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Quinta, Junho 22, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Tenho um filho com diagnóstico presumido de TDAH desde os 4anos, hoje próximo a completar 10 anos, venho buscando a melhor maneira de conduzir esta questão desde então, crio meu filho sozinho com colaboração de cuidadoras,o que não facilita atende todas as necessidades de atenção e cuidado necessários somado que profissionais de saúde e educação, escolas e serviços de saúde não estão preparados para lidar com estas questões.<br />
No RJ o SUS não oferece atendimento em nenhuma unidade e as escolas públicas não reconhecem o problema, e pagar serviços privados é inpensável.
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Paulo Roberto de Almeida Barbosa
Rio de Janeiro
Minha história começa há muitos anos atrás, quando ninguém falava em TDAH e nem sabíamos que isso existia. Quando alguém se referia a mim naquela época, era para dizer que "essa menina parece que tem bicho no corpo inteiro" ou bicho carpinteiro, como se dizia. Eu não parava quieta, tinha muita dificuldade em matemática, era impulsiva ou "malcriada". Foram tempos difíceis, porque por mais que eu me esforçasse, eu nunca lembrava das coisas, vivia perdida num mundo da imaginação. Mas naquela época, não se valorizava criatividade. Inteligente era quem sabia matemática, eu não sabia e portanto, não era inteligente. A autoestima baixíssima me levou a concluir o 2º grau aos "trancos e barrancos", abandonar a escola e apenas trabalhar. Também enfrentei dificuldades no trabalho. Esquecida,às vezes tinha brancos, tinha que anotar tudo,mas de uma certa forma, fui buscando alternativas, fui me adaptando e conseguindo me manter no emprego.
Anos depois, ao trabalhar com crianças, me dei conta de que precisa de me aperfeiçoar, de estudar. E descobri livros que falavam de dificuldades de aprendizagem e de TDAH. Busquei respostas e encontrei a minha. Hoje, Pedagoga e Psicopedagoga Clínica, procuro fazer a diferença na vida das crianças que passam por mim. Faço palestras e formação de professores para que aprendam a lidar com crianças portadoras de dislexia, TDAH, discalculia, etc.. A inclusão dessas crianças na escola tem sido o meu objetivo de vida, para que nenhuma delas precise passar pelo que eu e muitas outras pessoas passaram.
Simone Guimarães
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Simone Guimarães Castanheira
Vila Velha
Todos os dias agradeço a Deus por me presentear com um filho TDAH.
A historia do Raphael é semelhante a de tantos outros... Diagnosticado só aos 9 anos, apesar de ter reprovado o 1º e 2º ano do ensino fundamental, por teimosia minha em não querer admitir. Mas a mesma teimosia tem-me feito prosseguir buscando conhecimento, tratando-o com medicação e acompanhamento multiprofissional (psicopedagoga, neurologista e reforço escolar). Há 2 anos ele não aceita ir a psicólogo, é muito retraído e só aceita conversar comigo. Estou tentando respeitar essa dificuldade, mas procuro sempre convencê-lo da importancia de tal profissional agora, aos 15 anos.
Tendo sido aluna sem problemas escolares, minha filha mais velha, idem, foi difícil lidar com alguém tão inquieto e distraído. Mas que delícia poder aprender tanto! Como enxergo tudo diferente, agora!
Que pena que as escolas e profissionais da Educação são tão despreparados ainda! As pessoas, de um modo geral, são preconceituosas e não entenderam que não existe criança que não gosta de estudar! O que não se tem é QUEM e ONDE qualquer uma delas possa descobrir seu potencial, de forma criativa, sem formatos educacionais "engessados".
Sou muito grata à ABDA, que tem sido grande parceira em meus conhecimentos.
Sou ginecologista, mas vou fazer especialização em Psiquiatria para tentar ajudar outras pessoas como Rapha.
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Roselídia Braga
Fortaleza
Contarei um pouco da minha história como um portador de TDAH, incluindo os momentos em que perco o foco [entre colchetes].

Desde pequeno sempre fui muito 'extremo'. Ou extremamente quieto, ou extremamente agitado. Muitas vezes eu era o assunto dos professores, assim como muitas outras vezes nem parecia que estava na festa, sala de aula, etc.

