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Quinta, Agosto 17, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Nossa história começou, minha e de meu filho Celso, quando uma professora mal informada sobre o que é o TDAH, sem saber o que fazer com uma criança de 8/9 anos mandou-o para um psicólogo porque não aguentava mais sua agitaçãO,esquecimento, falta de interesse e atenção na aula.. enfim, ela queria a todo custo que meu filho fosse para o atendimento psicológico. Houve até uma reunião com a diretora e a coordenadora da escola onde disseram que se meu filho não 'melhorasse" seu comportamento haveria sérias consequências. Então,sendo eu professora e já conhecendo o TDAH fiz o que ela sugeriu. Após 3 ou 4 atendimentos o psicólogo me disse que meu filho estava liberado e que a partir daquele dia ele mesmo iria capacitar os professores sobre o assunto pois a maneira de agir da escola é que estava fora dos padrões.No ano seguinte fui no primeiro dia explicar para a nova professora sobre o transtorno do Celso e para minha surpresa a professora já conhecia o TDAH pois seu filho apresenta o transtorno. Quando ele se agitava demais, não tinha concentração, etc, ela mandava-o buscar água pra ela, bater o apagador ou mesmo ir dar uma volta até o banheiro. E com ajuda dessa professora todos os professores da escola entenderam que o Celso agia assim porque tinha TDAH. Coloquei-o na aula de pintura e fez muito bem pra ele. Hoje aos 13 anos ele já consegue ter um pouco mais de atenção na escola, apresenta a hiperatividade mais acentuada, porém, estou sempre frisando com os professores sobre a maneira de atendê-lo.A iniciativa de vocês em promover cursos on line sobre o assunto só acrescenta para nós que sabemos na pele o quanto é difícil ter um filho com TDAH. Obrigada.
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: Josiane Pereira Bernini Neia baggio
Ribeirão Claro -Pr
Tenho 49 anos, sou casado pela segunda vez, sou carioca,.
Como falar de mim ?
É difícil até pra mim saber o que eu fui, o que sou. Cresci ouvindo: “Você é preguiçoso”; “Você é burro”; “Você é avoado”; “Você é arteiro”; “Você é isso ou aquilo”... Ou seja, sempre havia um adjetivo pejorativo vindo de alguém da família ou de um professor.
Na escola perdi a conta das aulas de recuperação, das particulares e das repetências. Da vergonha!
Cresci no meu mundo de fantasias, de amigos imaginários pois os amigos reais nunca consegui cativá-los. Cresci no mundo das surras que meu pai me dava pelo meu jeito irrequieto, pelos meus esquecimentos, pela minha falta de atenção.Lembro de me levarem , ainda adolescente a um médico, onde sem me explicarem nada, fui responder a alguns testes do tipo: O que você esta vendo nestas figuras? Monte estes desenhos e faça estes exercícios .Sai de lá com uma indicação , tomar Nootropil.. Tomei por um tempo, mas creio que por “ignorância” da família , não foi pelo tempo necessário.
A adolescência não foi fácil, as dúvidas , os fracassos, a vergonha, os receios , a desorganização, os medos só aumentavam. As trocas de letras, a impaciência em ler o texto inteiro. O pensar uma coisa e dizer outra .
