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Quinta, Agosto 17, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Engravidei do segundo filho em meio a 17 horas de trabalho diários, quase não descansava e já estava em pé, tinha uma marmitaria e trabalhávamos só eu e meu marido com compras,produção,entregas e recebimentos. Estava com 6 meses quando sentia que meu bebê não dormia nem de madrugada mexia quase que 24 horas por dia, logo tive leves contrações que resultaram em um parto pé-maturo quase entrando ao oitavo mês. Era muito agitado e na encubadora se mexia assustadoramente, conseguindo até desprender o respirador. Amamentei no mesmo dia,impressionante a fúria como recebeu a primeira alimentação. Foi liberado no 6 dia sem problemas algum,(graças a Deus) nos primeiros meses dormiu mas um sono bem agitado, foram aumentando as mamadas de madrugada ao invés de diminuir,dormindo pouco, até que no quinto mês acordava de hora em hora, e mamava absurdamente. Percebi que havia algo errado, mas como em nossa família a maioria tem problemas com insônia e o pai é Hiperativo concluí então que não havia escapado dessa possibilidade. Aguentei até completar 1 ano pra levá-lo ao Neuro pois só assim poderia então conseguir realizar um Eletro , já havia percebido que não me escutava quando eu dizia que poderia se machucar ou queimar, acontecia e ele não registrava e fazia novamente, machucando inúmeras vezes com pouca dor e pouco choro. Achava estranho, levei ao Oftalmo e Otorrino,escutava e enxergava normalmente,então resolvi que o levaria ao Neuro já com 1 ano e 2 meses , já entendia que era Hiperativo e tinha uma Insônia fora do comum mas não sabia do Déficit de Atenção... Resultado comprovado TDAH com um grau de Insônia e Impulsividade assustador... ...A melhora foi só aumentando, então foi para a escola com 3 anos e meio se adaptou muito bem expliquei sobre a TDAH, que na época era pra eles uma dádiva uma mãe chegar com o filho já diagnosticado e em tratamento, daí então o nosso relacionamento foi maravilhoso pais x escola. Concluiu o Primeiro ano mas com muita dificuldade na leitura, tentamos o Segundo ano mas sem sucesso, sua ansiedade aumentou barbaridade, chorava muito em sala até que resolvemos voltá-lo ao Primeiro ano novamente. Ele precisava aprender melhor a leitura pra se sentir mais seguro e feliz. Hj com 7 anos e 10 meses está lendo e se sentindo muito feliz, sabe que é uma criança "Especial" e que precisa da medicação, lembra dela quando já está cansado e no final do dia pede pra dormir, sabe da Ritalina antes de ir pra Escola, é um garoto consciente , faz as tarefas , tem obrigações dentro de casa, e é muito feliz, carinhoso demais e atencioso com o irmão mais novo que quando chegou ficamos apreensivos com medo de um descontrole emocional, mas tiramos de letra conseguimos amar aos 3 com igualdade... Sou muito agradecida ao Neuro que hj já está de cabelos bem brancos e feliz com o resultado. E nós? INFINITAMENTE FELIZES... E ainda leio muito sobre o assunto e acompanho o ABDA na Web, obrigado também pelas informações.
 
