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Domingo, Junho 25, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Boa tarde a todos.

Obrigado pela oportunidade de falar um pouco sobre meu problema. Eu tenho 40 anos e descobri que sou TDAH a apenas 2 anos. Antes disso, apesar da minha extrema dificuldade de organização, consegui passar em um concurso público (onde eu percebi como minha impulsividade pode prejudicar uma pessoa profissionalmente) e em Psicologia em uma universidade pública aqui no Paraná, além de outras situações. Eu realmente não sei bem como eu consegui passar e, principalmente, continuar nessas instituições. Como eu gostava muito do que fazia, talvez meu hiperfoco tenha me dado a energia necessária para tal.

Profissionalmente sempre me considerei bom tecnicamente. O problema é que havia uma cultura dentro da empresa que ia de encontro com o que eu achava e, ao contrário de muitos colegas que pensavam como eu, expunha minhas idéias a quem quisesse ouvir, discutia de igual para igual com superiores, falava em momentos que não era o caso, desrespeitava as pessoas em público quando não concordava com a idéia e isso me causou muitos problemas, quase me levando a perder meu emprego. Com a ajuda de uma psicóloga que deveria ser canonizada, consegui me controlar a muito custo e continuar até hoje, 20 anos depois. Mas o sentimento de inadequação durou muito tempo, muita revolta, muito sentimento de não ser compreendido (e, efetivamente não era, já que nem eu mesmo me compreendia, como iria mostrar isso para as pessoas).

Na escola primária sempre tinha desempenhos paradoxais. Excelentes notas em alguns momentos, dificuldades em outros. na 3a. série eu era viciado em gibis, tinha mais de 100, que já tinha lido. Mas eu relia, relia, relia, ficava fascinado por revistas marvel. O sofrimento dos personagens, hoje eu vejo, me gerava uma espécie de identificação. Porém, eu não queria estudar. Resultado, minha mãe botou fogo em todos os meus gibis. Só de pensar hoje eu sinto uma tristeza muito grande. Mas como sempre fui obstinado, eu juntava papel e lata, ferro, na rua e consegui comprar de volta, em sebos, quase todos, depois de muito tempo. Mas isso não melhorou minha nota, apesar de minha mãe achar que isso seria o resultado.

Nessa época, ela me levou pra fazer um tratamento com um neurologista que atendia no hospital em S. Francisco Xavier, no Rio. Passei a tomar um remédio que não sei qual era, pois meu diagnóstico foi "disritmia cerebral" (ou algo do tipo. Eu queria ver os exames hoje, depois do diagnóstico, mas a enchente de 96 no Rio levou tudo pra lama). De certa forma o tratamento me ajudou, mas eu não tinha regularidade, apesar de todos os professores acharem que eu tinha inteligência acima da média, algo que eu não concordava e, sinceramente, não precisava. Não fazia diferença, eu só queria me divertir na escola.

Na Universidade foi um Caos. Eu já estava no Paraná, passando pelos problemas no trabalho e um ritmo alucinante de estudo. Quando eu gostava da matéria, nota máxima. Se eu não gostasse, era um Deus nos acuda, passava raspando. E não ficando calado quando deveria. Como sempre, extremos. Ou gostavam muito de mim ou me excluiam solenemente. Sofri muito com isso.

Bom, falar em perder as coisas, não lembrar onde tinha colocado outras, esquecer compromissos, chegar atrasado ou muito em cima da hora em tudo, desorganização. Lembro expecialmente de uma oportunidade em que eu me forcei a ficar 1 hora pra ler 1 parágrafo. Eu terminava de ler e não lembrava absolutamente NADA do que tinha sido escrito. Eu me achava MUITO burro. Escutei várias vezes da minha mãe que eu não era inteligente, era esforçado. Mas como eu era só esforçado depois de conseguir tanta coisa que muitos não conseguiram? Era difícil pra eu entender a diferenciação entre as coisas. Após o diagnóstico e a medicação, minha vida mudou MUITO.