Fase adulta chegou e com ela as responsabilidades e os fracassos, desde as diversas universidades abandonadas, as mudança de setores no trabalho, a impaciência e impulsividade nos comentários nas reuniões, as relações pessoais conflitantes, uma compulsão sexual, um descontrole alimentar, esquecimento de tarefas, dispersão no pensamento com qualquer som, e a total impaciência com a família.
Ouvia das pessoas observações do tipo: Você precisa procurar um psicologo! Esta sua instabilidade de humor não é normal! Vamos sair, não vou deixar você passar mais um fim de semana neste sofá vendo TV (se deixassem eu ficaria a semana sentado no sofá). Não entendia, não percebia, não enxergava, não compreendia o que me falavam, achava que minha esposa era implicante. Resultado: brigas!
Aos 48 anos, assistindo ao programa Sem Censura, onde o entrevistado era o dr. Paulo Matos eu me encaixei dentro de todas as suas colocações e disse naquela tarde: Eu sou isso!.. Eu sou TDA!
Tomei coragem e investi em descobrir o que acontecia comigo, o que e quem sou eu? Afinal não poderia e não aguentava mais, viver naquele sistema que desenvolvi, o famoso FOD.... (Quem gostasse de mim , gostaria como Eu era).
Não vou mentir e dizer que os testes foram fáceis e nem deveriam, me viraram ao avesso, sacolejaram a minha mente. Diagnosticaram, aconselharam e me direcionaram.
Hoje eu digo a minha psicologa cognitiva , minha neuropsiquiatra e a minha esposa que existem dois Marcello … Um MAP e um MDP , ou seja, Marcello Antes do Portão da Clinica do Medico e um Marcello Depois do Portão.
Não me adaptei ao primeiro medicamento e depois de mudar as dosagens me via irritado em no fim do dia. Ao conversar com a neuropsiquiatra mudamos o medicamento e tudo se estabilizou, hoje tomo um que dura 13 horas.
Percebo as mudanças, consigo acompanhar as reuniões e me manter focado no trabalho. Ainda não consigo estudar ou me manter focado na Faculdade. Ainda esqueço demais , mas sei que não é por burrice. Ainda não controlei a impaciência em esperar ou aguardar por algo ou alguém.
Mas, já consigo detectar e vencer meus dogmas, meus TOCs e deixar de ser impulsivo o famoso “boi de piranha” nas reuniões de trabalho.
Não foi e não é fácil viver fora do campo de força que criei, sem o pisca alerta do FOD....! Afinal já tinha me adaptado neste sistema de proteção, mas depois de meses de terapia cognitiva descobri como magoava as pessoas e a mim.
Tenho lido muito sobre o assunto e aconselho que façam o mesmo, hoje , diferente de quando eu tinha 12 anos, temos diversos sites, associações, testemunhos e livros sobre o TDAH.
Gostaria apenas de acrescentar que é uma batalha diária de convencimento pessoal de que não devo largar a medicação e o acompanhamento psicológico apesar dos comentários externos ao meu meio. Nenhum remédio é milagroso, nenhuma terapia é a salvação, um não funciona bem sem o outro.
Somos uma equipe : Eu, remédio, psicologo e a família.
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: MARCELLO SOUZA DO LAGO
RIO DE JANEIRO
yo tengo 27 años de edad y hasta ahora me siento un hombre con suerte<br />
por que he aprendido a ser reactante con mi tdah..creo e ignovo propuestas en el lugar donde trabajo y ademas de todo me consideran especial...yo creo que el TDAH es algo que deberiamos a aprender a cultivarlo por el bien de nosotos.
 