Data: 26 maio 2013
Enviado por: Karla Fernanda Fanaia
Cuiabá - MT
Tenho 31 anos e tenho um filho de 6 anos,ele começou a ir na escolinha desde os 7 meses, cresceu dentro das escolas, nunca percebemos nada de diferente, fazia os dezenhos, as atividades de artes normalmente, mas quando foi crescendo passando pelo nivel 1 depois foi para o ensino fundamental, percebemos as dificuldades dele nas atividades eram bastante.
Procuramos a escola para falar com as professoras, pensamos até em tirar da escola para, pensando em ser falta de capacidade da escola.
foi assim até a metade do ano do 1 ano do fundamental, quando ele voltou de férias, as professoras colocaram ele para fazer o reforço,2 vezes por semana para tentar fazer com que ele acompanhace a turma, até que então a diretora da escola nos chamou e nos encaminhou para um piscicopedagogo, pois ele não estava tendo o resultado esperado, mesmo com os reforços, ele se destraia com uma borracha, com o lapis, com qualquer coisa que ele visse já desviava a atenção, em casa nas atividades, nos acabavamos de ensinar uma letra ou um numero, em seguida ele já não lembrava mais.meu esposo ficava nervoso, achava que ele tinha obrigação de saber pois sempre estudando... como pode não aprender.
Foi ai que começamos um tratamento, fizemos todos os exames possiveis, e para nossa surpresa o médico do nosso filho é muito conhecido, e tem um testemunho de vida muito motivador para nós pais, ele tem deft de atenção e seu filho herdou o mesmo problema, os dois tomam remédio também, e hoje ele é super conceituado, pois foi diagnosticado cedo.
O Nosso filho continuou o tratamento durante o segundo semestre do 1 ano, e agora terminou as provas do bimeiro semestre do 2 ano, para nossa surpresa e até nos emocionamos, ele teve um resultado ótimo nas provas, fez as provas sozinho e quase tudo certo... nos surpreendeu, pois até então todas as provas dele, vinham sem nota, ele não conseguia executar nenhuma.
O esforço dele hoje com o tratamento é outro, a força de vontade dele mudou, antes ele chorava e dizia assim: Mãe, eu não consigo fazer nada, eu esqueço tudo,meus amiguinhos já sabem as letras e eu não sei.... hoje ele se esforça e nós estamos tento o resultado esperado, acreditamos na vitória dele,foi um ano de tratamento e o resultado já está na nossa realidade.
Agradeço a divulgação pois foi através dos testemunhos postados aqui que me encorajaram a deixar o nosso também.
 
Data: 26 maio 2013
Enviado por: Carina
cambé
Meu filho nasceu com 4 anomalias no coração chamada Tetralogia de Fallot foi operado com 11 meses teve muitos problemas após a cirurgia,AVC,Anemia,Convulsão,fez transfusão de sangue e etc.Bom até ai bem,meu filho demorou muito para falar com 4 anos e saiu das fraldas tbm nessa idade.Achava muito estranho mais devido ao que ele passou até ai era o esperado,era uma criança que não parava quieta e aprontava muito era so virar as costas,batia nas crianças,jogou varias celulares e outras coisas no vaso sanitário enfim era muito bagunceiro mesmo ja estava ficando de cabelo branco a minha familia nao queria ele em nenhum lugar.Coloquei ele na escola começei a perceber que realmente ele era diferente das outras crianças,não tinha lição ele não fazia na classe e nem em casa,bom cheguei na professora e falei mais elas não escuta as mães.A mãe realmente sabe quando seu filho tem um problema e sente isso mais não é compreendida,passou e ele foi para o primeiro ano com 7 anos ai começou a ficar complicado a professora me chamou e falou mãe seu filho não é normal ele tem algum problema,ai começamos a levar no neurologista e começamos a investigar,não deu nada ela passou um medicamento para ele ficar mais calmo pois era muito agressivo ele aos 6 anos jogou minha cachorra da escada que quebrou a pata,fiquei louca dele ter feito isso,bom conheci uma psicopedagoga na epoca ja no desespero foi um anjo em nossas vidas nas aulas meu filho quebrou vidro da sala dela,quebrou 3 vezes a descarga do banheiro,e ela me ajudou muito,bom a neuro me encaminhou para o NEA Nucleo Escpecializado em Aprendizado ai foi o ponto de partida nas nossas vidas descobriram o TDAH e Dislexia saiu o laudo e com a ajuda do medicamento ele realmente começou a ler com 11 anos hoje ele tem 12 anos é realmente atrasado na escola esta no 6 ano com nivel de terceiro pois estudava na escola da prefeitura recentemente tirei e coloquei na escola particular aonde esta sendo melhor acompanhado mais ainda sofremos com o problema e o preconceito das pessoas infelizmente,gostaria muito que crianças com esse problema deveria ter um tratamento diferenciado poxa vida é muito triste ver seu filho ficar com a auto estima la embaixo nao querer fazer nada pois nao consegue as crianças ficam chamando ele de burro,sabe isso doi muito em mim.A mãe sofre muito com tudo isso,ja sofri muito meu deus hoje ele esta mais controlado mais sem os medicamentos volta ser agressivo e compulsivo por comida...e por ai vai...vamos lutando.
 