Tomo medicação para TDAH e desde então e é como se fosse outra pessoa. Saber que era isso que eu tinha e não preguiça, falta de vontade ou burrice foi libertador. Inclusive minha esposa hoje fala que o remédio deveria vir na água, tanto que eu "mudei". Por isso eu agradeço muito ao meu médico, Dr. Fabiano, pela descoberta e ajuda. Sou uma pessoa feliz hoje, mas ainda esqueço as coisas, me sinto desorganizado às vezes.

Quem não esquece?
 
Data: 27 outubro 2012
Enviado por: Robson Pereira
Curitiba
julene célia da cunha Pinheiro, sou professora de educação especial em escola pública em Belo Horizonte, TRABALHO com sala recurso (Atendimento educacional individualizado)este trabalho identifica, encaminha para tratamento de crianças com deficit de aprendizagem, um dos transtornos mais comum é o TDAH. A criança com este transtorno prescisa de tratamento com medicação prescrita pelo psiquiatra, porque ele não consegue se concentrar nas atividades em sala de aula, um dos fatores agravante é a sua socialização é complexa devido a sua agitação . Tenho dois alunos que foram encaminhados, são medicados e houve grande melhora. Este alunos tem que ter atenção especial da professora em sala, estes alunos são sensíveis e o ambiente não pode ser muito agitado, sempre que possível tirar este aluno de sala quando o ambiente estiver tumultuado é nescessario para seu equilíbrio emocional.
 
Data: 27 outubro 2012
Enviado por: julene celia da cunha pinheiro
Belo Horizonte
Tenho 29 anos. Acredito ter TDA desde a infância. Talvez eu tenha a hiperatividade cerebral, mas nada diagnosticado, pois nunca procurei especialistas para tratar isso.
Sei que tenho, pelo histórico tanto familiar, quanto de vida.
A primeira parte de meu sfrimento foi na infância, com apelidos como "desligada", "preguiçosa" e "esquisita".
Não fui resumida só a esses nomes, mas também de mimada, que de fato fui. Eu e minha irmã tínhamos uma desatenção severa. Vivíamos no mundo da lua e sendo chamada a atenção tanto na sala de aula, quanto em casa, pelos pais.
Meu pai é muito ativo, algo a ponto de charamar a a atenção.Minha mãe desatenta, a ponto de ganhar apelidos também, porém sempre uma pessoa hiperativa.
Ninguém foi diagnosticado de nada, afinal quem fala no assunto com naturalidade.
Minha infãncia nos anos 80 foi difícil, pouco solitária e desatenta. Esquecia caderno, estojo, agasalho e era impulsiva com amiguinhos, criando um desconforto e muito bouling na sala.
Brincava com meus primos.
Com o tempo, a desatenção foi piorando gradativamente. O que era chamado de desatenção e que criava o apelido de "menina boba" e "menina muito brava", foi ganhando mais força na adolescência.
Eu não tinha amizades duradouras, esquecia compromisso, tinha estafa e início de depressão. Meu comportamento impulsivo criava conflito em casa, despertando uma insatisfação e inadequação em mim, desconforto, isegurança, descrédito e baixa-autoestima, traziam tristeza à esse momento da minha vida.
Isso afetou diretamente na vida social.
Meus pais não compreendiam perfeitamente, então ao mesmo tempo que sabiam de nossas características, criticavam a falta de atenção e traquejo social.
Hoje, depois da morte de minha mãe, e da chegada da minha maturidade, vejo que é uma luta constante, e que só piora sem tratamento. Vou buscar ajuda, para melhorar minha qualidade de vida, que foi severamente afetada pela falta de atenção.
A estafa mental,sensação de estar perdida em situações banais, entre outros sintomas, se tornam severos com o passar dos anos, causando danos sérios a nossa vida.
minha sobrinha herdou a hiperatividade dos avós e provavelmente, essa desatenção e é a mais nova figurinha a expor seus problemas devido ao TDAH. Pretendo servir de exemplo para a vida de nossa mascotinha que completou 7 anos de vida.
Coragem a todos TDAH e a todos os pais, assim que entenderem e souberem do diagnóstico, procurem ajuda profissional para seu filho, para eles conseguirem paz, sucesso e felcidade em todas as àreas de sua vida!
Bjos a todos!
 