Data: 29 outubro 2012
Enviado por: Mauricio Restovic
santa cruz de la sierra
Tenho 22 anos e descobri a cerca de um ano e meio q tenho tda sem hiperatividade.
Por causa da ausência de hiperatividade recebi vários outros diagnósticos e tratamentos sem eficacia.
Depois de ver meu histórico escolar e minhas dificuldades na faculdade que tive que abandonar devido as complicações do tda.
A medica começou a tratar como tda e com o tratamento melhorou minhas relações com as pessoas,consegui voltar a cursar uma faculdade.
Com minha humilde experiencia percebi que um enorme descaso,despreparo e preconceito com os portadores tda principalmente quando se descobre na fase adulta como meu caso.
Por causa disso tive muitas complicações como depressão grave e fobia social devido o diagnostico tardio e enfrentei muitas dificuldades na escola e principalmente na no ensino superior e no mercado de trabalho onde a completa ausência de informação sobre o tda.
Espero que esse depoimento ajude a informar e nao deixar ninguem sofra o que eu,meus parentes e meu amigos sofreram pelo preconceito e descaso com uma patologia tao complicada como tda.
 
Data: 28 outubro 2012
Enviado por: Thiago Figueiredo
Belo Horizonte
EU TENHO UM FILHO DE 3 ANOS QUE JÁ FOI DIGNOSTICADO TDHA.
DESDE QUANDO MASCEU SEMPRE FOI DIFICIL PRA DORMIR,SEMPRE CHORANDO NERVOSO QUERENDO SEMPRE A NOSSA ATENÇÃO.
ESSA AGITAÇÃO TROUXE UM PROBLEMA NA FALA DELE E DEPRESSÃO INFANTIL,A QUAL NUNCA PENSEI QUE UMA CRIANÇA TERIA.... O RELATÓRIO DA ESCOLA DELE JA FALA NA AGITAÇÃO EM QUERER FAZER UMA ATIVIDADE CORRENDO E NÃO TERMINA-LA NUNCA.
ESTOU EM FORMAÇÃO EM PEDAGOGIA E QUERO AJUDAR MEU PEQUENO COM SUAS BIRRAS POR NÃO ACEITAR O "NÃO". QUERO QUE SEU FUTURO NA ESCOLA SEJA DE SUCESSO, POR MAIS QUE MUITAS PESSOAS ME CRITIQUEM ACHANDO QUE E AGITAÇÃO NORMAL E NÃO O TRANSTORNO.
SEI QUE É, VOU TRATAR DESDE CEDO E SE FOR PRECISO MEDICAR ASSIM FAREI PARA QUE ELE TENHA UMA VIDA SOCIAL E EDUCATIVA SAÚDAVEL.
 
Data: 28 outubro 2012
Enviado por: SHEILA FERREIRA CADINHO SILVA
CONSELHEIRO LAFAIETE MINAS GERAIS
Bom, aqui quem escreve é uma TDAH.
Hoje com 26 anos conto a minha história com as devidas explicações sem deixar lacunas. Por muitos anos vivi uma história com diversas lacunas sem explicação.
Infelizmente vivi 22 anos sem entender o que eu tinha. Sempre me achei estranha e uma pessoa diferente pela forma de pensar e agir.Eu tinha a certeza que não era "normal", mas não sabia como explicar e entender isso.
Até que na pós graduação eu estudei sobre alguns transtornos mentais e descobri o TDAH e é claro, DESCOBRI QUEM EU SOU!
Depois disso, procurei fazer cursos, ler livros e pesquisar sobre o assunto. Cada descoberta fazia com que eu me enxergasse e descobrisse as respostas para as minhas dúvidas.
Sempre tive muitos problemas por causa da minha impulsividade, falta de paciência e tolerância, preguiça, oscilação de humor, agitação mental, emoções e pensamentos confusos, memória fraca, esquecimento, falta de concentração para leitura, explicações e conversas.Tudo isso prejudicou muito minha vida social e afetiva.
Tive momentos de depressão e revolta por não ser compreendida e nem mesmo me compreender.
Após já ter quase que 100% de certeza de ter TDAH, decidi procurar ajuda médica. Fui diagnosticada (QUE ALÍVIO!), tomo Remédio para TDAH quando percebo que preciso e faço no momento terapia e meditação.
Foi todo um processo para chegar como estou hoje.
Aceito melhor minhas dificuldades, compreendo mais meus sentimentos e percebo que apesar das dificuldades aprendi que primeiro de tudo eu devo me conhecer e tentar melhorar aquilo que prejudica minha vida e constantemente refletir sobre minhas ações e nunca deixar-me levar pelo piloto automático.
É possível melhorar!
Continuo esquecida, indisciplinada, ansiosa em alguns momentos, mas hoje posso dizer que busco e treino a todo momento meus pensamentos para viver o presente e manter o equilíbrio(algo difícil, mas tento), sinto-me mais feliz e compreendo quem sou.
 
