechavam a porta na cara dele e eu chorava sozinha pois sou solteira e não tenho companheiro. como ele tinha dificuldades para fazer amigos se relacionava melhor com as meninas.
Eu fazia de tudo para ele não sentir-se tão só, levava brincar nos parques e jardins, coloquei na natação e outros esportes e paguei escola particular para ele aprender melhor e as vezes pagava professor particular nas suas dificuldades
Ele conseguiu sair do ensino médio e hoje está fazendo curso de direito e esta no 4º ano da faculdade UNIP Campinas.
Sempre fez acompanhamento neurológico,psicológico e fez uso da medicação para TDAHe hoje não toma mais medicação.
Ele ainda é muito ansioso e eu temo na hora dele conseguir um emprego e passar por uma avaliação e não conseguir um trabalho .
Mas não perco a fé e a esperança pois se conseguimos chegar até aqui vamos chegar até o fim.
Também sou professora e por ironia do destino minha sala sempre term uns 3 ou 5 alunos hiperativos e até já respondi processo administrativo por causa desses alunos e hoje com esse projeto que está para ser aprovado vejo uma luz brilhar no fundo do poço.
Estou a disposição para ajudar no que for preciso.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: TEREZINHA DE LOURDES DOS SANTOS
MOGI MIRIM
Também tenho um filho com 14 anos portador de deficit de Atenção. Sou Pedagoga, desde a infancia já havia entendido que ele teria dificuldades na aprendizagem. Lutei todos esses anos com médicos para que eles entendessem que meu filho não era dislexo e sim desatento, até que conseguir provar. E com os professores e escola para ter um olhar diferenciado, mas até hoje nada conseguir. Hoje depois desses anos de estudos, estou terminando meu mestrado com discursão em torno do TDAH, pois acredito que ainda temos muitas coisas para fazer, principalmente no âmbito escolar.
Sarah
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Sarah Suely Silva
Campina Grande
Como mãe de um hiperativo hoje com 20 anos passei por todos esses relatos,descobri quando ele tinha sete anos de idade,mais no meu caso eu e que não queria aceitar a hiperatividade no meu filho não acreditava nisso não sabia o que era isso nunca tinha ouvido falar.
A Hiperatividade para mim era algo totalmente desconhecido a escola em que ele estudava que percebeu que ele era hiperativo me alertou me ajudou quanto ao tratamento.Nessa escola ele foi muito bem assistido
me encaminharam para um orgão aqui no DF em que cuida de crianças e pais com crianças com todos os tipos de transtornos.fomos muitos bem tratados e orientados.Hoje graças a Deus ele e militar serve na Aeronáutica e muito realizado no que faz terminou os estudos reprovou umas três vezes mais na somatória geral o saldo foi positivo.Ele continua hiperativo,muito agitado ansioso as coisas dele é pra ontem gosta muito de velocidade,o que me deixa de cabelo em pé,mais por um outro lado não bebe não fuma e isso já e um saldo positivo.É Isso aprendemos a conviver com a hiperatividade eu aprendi a conhecer e respeitar os limites dele a desorganização dele era algo que me irritava muito hoje eu respeito os seus limites ele fala que dentro das suas desordem ele se acha quando eu arumo o quarto dele ele não acha nada fala que eu tirei sua coisas do lugar.Não e fácil isso e fato mais com ajuda de profissionais e conhecimento chegaremos lar beijos a todos.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: sandra maria morais de oliveira
Brasilia DF
Tenho um filho de 14 anos diagnosticado com TDAH e suas comorbidades, venho enfrentando todas a dificuldades e preconceitos devido a esses problema,Já passou por várias escolas e não consegui o apoio necessário que meu filho precisa, ele é medicado também coloquei uma monitora na escola pra ajudar,pois passaram anos em que ele ficava andando dentro do corredor das escolas e telefonando pra mim, desencadeou inclusive uma fobia escolar.Hoje meu filho não tem estímulo nenhum em frenquentar a escola não sei como farei para ele continuar no ensino médio.
 
Data: 04 outubro 2012
Enviado por: Márcia R.A.F.dos Santos
Bauru-S.P.


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