Data: 27 outubro 2012
Enviado por: Larissa B.
São Paulo
Nobres e estimados(as) amigos e amigas, eu gostaria de compartilhar o desabafo de minha doce Rosana, frente a intolerância e prepotência que temos enfrentado daqueles que se julgam donos da verdade:

"Por que as pessoas não compreendem ao invés de julgar! Meu Deus! ... Estou muito triste com algumas pessoas. ".

Ela, minha amada Rô, se refere ao Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH. Um de meus valorosos filhos tem (está com 12 anos de idade, na 4ª escola, e se depender da Direção da mesma, não renova a matrícula...).
E só posso dizer que a maioria das pessoas é assim por que a compreensão demanda compartilhar, respeitar e aceitar...

Julgar é simples, não é necessário se desgastar para buscar o entendimento de determinado fato.

Ao compreender algo, ou alguém, você passa a compartilhar, em maior ou menor grau, seus anseios, suas alegrias, suas conquistas, suas derrotas.

Ao julgar, simplesmente, “livra-se” de todos esses contratempos. Ao se excluir aqueles que têm características que divergem ao “senso comum”, evita-se o trabalho de ter que se adaptar a essa situação, de contornar as diferenças, de mediar soluções, enfim, de compreender e aceitar...

E como o grande, e “Superior”, Homo Sapiens, em sua maioria, é mesquinho, ganancioso, arrogante, prepotente e egoísta, principalmente aqueles que se escondem atrás de títulos, cargos, lideranças e, às vezes, batinas/ternos, além de muitos outros representantes da estúpida raça “superior”, é muito mais simples deixar essa minoria de lado. Há um tempo, como exemplo, até já escutamos de uma nobre Coordenadora Educacional de uma grande, e TRADICIONAL, escola Mogiana: “em um grupo de 20 alunos, quando um apronta é mais simples substituí-lo do que “perder” os demais”. E continuamos a passar por isso e, muito provavelmente, continuaremos... Então por que essa instituição, ou muitas outras, perderiam tempo com um ou outro aluno, com uma ou outra CRIANÇA que diverge do padrão que esses centros educacionais querem que seja, irremediavelmente, seguido, se eles já têm muitas outras crianças "normais" para lidarem? Por que eles teriam esse trabalho? ... É mais fácil julgar e excluir...

Essa situação ocorre até entre pessoas do mesmo circulo familiar, que não querem entender, que não querem compreender, imaginem entre pessoas estranhas, então...


É, e assim caminha a humanidade...