Data: 26 maio 2013
Enviado por: Luciana
sao paulo
Descobri que tenho Tdah déficit de atenção, em pleno o dia do meu aniversário 03/05/2013, fiz 37 anos, em toda a minha vida tive muitos problemas na escola, e na faculdade, me esforçava mais que os outros alunos pra decorar textos, tenho muita dificuldade na matéria de matemática, e hoje eu vivo desempregada, tenho muita dificuldade de relacionamento, já sofri demais, minha irmã assistiu uma reportagem do Dr. Drausio Varella, e me disse assim: descobri o que você tem é o transtorno de tdah, então resolvi procurar um médico Neurologista psicológico, fiz uns exames, que constatou o transtorno e depressão, comecei o tratamento, mas não me sinto bem ainda, tenho mal estares com a medicação... mas espero ficar bem logo, o médico garantiu arrumar a minha vida em 90% pra melhor, e disse que em pleno o meu aniversário, seria um marco na minha vida, que estaria renascendo....assim marcou aquele dia, fui triste pra casa, mas com a esperança de dia melhores. Lembro que no colegial, eu tirei zero na prova de geografia, e a professora me deu um castigo, fez-me escrever a prova 30 vezes cada questão..o meus dedos ficaram com bolhas da caneta..ela nem sabia que existia a doença tdah, por isso a campanha deverá ser mais publicada nas escolas e na televisão. Esta é a minha história...Ass.: Renata de Paula
 
Data: 25 maio 2013
Enviado por: RENATA APARECIDA DE PAULA
São Paulo
Tenho 38 anos e minha filha tem 6. Eu sempre fui chamado e tachado de louco, falante inquieto, egoísta, cabeça-dura, desatento, esquecido, insatisfeito com tudo, etc.
Lia uma página e de repente terminava sem sequer saber do que havia acabado de ler...fora a baixa estima que sempre me acompanhou.
Era bom em algumas coisas e péssimo em outras. Eu só não me achava burro porque de fato eu relativamente me destacava em tudo que eu tinha interesse.
Para mim, bem ou mal esse era o meu jeito, algo que não muda, nasce com você. No entanto, minha filha, que sempre foi uma miniatura minha começou a apresentar problemas de relacionamento com colegas e muito , mas muito desatenta e com grande dificuldade em executar as tarefas da escola.
Após uma suspeita nossa ela foi diagnosticada com TDA.
A partir daí comecei a ler e de repente percebi que tudo, exatamente tudo se encaixava em meu problema. É triste saber que um sofrimento possa durar tanto sem uma mínima chance de tratamento.
No entanto fico feliz em saber que estou com uma consulta marcada e em breve estarei sendo tratado. A sensação de alívio em saber que não estou condenado a ser que o fui a vida toda é muito boa. o mesmo vale para minha filha, que certamente terá acesso a todos os recursos para ser uma adulta feliz !
 
Data: 23 maio 2013
Enviado por: Wendel Francisco
Belo Horizonte
Tenho um filho de 10 anos que desde cedo apresenta um comportamento diferente. Sempre teve muita deficiência na atenção, não consegue se concentrar, apesar de muito inteligente. Cada ano que passa ele piora. Na escola ele sofre, tanto com as notas baixas quanto com a encarnação dos colegas por seu comportamento.
Ele mexe as mãos o tempo inteiro, com se estivesse escrevendo no ar.
Já o levei a vários profissionais entre psiquiatras, neurologistas e psicólogos. Porém nada tem adiantado. Ele toma Tegretol, mas não vejo resultados. Gostaria de encontrar um profissional competente e que realmente entenda do assunto. Mas não disponho de condições financeiras favoráveis, no momento. Portanto, tem que ser público ou que aceite o plano de saúde. Se puderem me dar uma indicação, agradeço. Ele precisa muito de ajuda.
 
Data: 23 maio 2013
Enviado por: Maria Lucia Magalhães da Silva
Rio de Janeiro
Tenho 30 anos e em Abril de 2012 fui diagnosticado ser portador de TDAH.
Minha suspeita se deu após vários erros cometidos no trabalho.
sempre tive um ótimo relacionamento com meu coordenador que me aconselhou me policiar para descobrir como e porque os erros aconteciam,foram descartadas as possibilidades de momentos de estresse que justificasse a desatenção.então procurei um neurologista e contei todo meu histórico de vida.Hoje faço tratamento e me sinto ótimo.
 