[Pausa para atender o telefone]

Conforme fui crescendo....o desinteresse foi aumentando. Mas como não iria aumentar? Não tinha vontade de aprender as coisas 'chatas' da escola porque simplesmente não conseguia manter os ''malditos'' 5 minutos de atenção! Era a formiga que passava, o carro que buzinava, as meninas cochichando sobre algum astro pop, ou coisas do gênero...tudo tirava a minha atenção. Quando o assunto me interessava MUITO, ou que eu tinha facilidade (matemática, por exemplo), conseguia prestar ALGUMA atenção...mas simplesmente não fixava a matéria na cabeça. Com isso, cada vez mais me afastava da aula. Sentava no fundo da sala, conversava, desenhava (mal, mas fazia), fazia letras de músicas, qualquer coisa....menos prestar atenção na aula.

[Checo meus e-mails....droga, ainda não chegou aquela resposta!!!]

Meus pais eram frequentemente chamados pela Direção, e o resultado era sempre o mesmo: ''Olha, o seu filho é um menino muito bom, não nos cria problema de comportamento, e é muito inteligente...mas vive 'fora da Terra', quase sempre avoado, e não presta atenção na aula....''

[Ideia de mudar o início do texto e contar as vezes em que perco o foco...como agora, por exemplo]

Durante anos esse foi o script da minha vida. Até que aos 17 anos (se me lembro bem...) uma das Coordenadoras da escola levantou a hipótese: ''Me parece que o seu filho pode ter déficit de atenção...a senhora já ouviu falar? Um médico, talvez um psiquiatra, pode ajudá-la''

[pausa para ouvir o que estão falando do meu lado...]

Pronto! Foi o suficiente para a minha mãe sair ''desesperada'' atrás de informação. Internet, livros, recomendações, TUDO! Procuramos de tudo! Não vou negar que ficamos aflitos (o que é esse déficit de atenção? DDA? que isso? meu filho é retardado?!), mas, de certa forma, foi um alívio. Sabíamos o que eu tinha, assim como 'atacar'. É muito mais fácil atacar um 'conhecido' do que um 'desconhecido'.

[Cara...o Brasil ganhou de 4x0 do Japão e eu nem sabia?! Quero ver os gols!]

Depois de muita busca, encontramos o site da ABDA, o antigo. Simples, mas extremamente informativo. Buscamos um de seus cadastrados, um neurologista. Nos deu uma explicação do que seria o tal ''DDA'' (que depois virou TDAH, mas é só nomenclatura) [15:43 ainda...quero ir pra casa!] e nos recomendou a leitura de um livro, um tal de 'No Mundo da Lua', escrito por um tal de 'Paulo Mattos'.
Quando a minha mãe leu o livro, e me disse ''Leia...acho que copiaram a sua história'', fiquei confuso. E fui ler o livro...sim, era a minha história! Daí veio o pensamento: ''Então existem outras pessoas como eu...não sou nenhum retardado!!!''

[Fui checar os meus e-mails novamente....CHEGOU A RESPOSTA!!!!]

Depois que você estudo sobre o assunto, busca novas informações e aprende a lidar com isso, fica tudo mais fácil. Faço tratamento com remédio (nada de comercial aqui!) e ele tem me ajudado MUITO a enfrentar o que o meu 'alter ego'[conversa sobre o novo telefone que saiu...bom mesmo!] não me deixa fazer.

A luta é difícil, mas eu ganho. Não é o fim do mundo ser TDAH, e com muita paciência, amor, paixão e dedicação, conseguimos!!!

Felipe, um TDAH incorrigível!