Data: 28 outubro 2012
Enviado por: Glaucia Gomes da Silva
São Paulo
Ola sou mae do um lindo menino chamado Miguel ele tem 10 anos e ainda nao esta alfabetizado...desde pequeno ele sempre eve dificuldades na escolinha eu achava que era preguiça coisa de criança..mas isso foi se prolongando e muitos problemas pela frente...Ha tres anos fui chamada na escola eles haviam desistido do Miguel..nao entendia o que se passava com ele..levei ao neuro, levei na psicologa e a partir dai nao paramos mais..Miguel tem um disturbio no processamento auditivo central, deficit de aprendizagem..hoje faz fonoterapia e psicoterapia..este ano ele começou a memorizar o alfabeto e tudo muito dificil, nao temos apoio da sociedade, da escola de ninguem,,,e uma luta diaria para que ele nao perca o interesse pela escola...a avaliação neuropsicologica sugeriu outras avaliações para verificarmos se é dislexia o caso dele...ele e muito inteligente tem uma memoria fotografica acima da meida,,mas esquece muito rapido o que ouve...bem esta e a minha historia..ainda nao houve a plena vitoria sao pequenos passos mas que para uma mae sao enormes..meu sonho e ver meu filho lendo..descobrindo as letras...abraços a todos...força a todos...ana paula da cruz
 
Data: 28 outubro 2012
Enviado por: ana paula
sao paulo
Sou professora, Pedagoga e Mestre em Educação.Como educadora, sempre me preocupei em aprofundar meus estudos de maneira que pudesse auxiliar os professores que estivessem sobre minha orientação, principalmente aqueles que se tornam meus alunos nos cursos de pós-graduação quando o assunto é Dificuldades de Aprendizagem. Porque me preocupo com isso? Porque sofri na carne e no coração o preconceito, a discriminação, a indiferença, a falta de boa vontade e amor em auxiliar uma criança com problemas de aprendizagem (meu filho).
Quando se é leigo em determinado assunto como eu era com relação às dificuldades de aprendizagem de uma criança, as coisas passam despercebidas e se acredita que a criança é apenas impertinente, sapeca, cheia de vida e energia. Era isso que eu pensava de meu filho até ele ir para a escola.Aí sim, ele se tornou um problema (para a professora): não parava sentado, se distraia com qualquer coisa, só queria brincar, fugia da sala de aula, esquecia das tarefas, não tinha atenção nem concentração, brigava por qualquer coisa (pavio curto), defendia os mais fracos, era atraído por coisas perigosas como escalar janelas, se equilibrar em muros ou goleiras de campo de futebol, trepar no galho mais alto de uma árvore, subir no telhado dos prédios, atear fogo nos cestos de lixo, cortas o fio da televisão conectado na tomada com um alicate de cutícula, destruir os brinquedos para ver como foram construídos sem conseguir remontá-los, não terminar o que começou, não conseguir seguir horários, detestar ordens e autoridades, necessitar de uma maior tempo para realizar qualquer tarefa, muito desorganizado consigo mesmo, desleixado, mas muito amoroso.
Estudei muito sobre o TDAH e fiz terapia para poder ajudá-lo. Pedi à escola uma reunião com os professores e expliquei o que ele tinha e como proceder, mas, como dava muito trabalho, nenhum professor me deu ouvidos sendo deixado de lado (ignorado e discriminado).
Foi reprovado muitas vezes até que abandonou a escola na 7ª série.Também abandonou o tratamento porque achava que eu e a médica queríamos dopá-lo e tomar conta da sua vida. Mas Deus colocou uma pessoa maravilhosa na vida dele que o mantém mais ou menos calmo com o seu amor: a minha nora. Concluiu o Ensino Fundamental aos trancos e barrancos pelas provas do ENCEEJA. Hoje, com 25 anos, está tentando fazer o ENEM. Nunca mais voltou para a escola. Agora, que está fazendo auto escola está sentindo que precisa retomar o tratamento (por causa da falta de atenção e concentração) e estou bem contente com isso. Finalmente ele vai ter qualidade de vida.
 