Data: 21 maio 2013
Enviado por: Fabricio Gomes
contagem
Sou professora formada em letras, sou mãe de Rodrigo (15anos) que tem TDA,comecei a ter problemas assim que Rodrigo meu filho mais velho entrou na escola.
A professora dele na época era a dona da escola e me infernizava com o comentário:"mãe os outros conseguiram fazer 5 folhas ele só conseguiu uma". Até que uma dia ela me atormentou tanto dizendo que era sem-vergonhice, que surra resolvia, sai tão nervosa da escola que fui puxando meu filho pelo braço e chegando em casa dei a primeira e unica surra no meu filho, chorei tanto depois e me arrependo até hoje ele é e era tão amoroso e educado, mais a falta de conhecimento me levou a atender a indicação da professora.
mudei de cidade graças a Deus e com isso encontrei um anjo que foi a professora de uma escola pública Ioneide, a quem sou eternamente grata, me chamou na escola depois de muito observar o rodrigo e disse que achava que o Rodrigo tinha algo que o impedia de concentrar nas tarefas e que existia um profissional chamado psicopedagogo, que poderia ajudá-lo.
Fui pra casa e pesquisei na internet todos estavam muito longe de nós.
Com o tempo consegui encontrar e iniciar o tratamento, onde descobri que ele tinha TDA e não que ela era "sem vergonha".
Hoje depois de formada busquei uma segunda pós a psicopedagogia, tudo pra entender o problema do meu filho, que ao chegar no fundamental II, foi massacrado com notas baixas, que o fez perder a auto estima,busquei laudos levei-o num neuropediatra, enfrentei colegas que não gostam da inclusão ou não a entendem,ou não querem entender, hoje ele está no ensino médio, é um rapaz adorável, só recebo elogios sobre a educação dele, mas não consigo fazer ele incluírem ele verdadeiramente, tem laudo indicando como fazer nas provas, vários professores já comprovaram que quando fazem seminários ou exposição oral de trabalhos o dele sempre é o melhor ou um dos melhores. E eles não mudam o método, não entendo isso,na ultima sexta 17-05 fui pegar o boletim está um 4,5 de física, perguntei se ele deixou de entregar alguma tarefa ou trabalho, o professor disse que não perguntei como foi a prova, disse que igual a de todos, perguntei se sabia do problema, nem sabia de laudo.
No Enem o ano passado meu filho teve direito a leitor de prova a maior tempo pra fazer a prova e eu não consigo fazer a escola que ele estuda a vida toda respeitar esse direito.
Todos professores falam que ele é esforçado, falam da educação, falam que veem o interesse dele, que faz mais que muitos na sala, porém na hora de avaliarem ele fazem provas que não o ajudam em nada, tenho a impressão que para alguns ele faz, sabe, mas não colocou na prova então vou dar um 6 que é a media e ele é inclusão.
já ouvi na minha cara que ele tem problema e nunca vai conseguir mais que isso, de uma professora de matemática, após ter atribuído um 5,5 a ele. Eu sinto que pra ele é frustante, ele estuda, busca, mas na hora do resultado todo esforço não é reconhecido,
Fiz mestrado a minha pesquisa foi com crianças que não tem deficiência física, mas sim cognitivas, nesta pesquisa pude perceber a máscara da inclusão, o aluno fica, na sala finge que aprende, o professor finge que ensina e os pais fingem que estão satisfeito.
no final atribuem uma nota que corresponde a média, ele passa e está tudo bem. Estudei, estudei e não sei como resolver o problema do meu filho que foi o que me levou a buscar tudo isso.
A angustia continua são professores que chegam novos em uma escola e não tem interesse nem de pegar a pasta do aluno para ver o que tem lá, são professores que não buscam ensinar diferente, para tornar os diferentes iguais.
o meu filho tem potencial eu sei disso.
Por que não o desenvolvem?
Por que não aproveitam as habilidades dele para fazer ele ter sucesso?
No Enem passado ele estava no 1ºano do ensino médio e conseguiu média maior que alunos do 3ºano daqui da cidade, muitas matérias da prova ele nem tinha visto ainda. Ai vou conversar com professores que me dizem próximo bimestre ele vai sair melhor porque as avaliações vão ser seminários,não fazem só pra ele para não saírem de suas rotinas dos iguais.
Agora como no bimestre vai ser pra todos assim, ai ele vai ter chance. me da um desespero, uma vontade de ser ignorante.
To frustrada e não sei o que fazer, nunca deixei meu filho folgar por causa do problema, mas do que adianta se a escola não reconhece o esforço dele.