OBS A propósito....melhor voltar a trabalhar antes que meu chefe perceba!!!
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Felipe Silva
Rio de Janeiro
Olá...
Sou psicopedagoga, trabalho numa escola que se interessa e procura ajudar todas as crianças e adolescentes que de alguma forma precisam ser visto não como mais um, mas uma pessoa digna de atenção e metodologia diferenciada. Amo trabalhar com educação, e torna-se bem mais prazeroso o trabalho quando temos parceria familiar, não entendendo laudos como sentença de incompetencia e, sim como possibilidades de parceria de sucesso!!
Abraço
Mariluci Pinheiro (Gê)
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Mariluci Pinheiro
manaus
Há muitos anos atrás conheci o TDAH. Percebi então que meu sobrinho e minha irmã se encaixavam em todas as características e foi então que levei mais de 2 anos para que ela aceitasse procurar ajuda. A vida dele sempre foi um sofrimento... na escola teve dificuldade em se alfabetizar, tinha mal comportamento, não parava em sala, sempre havia reclamações.Em casa era o que destruía todos os brinquedos novos, sempre perdia tudo, esquecia, atrapalhava a conversa dos adultos e o pior... era o que mais sofria com tudo isso. Minha irmã por sua vez agitada, sem paciência com ele, não conseguindo ter um sono tranquilo, falando sem parar, perdendo tudo, esquecendo ferro de passar roupa ligado, fogão aceso e o pior... também sofrendo com tudo isso. Hoje os dois estão tratados, medicados e MUITO felizes, levando uma vida maravilhosa que só conheceram após o tratamento. Meu sobrinho está fazendo inglês e sendo um aluno responsável com somente elogios de todos os professores e notas altas. Minha irmã está mais tranquila, consegue se focar na leitura de um livro, não perde tanto as coisas e agora sabe ouvir. Foi uma benção termos encontrado uma médica excelente, que deu todo o suporte e tratamento que eles precisavam.
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: ALESSANDRA RODRIGUES OVIEDO
APIAÍ
Convivi com 2 pessoas com Tdha e tenho uma filha Co Déficit de Atenção também ,è um distúrbio complicado e difícil que requer muita paciência e amor.Existem momento em que ela se isola e outra que é tão carente como se ainda fosse um bebê ela é uma menina muito esforçada e juntas procuramos vencer os desafios o conhecimento ajuda muito a conviver com o Deficit e ultimamente após um ocorrido muito sério em nossas vidas nos últimos meses transformou nossa estrutura familiar e nos transformou em um família mais unida.Gostaria de deixar um conselho a todas as mães não transformem O Déficit de Atenção em algo maior do que é e nem que ninguém diminua seu filho por isso nunca.<br />
Bárbara Cunha<br />
Rio de Janeiro
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Bárbara Silva da Cunha
Rio de Janeiro
Verinha muitas inteligencias se perdem por causa do TDA (H)... é subdiagnósticado e a criança/adolescente/adulto fica atrasado com relação a sua séria escolar e por consequência com a auto-estima lá embaixo. O pior, a graduação (até 7 anos atrás) não prepara os profissionais para lidar com esta realidade. Hoje, eu como psicóloga e mãe de um TDA observo isto com muita atenção e sempre procuro fazer os encaminhamentos necessários. Como mãe sei que é um processo solitário e cruel. Boa sorte!
 
Data: 17 outubro 2012
Enviado por: Raquel Fortes Vilarinho
Teresina
Tenho um filho maravilhoso com TDAH ele tem 12 anos e foi com ele que descobrir que também tenho TDAH,foi muito difícil pois ele era muito discriminado por todos,principalmente pela família,já chorei muito pois sempre ouvia gente falando que ele não tinha educação e aquelas piadinhas sem graças que até ele mesmo chorava...Aprendi muitas coisas com eles e hoje me sinto muito forte e faço deles um vencedor todos os dias,temos que lutar pelo nossos filhos pois minha filha também tem o TDA,ajudo eles em tudo que e sempre que posso vou a escola saber do desenvolvimento deles.Estou muito feliz pois agora temos imformações até no facebook,meus filhos fazem esportes,estudam e minha filha já esta trabalhando sou um mãe muito feliz apesar das dificuldades.
 
Data: 16 outubro 2012
Enviado por: Joelma Sarmento Amorim
Espirito Santo
http://tdah.org.br/historias-reais#submitform
Olá, minha filha Júlia hoje com 9 anos, foi "diagnosticada" com TDA logo no começo de sua alfebetização aos 5/6 anos, foi com a sinalização de uma professora de uma Escola da Prefeitura, que comecei a entender o seu comportamento até então. A professora me chamou e disse: já tentei de todas as formas fazer sua filha entender algumas diferenças de letras, fonemas mas ela não está acompanhando peça ajuda pois sozinha não estou conseguindo...prontamente a levei a todos os profissionais que achava que poderiam ajudar: psicopedagoga, psicologa, fonodióloga, neurologista, psiquiatra...confirmou-se TDA. Não dou a medicação indicada para minha filha, penso muito nos efeitos colaterais.Ainda acho muito cedo. Embora penso as vezes em estar chegando ao "meu" limite, pois epesar da minha Ju ser doce, inteligente, sociável, sencível; lidar com algúem que "parece" nunca te escutar é difícil, fora o progresso escolar que vem a passos de tartaruga...me preocupa!!Mas ainda insisto nos profissionais que a ajudam, pois penso (não sei se certo), que minha menina precisa se conhecer, entender seus limites e trabalhalhos, procurar melhorar com sua força de vontade...entender que TODOS com TDA ou não, temos dificuldades, precisamos saber lidar com elas!!
Quem sabe, conversando com ela decidimos juntas que ela experimente o efeito da medicação sobre a vida dela...temos falado sobre essa possibilidade para 2013!!!

Abs, Andréa.
 
Data: 16 outubro 2012
Enviado por: Andrea Valdevino dos Santos
Rio de Janeiro


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