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Domingo, Maio 28, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Tenho um filho que suspeito ter TDAH com indicativa mais para deficit de atenção. Ele já foi atropelado,pois passou sem olhar por tras do onibus. Ficava sempre de recuperação pois errava coisas básicas.esquecia seu material esportivo em qualquer lugar. Perdia material e trocava e esquecia os trabalhos a serem entregues. começou tres faculdades e não terminou menhuma.Fica super motivado no começo, depois de um tempo desanima e desiste. Adora todo tipo de esporte radical(surf, paraquedismo, trilhas de motos e sofreu vários acidentes graves.Ele tem 25 anos e não acredita nisto . Meu marido agora, de tanto eu pedir para estudar sobre o assunto, ele também acredita que meu filho tem deficit de atenção.Sempre foi chamado de preguiçoso, desatento, egoista, desordeiro. Ele é muito inteligente, carinhoso,esperto e só funciona sobre pressão.Deixa para entregar tudo no último minuto.Ele não querr procurar ajuda e nem tomar remédio, se precisar. Gostaria de alguma orientação.
É triste ver um garoto tão inteligente ter sido tão sofrido em sua vida escolar básica.
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Ana Maria L. Brisola
Jacareí
SOU PEDAGOGA,PSICOLOGA,PSICOPEDAGOGA,ESPECIALIZANDA EM NEROUPSICOLOGIA E SOU PORTADORA DDA. QUANDO CRIANÇA TIVE MUITAS DIFICULDADES NA ESCOLA,PRINCIPALMENTE PARA SER ALFABETIZADA.TIVE EXCELENTES PROFESSORES QUE PERCEBIA MINHA DIFICULDADE ,MAS COMO SEMPRE FOI MUITO ESFORÇADA ELES ME AJUDARAM MUITO.
EU TINHA MAIS O MENOS 8 ANOS E TINHA UMA TESTE DE TABUADA E EU INVENTEI QUE ESTAVA DOENTE PARA FUGIR TESTE.QUANDO FUI PRESTAR MEU PRIMEIRO VESTIBULAR EU DORMI EM CIMA DA PROVA,ERA MUITO LONGA E TINHA MUITA COISA PARA LER.DESCOBRI QUE SOU PORTADORA NA FACULDADE DE PSICOLOGIA E DESDE ENTÃO ESTUDO MUITO SOBRE ASSUNTO E ATENDO PORTADORES DE TDAH.NÃO SOMOS BURROS,SOMOS INCOMPREENDIDOS,HÁ PROFESSORES QUE FAZ DIFERENÇA NA VIDA DOS PORTADORES,ESSES SÃO VERDADEIROS EDUCADORES.
HOJE AJUDO MEUS IRMÃOS,SOBRINHOS A NÃO DEIXAR DE ACREDTITAR NA SUA CAPACIDADE E QUE ACREDITE EM SUA INTELIGENCIA ,É SÓ ACREDITAR E NÃO DEIXAR QUE ROTULOS INTERFIRAM EM SEU DESEMPENHO ESCOLAR E NA VIDA.
MAS O QUE MAIS ME DEIXA TRISTE SÃO OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DANDO INFORMAÇÕES ERRADA SOBRE O MEDICAMENTO,CRIANDO MITOS,E DICULTANDO MUITAS FAMÍLIAS FAZEREM O TRATAMENTO CORRETO..NÃO DESISTA NUNCA DOS SEUS SONHO E NÃO DEIXE NINGUEM MATAR SEUS SONHOS.É SO ACREDITAR.NÃO É FACIL,MAS COM ESFORÇO E DEDICAÇÃO VOCÊ CONSEGUE.