Obrigada.
Ruth.
 
Data: 20 maio 2013
Enviado por: Ruth Nely Alves de Sá
Alto Taquari - MT
Quando meu filho nasceu, ele chorava muito tinha problemas de alergia e, aos 2 anos teve convulsão..como tenho ansiedade, fiquei doida, minha cunhada quem o socorreu e eu,saí pela rua desesperada.
Eu,então começei a achar estranho pois ele não era como as crianças da idade dele,não tinha desenho, filme nada que o fizesse ficar assistindo tv, ele poderia até ver no máx uns 10 minutos e quando eu o levava a aniversário,ele nunca ficava próximo a mim,eu tinha que ficar vigiando pois ele caía fora.
Eu tbm não sabia que eu estava com depressão,me separei e fui morar com meus pais, em uma cidade próxima a minha.
Ele foi matriculado com 5 anos em uma outra cidade um um colégio de freiras(as crianças vão de topic, pois o estudo é melhor e, o transporte é de meu irmão)para minha surpresa na sala dele tinham 8 alunos, sendo que ele era o único homem.
Meu Deus, este menino aprontou!
fui chamada ao colégio,a professora dele se tremia,ela disse que ele se pendurou no pescoço de uma imagem de Nossa Senhora, que ele abria o portãozinho da sala e sumia da sala, perturbava as amiguinhas etc..nesta hora eu quase chorei,eu não tinha força p nada e, ela ao ver minha situação resolveu que não ia sair,mas me ajudar.
Na casa de meus pais, ele aprendeu andar a cavalo, parecia que tinha cola na sela,mas ele, não queria apenas andar, queria correr mesmo.E eu, cada dia me sentindo culpada pelo comportamento dele,certo dia ele pegou a chave abriu o portão e, deixou-nos trancados em casa.
Surgiu uma oportunidade e, mudei-me para a capital, quando fui matriculá-lo no colégio, adiantaram ele por causa da idade,meu Deus, como senti-me culpada, ele esqueceu tudo o que aprendeu na outra escola,quando eu ia ensinar as tarefas,eu sentia dor nos ombros e pescoço,então comprei alguns brinquedos educativos (só que ele não gostava)até que ele reaprendeu tudo.
Mas, na escola sempre recebia reclamação atrás de reclamção até, que um dia me chamaram e mandaram eu procurar uma psicóloga e,ela após comprovar o tdah enviou-me para a neuro, começei o tratamento e p
Ele é um garoto cheio de energia, não para quieto um instante, teimosinho,ás vezes nevosinho... ele é muito amoroso, sensível, criativo e inteligente.
Eu sempre perguntei, meu Deus porque eu, até que percebi minha resposta, ele foi enviado como meu "anjo de guarda" pois, foi através dele que descobri o porque de minha vida tão estranha, sem sentido,sem rumo,sem alegria, pois através dele descobri que eu (ainda falta diagnóstico médico)tenho tdah.
Quando eu era pequena, com uns 7 anos, morava em Sampa, eu pegava minha caloi, e saía pelo meu bairro, descia cada ladeira sem ter freio, adorava o vento sob meus cabelos,na sala de aula eu não conseguia ficar sentada muito tempo,só que eu era castigada,meus primos me chamavam de trombadinha,minha casa era de andar, eu adorava ir para a janela, jogar meu corpo pro lado de fora e, olhar para baixo,fui muito comparada a minha irmã pois ela era tudo o que eu não era:organizada, comportada,inteligente e,eu cada vez mais me sentido frustrada.......
tornei-me uma jovem que sempre me senti diferente de todos,sentindo cada vez mais inferior a tudo e a todos,entrei na faculdade, mas abandonei, pois eu não conseguia aprender,sei lá, pra mim a vida estava sem graça, casei-me fui humilhada várias vezes,chorava escondida,e, minha vida antes que eu tanto procurava aventura, foi se transformando em um buraco de areia movediça.....
.sofri muito e, ainda sofro pois eu não sou preguiçosa, mas algo me impede de tomar decisão,faço faculdade à distância,eu quero estudar, mas não consigo e, isto me torna tão incapaz,já pensei em desistir, mas algo dentro de mim, diz que eu não posso me entregar,horas me sinto como uma pessoa que se comparada a um carro, é uma carreta que tem capacidade para levar toneladas,mas que no momento leva alguns quilinhos forçados.
Se eu fosse escrever tudo, eu acho que minha história dariam vários volumes .
Espero que alguem veja a minha história e que torça por mim. bjs(bom demais a gente desabafar aqui)
 