Muito obrigado.
Alexandre Amorim de Sousa

.·.
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: Alexandre Amorim de Sousa
Mogi das Cruzes
Sou mãe de 2 meninas de 8 e 10 anos com TDAH. Foi através de um livro sugerido por minha mãe, que obtive as primeiras informações sobre o TDAH, apesar de já ter buscado ajuda anteriormente com psicóloga e psicopedagoga que não diagnosticaram o problema.
Eu já havia sido chamada na escola sobre o comportamento infantil de minha filha mais velha, e por ela apresentar dificuldades no aprendizado. Também eu e meu marido não compreendíamos certos comportamentos, e passamos a brigar com ela pois achávamos que era por falta de uma educação mais rígida.
Quando lí o livro pude perceber que ela não era preguiçosa, teimosa ou mal educada, ela realmente tinha dificuldade para ler um livro pela dificuldade na concentração e necessita lógico de pulso firme, mas também necessita de ajuda para se organizar melhor.
Buscamos ajuda de um neurologista, a princípio, que fez um questionário para ajudar no diagnóstico e passou um remédio. Eu que sempre busquei usar remédios de homeopatia, antroposofia me vi obrigada a utilizar remédio tarja preta por tempo indeterminado.
Hoje eu percebo que se não tivesse feito uso do remédio, minhas filhas não estariam em condições de freqüentar uma das Escolas mais fortes de São Paulo.
Cheguei a pesquisar Escola especial tamanha minha angústia e quem me orientou de uma maneira ainda mais efetiva foi uma médica psiquiatra, e uma excelente Fonoaudióloga,( que também observou e pediu exames de processamento auditivo central, e deu alteração nas duas)além de uma Psicologa e profa particular. A sorte é que contamos com parte de reembolso, mas mesmo assim, sai caro.
Quando minha filha caçula começou a apresentar problemas de aprendizado fiquei muito abalada, demorei algum tempo para absorver a situação e aceitar. Eu me perguntava, mas por que as duas? Ela fez inclusive um exame com neuropsicologa e o resultado era crítico.
Depois que você aceita o problema fica mais fãcil buscar as soluções. Meu marido também tem TDAH, que foi diagnosticado junto com minha filha. Ele é muito inteligente, excelente profissional, mas ainda deixa algumas tarefas para a última hora. A psiquiatra costuma brincar que tenho "3 filhos". Realmente é uma luta diária em vários aspectos, mas também uma satisfação enorme de estar vendo o resultado e a evolução delas dia a dia.
Não dei meu nome verdadeiro para não expor minha família, pois sei que ainda existe preconceito, e apenas familiares, coordenadoras da escola sabem do assunto.
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: Margarete Santos
São Paulo
Tenho um filho de 11 anos, desde pequeno apresentou todas as características do TDAH mas somente no começo deste ano através de profissionais como neurologista, fonaudiologo, psicologo, psicopedagogo foi que nos convencemos deste transtorno, entretanto o que me deixa triste é a incompreensão dos profissionais da educação.

Primeiro ele tava tendo baixo rendimento em um colégio particular tradicional e resolvi coloca-lo em um colégio construtivista pensando que seria diferente, hoje vejo que de nada adiantou, ele se deparou com um método de estudo totalmente diferente e com pessoas que estão humilhando ele de forma diária como forma de corrigi-lo.

Para completar meu filho tá cada vez mais isolado dos colegas, ninguém orientou de forma adequada levando em conta a situação dele. Na semana passada por ter levado um carimbo de tarefa atrasada que ele esqueceu de mostrar pra assinar, colocaram ele sentado em um banco de cimento quente e não o permitiram entrar em nenhuma sala.

Eujá observei diversas vezes a cocordenadora sendo rígida e gritando com ele, não o orientaram em nada, nem com realação aos materiais usados em sala que são totalmente diferentes dos colégios tradicionais e hoje me sinto desesperada sem saber se troco novamente de colégio ou me conformo com essa situação, mas Fortaleza não está preparada pra lidar com este trastorno.

É difícil e hoje me sinto perdida como ajudar a meu filho. Que pena que esse transtorno aínda não é entendido como deveria e as pessoas que tem não são orientadas, amadas e acima de tudo cuidadas com respeito, dignidade e acima de tudo com compreensão.

Fica aqui o meu desabafo, pois sei que chegará um dia que tudo será diferente, mas no futuro e não agora, enquanto isso muitos pais irão chorar e muitos filhos irão infelizmente se perder, então só podemos confiar na ajuda de Deus que tudo vê e em tudo intercede e não desistir de nossos filhos.
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: MARIA FLORCELE LÔBO SOARES
Fortaleza
Escolas no Ceará despreparadas para lidar com TDAH
Então meu nome é Jennifer tenho apenas 14 anos e a um mês descobri que sou portadora do TDAH e THC, sofri e ainda estou sofrendo muito , pois estou no nivel extremo do TDAH. Mas sei que Deus esta comigo e vou passar por essa !