SOLOMY DE FARIA
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: solomy de faria
goiania goias
Sou médica neurologista ( trato apenas adultos) e meu filho tem TDAH.
Mesmo sendo médica e teoricamente sabendo como lidar, não foi fácil.
Eu sempre soube que meu filho era diferente, um bebê mais agitado que os outros. Ele não andava, ele pulava feito um coelhinho.
Em casa, só com os pais, tudo se resolvia mas, chegou a hora de ir ao colégio.
No maternal, ele aprendia rápido mas tinha dificuldade de socializar, as vezes batia nas outras crianças.
Eu sempre achava que era normal, uma fato isolado. No ensino infantil ele começou a ler antes que a maioria dos amiguinhos mas o problema "social" ia se agravando. Ele era muito inconstante e as professoras tinha dificuldade em lidar com ele.
Eu já havia escolhido um colégio com método montessori pq imaginava que ele ia precisar uma atenção diferenciada.
Com 6 anos ele passou a ter tiques motores e daí para frente a coisa só piorou. Procurei um médico neurologista infantil que depois de uma consulta de 40 minutos onde ele não conseguiu ficar sentado por mais de 5 minutos, disse que o TDAH do meu filho era muito severo, chegou a cogitar algum tipo de autismo pois ele não olhava nos olhos do médico, tamanha a desatenção.
Devido aos tiques, não poderia tomar ritalina, então iniciou um tto psicopedagógico e com medicação para os tiques.
A pedagoga ajudou muito, foi ao colégio e ensinou algumas técnicas para lidar com meu pequeno "tsunami".
Mesmo com toda ajuda, o final de ano foi terrível. Ele andava muito agitado e agressivo, batia nos coleguinhas e a professora demonstrava claramente que ele era um incômodo.
Decidi largar todo o tratamento no final de ano e viajar.
Foi maravilhoso. Ele ficou alegre e relaxado e os tiques praticamente sumiram.
Voltei ao medico e decidimos iniciar então a medicação para TDAH.
Tem ajudado muito mas naõ é milagre. As notas dele são excelentes e está menos agitado mas ainda não consegue ficar sentado por muito tempo, esquece os casacos no colégio, perde várias coisas. Precisa fazer os deveres em local silencioso e com supervisão.

Agora com nove anos ele está sem tiques, com ótimas notas e melhor socialmente, por vezes dá uma "escorregada" e então volta a conversar com a psicopedagoga. Nos dias que sinto ele agitado demais, deixo faltar á aula.

Nos finais de semana eu, äs vezes, não dou a medicação porque me acostumei com meu filho sempre a mil por hora .... É uma luta diária, uma paciência infinita ...porém eu tenho amor e disposição de sobra para ajudá-lo a se adaptar a esse mundo e ser feliz.
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Denise Leal
Florianopolis
Aos 6 anos de idade meu filho, foi internado no CTI de uma clínica na Lagoa, com cetoacidose diabética. Foi novidade, extremo sofrimento e um tremendo susto pra td família. Graças a um Deus, q é maior q tds os nossos problemas, td foi se resolvendo. Após uns 10 dias de internação, meu filho saiu da clínica, diabético; fazendo uso contínuo de insulina.

Aos 7 anos, ainda meio inseguro e confuso com o tratamento da diabetes, tive que trocá-lo de escola.

Foi onde comecei a perceber as dificuldades acadêmicas dele. Ñ parava sentado em sala de aula, falava o tempo td, atrapalhava as aulas e brincava o tempo td! Nós achávamos q td era culpa do diabetes,pois a glicemia dele, variava muito e isso atrapalhava bastante também. Qdo o açúcar no sangue está baixo (hipoglicemia), ele tinha td o comportamento bastante alterado; pois a falta de açúcar no cérebro deixa a criança desorientada. Passamos então, a monitorar mais frequentemente a glicemia dele, evitando tantas hipoglicemias.

Porém, ainda assim e cada vez mais, ele vinha apresentando, além do comportamento acima, recusa em copiar do quadro, fazer deveres e avaliações em aula, e sempre me dizia q ñ tinha deveres de casa. O q era mentira!

A escola, começou a dizer q ele era impossível, que ñ colaborava e q fazia td de caso pensado...troquei meu filho de escola.

Procurei um psiquiatra, q fez a avaliação neuropsicológica, que confirmou o diagnóstico de TDAH. Inicialmente, me recusei a tratá-lo com medicação para TDAH.

O Início das aulas na escola nova, foi bom; coloquei psicopedagoga, professores particulares em casa...mas aos poucos os sintomas do TDAH, ganhavam a cena novamente!

Troquei de escola novamente e comecei o tratamento medicamentoso. Nossa! Gracas a Deus, a Medicação fez td diferença na vida de meu filho e na vida de tds q convivem com ele...pena q o efeito dura pouco!

Ao todo, foram 4 trocas de escola em, mais ou menos, 2anos. Pois a maioria das escolas, suas coordenações e seus professores, ñao colaboram com a continuidade do tratamento proposto em sala de aula!!!

É muito triste, vc perceber q na escola, seu filho está SOZINHO!!!

Hoje, com 14 anos, ele frequenta uma escola inclusiva, ñao quer mais fazer terapias, (fez por 2 anos), toma Medicação para TDAH de Longa duração pela manhã e a tarde quando terá aulas particulares.