Data: 19 maio 2013
Enviado por: marta
Aracaju
Recentemente encontrei uma página sobre TDAH na rede social, enquanto procurava informações sobre neurociência e comportamento, porque estou querendo mudar totalmente de área de estudo, pois já estou estudando a mesma coisa a quase 3 anos
Eu, que nunca havia ouvido falar que tal sofrimento tivesse nome, agora sei que outras pessoas compartilham da mesma angustia. Tenho, 32 anos, criei muita estratégia pra driblar os obstáculos. Não sei se é TDAH, porque não tenho diagnostico médico, mas fiz alguns testes pela internet e os resultados indicaram a alta possibilidade de ser. E acredito me encaixar no quadro.
Nunca tive hiperatividade motora acentuada, mas falo sozinha (aprendi a controlar pra não falar sozinha em público!), minha cabeça é uma verdadeira tempestade de ideia, penso, penso, penso, penso... tenho dificuldade em manter o foco, me desligo do mundo de um instante para o outro, a minha fala não acompanha meu raciocínio, perco interesse com muita facilidade e é onde encontro o tédio, aí tudo precisa mudar e onde começa meu sofrimento.
Na escola, nunca consegui prestar atenção em aula alguma, salvo três exceções: artes, poesia e leitura/literatura. E, talvez, por isso tenha estado entre os mais fracos da sala da mais fraca sala, desde a primeira série até o terceiro ano do ensino médio.
Eu odiava a escola, todo dia tudo igual. Era uma luta pra acordar no horário. A confusão era tamanha que eu dormia vestida o uniforme e meus pais me enfiavam praticamente dormindo dentro da perua escolar.
Por meu rendimento ser considerado baixíssimo, a professora indicou que eu fosse submetida a exames médicos, mas não lembro qual foi o resultado do exame, lembro que comentavam era que era lerda.
A professora de artes adorava meus desenhos e meus professores de português, embora eu tivesse péssima ortografia, admiravam meu gosto pela leitura e até me incentivaram a escrever. Escrevi um livrinho de ficção e um de poesia, ambos na 6°série. Mas meu desempenho escolar foi considerado ruim até o 3° ano do ensino médio.
O descontentamento dos meus pais com meu rendimento na escola, com a minha desorganização, com a minha distração me deixava com a horrível sensação de culpa.
A busca pelo primeiro emprego, também foi um verdadeiro sofrimento. Não passava em nenhuma entrevista. Até que um dia fui fazer um teste de raciocínio rápido como parte da entrevista, esse teste havia circulado pela internet como eu já o tinha feito e por sorte lembrava todas as respostas, consegui o emprego.<
Foi no meu primeiro emprego que eu comecei a desenvolver o que se considera inteligência. E a convivência com pessoas, que já não eram mais meus amigos da escola, me mostrou que meu conhecimento escolar era superior aos de muitos que sequer tiveram uma noite baixa.
Decidi fazer faculdade sem pressão dos meus pais, mas como penso demais, tive muita dificuldade para escolher o que cursar, e o dobro de dificuldade pra me formar. Escolhi Ciências Biológicas, vejam vocês! Desconfio que seja algo do inconsciente de querer a auto-afirmação, do tipo eu sou capaz!
Hoje faço mestrado na Universidade de São Paulo. Embora, hoje goste de estudar, ainda luto contra o tédio e com o desinteresse, não me sinto realizada, sinto sempre falta de alguma coisa.
Meu quarto, minha mesa de estudo, minha bolsa são um verdadeiro caos, tal como minha cabeça. A confusão que eu faço do lado de fora é igual a que eu levo do lado de dentro.
 
Data: 18 maio 2013
Enviado por: Vanessa
São Paulo


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