- Quando você ver que esta dificil é porque vai valer a pena, nunca desista.
Fica a Dica
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: Jennifer Kimberly
Cuiaba
Meu nome é Gláucia, sou casada a 24 anos e tenho 3 filhos maravilhosos!! Sempre acompanhei de perto meus 3 filhos em todas as atividades escolares, e pude perceber a angustia e o sofrimento de cada um deles dentro de um sistema cada vez mais excludente. Meu filho mais novo sempre foi muito agitado, não ficava sentado nem para comer, e comia muito! Falava sem parar, fazendo gracinhas a toda hora, e muitas vezes era impossível não rir de suas palhaçadas, mas ele não tinha limites, não sabia a hora de parar, provocando os irmãos a toda hora; só quando alguém o advertia, então mudava para o outro extremo: chorava, fazia um drama, até acabar apanhando. Era muito carinhoso,compreensivo, atencioso comigo e com o pai, mas também ansioso diante de situações desconhecidas.Quando se juntava com outras crianças parecia outro menino.

A impressão que tinhamos é que ele se esquecia de tudo o que havia aprendido quanto ao comportamento e entrava num estado de excitação que acabavamos ficando com vergonha de muitas das suas atitudes. Quando me deitava para dormir, eu chorava e pedia ajuda a Deus pois não sabia o que fazer, e pedia perdão por ter passado o dia todo brigando com meu filho.

Deus ouviu meu clamore aos 12 anos,já na 6ªsérie, foi diagnosticado como portador de TDAH. Seu neurologista, especialista nesta área, foi um intrumento de Deus em nossas vidas. Com o diagnóstico feito começamos imediatamente com a medicação. Nunca tive problemas para aceitar uma medicação que causa aos outros tanta polêmica. Foi a melhor coisa que aconteceu em nossa família. Se eu soubesse o quanto nossa vida mudaria com o uso da medicação teria ido ao neurologista antes e meu filho teria sofrido menos.

Sou pedagoga então,mergulhei nos estudos sobre este transtorno e de muitos outros. Fiz Pós em Psicopedagogia, comecei a participar de palestras, simpósios e congressos. Fui ao Congresso da ABDA no ano passado. Amei!! Mas a história não termina aqui. Como o TDAH tem componentes genéticos determinantes entendemos que eu e meu esposo deveríamos fazer também um diagnóstico e apenas confirmamos o que já sabíamos: tanto eu, quanto ele, somos portadores de TDAH. O diagnóstico não foi problema, mas solução. Com o uso da medicação nossos relacionamentos mudaram, meu esposo voltou a estudar, se formou em direito, passou no exame da Ordem, e esta estudando agora Teologia junto comigo. Meu filho está com 18 anos, terminando o ensino médio neste ano, tirando carteira de motorista, toca bateria MUITO BEM e seu médico esta estudando a possibilidade de suspender a medicação no próximo ano.

E eu tenho um "Espaço" em minha própria casa onde faço o acompanhamento de crianças com dificuldades de aprendizagem a mais de 4 anos( TDAH , Dislexia, Paralisia Cerebral.. ) Amo cada um deles!! Estamos montando um curso para oferecer aos professores informação e experiencias com estas crianças, que são Diamantes de Deus.só esperando alguém que saiba como lapidar!!