Seus professores ( tanto da escola qto os de casa) elogiam seu interesse e empenho em tentar fazer td direitinho. Suas notas melhoraram!

Embora ele tenha melhorado muuuuito com a medicação, ainda precisa de professores em casa, até mesmopara motivá-lo.

No geral, a medicação melhora a concentração, atenção. Ele assume com mais facilidade, suas responsabilidades e ñao mente. E quando ele ñ toma, é quase um caos. Infelizmente!

Mas com fé em Deus, que me dá paciência, vamos levando a vida, com as mesmas instruções básicas, diariamente.!!!!Um dia de cada vez!!!

E dou glória ao Senhor, por ter-me dado um filhote, tão doce e impossível como ele. Pois pra Deus nada é impossível! Rsss

Amo demais meu docinho agitado!!!!
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Valéria Cristina de Souza
Tenho 36 anos e disseram para a minha mãe que eu era hiperativa quando eu tinha 9 anos.
Não tive tratamento específico na infância, não era muito divulgado naquela época. Fiz coisas loucas, comecei a beber com 9 anos, me viciei, fui jogada em uma lixeira de prédio aos 14.
Consegui ajuda da psicologia já na vida adulta.
Hoje, sou casada, terminei 3 universidades públicas, tenho duas crianças lindas e trabalho com crianças. Tenho uma escola de reforço, onde recebo vários tipos de crianças, inclusive com TDAH.
Espero que todos consigam ver uma luz no fim do túnel.
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Flávia
Rio de Janeiro
Thais, hoje com 19 anos, diagnosticada aos 15 com TDAH Predominantemente Desatenta. Thais não acredita, não aceita, não toma mais medicamentos, não quer tratamento cognitivo.
Fui mãe de Thais aos 31 anos, ela foi minha realização de mulher e mãe, as expectativas criadas em torno dela foram imensas. Ela seria muito mais do que consegui ser, e, melhor, pois o muito que eu galguei serviu de esteio pra ela subir. Ora, vim do "candeeiro", do fogão de lenha e cheguei na internet globalizada. Ela tem tudo para ser melhor, mais confiante, mais bonita, mais...mais...tudo.
Mas...não foi bem assim...os conselhos não são ouvidos...as opiniões são descartadas...tudo é recebido como uma crítica destrutiva. Mas o que quero é apenas ajudar, tornar melhor, mais fácil, usando o conhecimento de mãe não profissional.
Então vejo essa moça, tão linda, não sorrir, não se comunicar, fechada num mundo de inferioridade criada por ela mesma, e, o que acho pior de tudo, se "boicotando" numa tentativa de ficar mais feia, mais invisível, despercebida, chamar menos atenção possível.
É um sofrimento constante, uma espera angustiante, uma frustação dolorida...frustante...eterna.
Só me resta amar...amar...e amar...
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Edna Izabel Chérias
Recife
Fui diagnosticado em 2007, na época ja estava com 26 anos, sempre percebi que era diferente das pessoas desde criança, e isso me frustrava um pouco,perdi muita oportunidade pois só fui saber do tratamento depois de ter sofrido muito,hoje me vejo normalmente pois sei que tenho uma pequena dificuldade de atençao, que esta sendo tratada com pscoterapia e medicamentos,ainda tenho dificuldades como qualquer pessoa, mas hoje as enfrento e resolvo,
Roberto.
 
Data: 15 outubro 2012
Enviado por: Roberto
SAO PAULO
Na verdade eu gostaria de passar por uma avaliação,ou mesmo uma orientação sobre qual profissional procurar para ser avaliado e saber se possuo algum tipo de transtorno ou simplismente é um bloqueio psicologico. Tenho 49 anos atualmente cursando Direito no 6º periodo em minha cidade.Por mais que me esforce não consigo bom desempenho,gosto de ler porém quando concluo tal atividade fica um vazio em vez de assimilação da leitura.Já fiz vários cursos complementares e fica sempre a impressão de nada valeu,não consigo desenvolver as práticas ensinadas,encontro dificuldades de utilizar a teoria dos cursos e estudos realizados.Eu acho que ainda tenho muito a fazer e oferecer para humanidade pois sei que é no servir que reside a verdadeira felicidade!
 
Data: 14 outubro 2012
Enviado por: warley aparecido de paula
sete lagoas
Desde bebê percebemos que algo estava fora do controle com o nosso filho. Ele era extremamente agitado, chorava muito, dormia pouco, mamava com ferocidade, regurgitava de forma exagerada, tudo nele era fora do padrão desde muito cedo....Aos 7 meses procuramos homeopatia como forma de acalmá-lo e podermos dormir algumas poucas horas por noite.....sem êxito. Aos dez meses ele não andava......corria, colocamos em uma escola infantil muito preparada na esperança que ele fosse ficar cansado com as atividades; novamente sem êxito. Com um ano de idade, a psicóloga desta escola disse que talvez ele fosse hiperativo.

Que susto!!! Nunca havíamos ouvido esta palavra. Como mãe foi aí que começou a minha corrida atrás de informações. O pediatra me ajudou muito, mas toda informação era pouco, pois a cada dia ele apresentava algo novo nas façanhas. Aos 3 anos de idade ele já fazia psicoterapia, pois o irmão de um ano era vítima constante dos seus momentos impulsivos. Também foi nesta época que iniciou a natação, momento em que pela primeira vez dormiu uma noite inteira (ao acordarmos e darmos conta de que não levantamos nem uma vez a noite toda, por um momento pensamos que ele havia morrido durante o sono).

Aos seis anos, na alfabetização, eu era informada todos os dias de que ele não acompanhava a evolução conforme as outras crianças, embora sempre muito esperto e participativo. Nesta fase, já havíamos consultado muitos neurologistas de onde saíamos frustrados com informações do tipo vamos dar calmante ou “mãe você não está sabendo educar seu filho, ele precisa de limites”, e assim perambulando de um consultório a outro, chegamos a uma psiquiatra infantil. Por que não fomos a um psiquiatra antes? Porque sempre que ouvíamos esta palavra ficávamos muito assustados e a resposta já estava pronta: “ Nosso filho não é louco”....
Hoje, como mãe e profissional da área de Psicologia entendo perfeitamente quando os pais relutam em procurar ajuda em um profissional específico, eu e meu marido também relutamos, não tínhamos o entendimento amadurecido quanto a esta necessidade, falar em medicamento era algo muito assustador (eu era administradora de empresas e meu marido profissional de marketing).

A sete anos atrás, fui estudar Psicologia em busca de entender e compreender os comportamentos do meu filho, porque no mais ele era dez. Então vamos logo separar o que é a pessoa e o que é o seu comportamento ...)Bem, resumindo a historia, no primeiro dia que nosso filho tomou o medicamento para TDAH, no momento de dormir, quando sempre fazíamos a oração juntos, ele disse: “Papai do céu, muito obrigado por este remédio, porque eu descobri que não sou burro”. Ora, ele tinha apenas sete anos, e já era rotulado como burro, avoado, distraído, estabanado, etc, etc, etc. Na escola, nos encontros familiares ou em qualquer lugar, ele sempre era a atração, sempre se envolvia em enrascadas, liderava as travessuras e por consequência, também era responsabilizado mesmo que não tivesse a participação em algo que deu errado mas que ele estava por perto.

Nem tudo foram flores quanto ao uso do medicamento, pois em alguns momentos houve recusa por parte dele, outras vezes colegas o chamavam de retardado e assim sempre a psicoterapia tendo um papel essencial de informá-lo e conscientizá-lo da necessidade e importância de tal medicação.

Aos poucos, ele foi se dando conta de que os amigos estavam ficando mais próximos (sim, porque antes ele não era bem vindo, os atos de impulsividade assustavam e afastava as pessoas dele, e de nós também, inúmeras vezes percebemos claramente o quanto a nossa presença era indesejada devido á maneira que ele se comportava nas festas, nos encontros).

Na escola, sempre houve grande dificuldade porque nem sempre os professores estão aptos ou com vontade de entender ou se dispor a ajudar. Também o comportamento dele muitas vezes além de distanciá-lo das crianças fazia com que os pais o desejassem bem longe de seus filhos, não os culpo, eles não entendem, como um dia eu também não entendi. Posso apenas resumir que em quatro anos, ele passou por cinco colégios diferentes, porque sempre precisamos de auxilio pedagógico, precisamos que ele faça provas orais quando não consegue ir tão bem à prova escrita, pois entender o conteúdo já é difícil, transpor este conteúdo de forma descritiva é outra dificuldade a ser superada, precisamos que ele tenha mais tempo para terminar as tarefas, sem contar nas intermináveis vezes que eu saí de casa correndo para levar a lição ou o livro que ele esqueceu em casa. Também preciso lembrar-me de quantos materiais escolares ele perdeu e perde até hoje, além de casacos e objetos em geral, pois ele tem o TDAH do tipo combinado, ou seja, hiperatividade, impulsividade e déficit de atenção.