Obrigado ABDA! Gláucia Furtado S. Teixeira/ Brasília- DF 25/10/2012
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: Gláucia Furtado Silva Teixeira
Brasília, São Sebastião, DF
"oi meu nome é fabiane, sempre fui muito desatenta, apanhei muito por isso, ateh ler sobre o dda.Mesmo assim minha mãe ainda achava que eu fazia por gosto.Já esqueci a chave do serviço 4 vezes na mesma semana e tive que caminhar e chegar atrasada por uma hora e meia por simplesmente não lembrar de pegar a maldita chave.Já quase morri atropelada algumas vezes por pegar um folheto na rua e andar lendo.Meu marido não se convence que esqueço sem querer.Já tentei tomar medicação mas não adiantou nada, e não posso custear exames e tratamento.Parece tudo muito horrível, mas a verdade é que eu me viro criando sistemas para não esquecer das coisas.As vezes algo da errado...Mas eu consigo ver um lado positivo nisso tudo.Eu penso sobre varias coisas ao mesmo tempo e reajo mais rápido. Também entro em hiperfoco enquanto leio e estudo.
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: fabiane
tubarão
OLÁ, MEU NOME É ALEXANDRE E TENHO 33 ANOS, SEMPRE FUI MUITO AGITADO CONSIDERADO MUITO INTELIGENTE PORÉM PREGUIÇOSO, COMEÇAVA TUDO E NÃO TERMINAVA NADA, ERA JULGADO E APONTADO PELOS PROFESSORES COMO ALUNO PROBLEMA, EXPULSO DE 3 ESCOLAS...
DEPOIS DE ADULTO ERA TIDO COMO VAGABUNDO POR NÃO CONSEGUIR TRABALHAR E ESTUDAR, UM BELO DIA QUASE MATEI MEU FILHO DE 3 MESES POR ADMINISTRAR UM REMÉDIO DUAS VEZES POIS NÃO LEMBRAVA QUE JÁ O TINHA DADO.
DEPOIS DESSE DIA QUE RESOLVI PROCURAR AJUDA, FIZ EXAMES COM NEUROLOGISTA, PSIQUIATRA, NEUROPSICÓLOGA E UMA PSICÓLOGA ALTERNATIVA ONDE A ULTIMA DEPOIS DOS EXAMES ME PERGUNTOU PERPLEXA "COMO VC AINDA ESTÁ VIVO?"
DEPOIS DAS CONSULTAS E COM O RESULTADO DOS EXAMES TRADICIONAIS, VEIO A CONFIRMAÇÃO DO TDAH, E LOGO EM SEGUIDA UM CHORO REPENTINO E ESPONTÂNEO, NÃO POR TER ESTE DISTÚRBIO, MAS SIM POR TER RESPOSTAS QUE A MUITO TEMPO PROCURAVA
INFELIZMENTE NÃO TIVE MUITO APOIO DOS MEUS FAMILIARES QUE MESMO SABENDO DO DISTÚRBIO FALAVAM QUE EU TINHA QUE ME ESFORÇAR MAIS, COMO SE EU NÃO TENTASSE RSRSRS

NÃO POSSO RECLAMAR MUITO, MINHA VIDA NÃO É A DAS MELHORES, MAS TENHO UM FILHO MARAVILHOSO QUE FAZ TUDO VALER A PENA E ACHO QUE CONSEGUI DRIBLAR A MAIORIA DOS PROBLEMAS FALTAM ALGUNS COMO:

-ESTOU QUASE LÁ, MAS AINDA NÃO CONSIGO SUSTENTAR MINHA FAMÍLIA FINANCEIRAMENTE
-CONSUMO DE ÁLCOOL EXTREMAMENTE ALTO
-FIZ TRÊS FACULDADES ENGENHARIA DE PETRÓLEO E GÁS, EDUCAÇÃO FÍSICA E DIREITO, SÓ NÃO CONSEGUI ACABAR NENHUMA DELAS
-E O PIOR DE TODOS É ACHAR QUE POSSO SER MAIS E MELHOR DO QUE REALMENTE SOU, SEMPRE PENSANDO QUE VIM A ESTE MUNDO PARA FAZER ALGO MUITO IMPORTANTE, MAS QUE POR ALGUM MOTIVO NÃO CONSIGO FAZE-LO

ESSA É UMA PARTE DA MINHA VIDA QUE ESTOU COMPARTILHANDO COM VOCÊS, ESPERO QUE AJUDE DE ALGUMA FORMA

ALEXANDRE WEICH CARNEIRO GONZALEZ
 
Data: 26 outubro 2012
Enviado por: ALEXANDRE GONZALEZ
JUIZ DE FORA


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