Há cinco anos conhecemos a ABDA, e daí também surgiu uma nova vida pra ele e pra nós como família, ouvir a nossa história narrada por outras pessoas, sim, porque a história sempre parece ser a mesma, em cada relato a gente se reconhece, são as mesmas dificuldades, anseios e angústias, todos vivem o mesmo drama, a mesma incompreensão. Participar destes encontros e ser pertencentes a este grupo que trabalha em prol de acolher, informar e orientar sobre o TDAH foi nos dando conforto em perceber o quanto estávamos sendo beneficiados pelo aprendizado dos profissionais e dos participantes desta ONG. É muito importante o envolvimento da família como parceiros no tratamento de quem tem TDAH, eles precisam ser compreendidos e apoiados. Eu agradeço profundamente meu segundo filho pela compreensão e participação e por dividir a sua infância com as dificuldades do irmão.

Nosso filho tem hoje 16 anos, toma medicamento e faz terapia, sabe o quanto isto significa pra ele, tem muitos amigos, é querido, é esportista nato e adquirido porque sempre procuramos incentivá-lo em quantos esportes ele quisesse se ingressar, sempre pensamos em transformar esta hiperatividade em algo muito eficaz, ele participa de torneios e campeonatos de tênis, futebol, natação, pratica bicicross, anda de skate, já fez judô, caratê e boxe. Nunca repetiu um ano escolar, o colégio em que está hoje o adapta de forma que ele possa corresponder e nós como pais aprendemos a enxergá-lo da forma que ele é, uma pessoa maravilhosa, de bom caráter e boa personalidade e que tem um comportamento às vezes inconstante. Ele aprendeu que não é melhor nem pior que os outros, tem todas as características de um jovem na plena maravilha do auge dos 16 anos, com muita expectativa nos seus objetivos, e o que é melhor, não tem vergonha de si, nunca se recusa a falar sobre o transtorno, dissemina informações, trata com naturalidade o medicamento e a terapia, tem ótima auto-estima e é feliz.

Esta é a história do Emanuel...........conte a sua também
 
Data: 14 outubro 2012
Enviado por: Denise Ferreira Ghigiarelli
Arujá
História Real
Sou portador do déficit de atenção desde que me conheço por gente.
Tenho quase 60 anos. Mas, apesar dos inúmeros aborrecimentos que isto sempre me causou, só recentemente descobri o que realmente tinha, ao deparar-me com um livro que achei numa livraria,
Assustador. Sou 95% do que o livro descreve. Fui procurar diagnóstico médico apropriado. Batata! Agora não há dúvidas sobre ser TDAH.

É impressionante, para mim que já fiz algum tipo de terapia há mais de 30 anos atrás, como essa disfunção, conhecida da Ciencia há mais de 100 anos, era tão pouco conhecida no Brasil.E ninguém a quem recorri, sabia me informar ou dianostica-la.
Nossa! Por quanto sofrimento inútil a gente passou! Quanta coisa poderia ter sido evitada com o diagnóstico correto na tenra idade!

Sou um microempresário de movelaria que tem terríveis dificuldades em colocar suas coisas em ordem, porque nunca me lembro de onde coloco contas, papéis, informações que facilitem minha contabilidade, o que já me levou à quase falência por mais de uma vez.Consegui contornar, com muita sorte mas com muitas noites sem dormir.
Agora mesmo estou enfrentando inúmeras dificuldades que novamente
podem me levar a outra quebra. Já perdi meu sono.

Meu sofrimento para lidar com papel e agenda é muito grande.
Estou a procura agora de tratamento, mas não sei bem onde encontrar. Caso não consiga me organizar minha tendência será quebrar realmente. Situação muito delicada. . Isso vai ser um caos para mim e para quem depende de mim. Idosos e pessoa deficiente mental.
Temo que enquanto não conseguir manter o TDAH sob contrôle, o ciclo da empresa ficar oscilando entre ir bem e quebrar, nunca se resolverá.
Desejo ardentemente encontrar uma saída. Ou discutir esse problema sem o pouco caso de gente até bem intencionada mas que "acredita" que esse transtorno não existe !!!

Mesmo sabendo que dificilmente me livrarei dessa doença, precisarei "enquadrá-la" dentro de patamares aceitáveis.
Agradeço qualquer irformação que ajude a iluminar o meu caminho.
Antecipadamente agradeço.
 
Data: 14 outubro 2012
Enviado por: Claudio V.R.Xavier
São Paulo


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