Data: 28 outubro 2012
Enviado por: YOLANDA PEREIRA MOREL
PORTO ALEGRE
Minha historia na verdade so começou a ser de fato uma história após eu conhecer vocês da ABDA através do curso online sobre TDAH, procurei o curso no momento em que estava me formando em pedagogia e ao conhecer o curso descobri que eu agora professora que leciono desde 1996 era portadora de TDHA e mal compreendida pelos meus professores na minha infancia, constantemente venho aprendendo e buscando a aprendizagem dentro e fora da sala de aula, e precebo que muitos professores sofrem por falta de preparo e conhecimento sobre o assunto assim como os alunos que acabam sendo discriminados não somente pelos seus educadores como por todos os envolvidos na area educacional inclusive seus próprios colegas de classe, e pecebo que as escolas principalmente as localizadas nas cidasdes de interior são as que menos possiem oportunidade de acompanhamento tanto aos alunos como aos educadores, ninguem e principalmente as prefeituras se preocupam em capacitar, orientar ou contratar especialistas para que estes acompanhem e auxiliem visando a integração e a aprendizagem dos portadores de TDHA.
Precisamos juntos mudar esta triste realidade e buscar de fato incluir e não excluir seja qual for o motivo da dificuldade ou deficiência afinal a educação é para todos e não para os "assim escolhidos".
 
Data: 27 outubro 2012
Enviado por: Ana Paula Silva Santos
Capela do Alto
Minha filha caçula completará 14 anos no próximo mês. Sua gestação foi rodeada de muita ansiedade da minha parte e da família. Nós tinhamos perdido nosso mais velho aos 6 anos vítima de câncer.Haviamos ficado com a pequena com 3 anos, que hoje está com 22. Meu esposo que fizera vasectomia fez a reversão e o sucesso veio após 3 anos.
Hoje vejo que minha filha já apresentava hiperatividade desde quando estava em minha barriga. Seus primeiros meses de vida foram difíceis, ela não dormia e eu também não. Fiquei com depressão e fui medicada.
A dificuldade maior foi quando entrou na escola fundamental e precisava copiar da lousa e fazer as lições. Ela não copiava nada completo até a hora da saída. Troquei de escola, pois achava que era manha já que eu era professora lá. Nada mudou, no outro colégio piorou, a professora fez barbaridades e ouvi cada uma dos profissionais de lá! Levamos a psicóloga, fono, ninguém nos falava!

O conflito foi grande, eu mesmo sendo pedagoga não sabia lidar. Em casa e na igreja era complicado. Brigavámos, batiámos, faziamos combinados e nada. Resolvi fazer pos em psicopedagogia o que me ajudou muito.
Mudei de escola e a levei comigo, quase todos os dias ela chegava chorando a porta da minha sala e nem tinha vergonha dos meus alunos menorzinhos. Mudei de escola novamente e desta vez desisti de levá-la comigo.
Levei-a a uma psicopedagoga conhecida nossa e recomendada pela escola. Após meses de testes veio a confirmação: TDAH. Finalmente agora sabiamos com certeza o que nos trazia tanta angústia.

Sabemos com essse diagnóstico que temos história familiar e descobrimos a resposta as minhas dificuldades na escola e até hoje e da minha mãe também.
Demorou-se muito, ela já estava com 12 anos que começou a ser medicada. Perdeu muito na escola. Mas como sempre foi viciada em ler, isso a ajudou muito.
Está sendo acompanhada com uma psiquiatra incrível. Começou usando o remédio mais fraco, só que era preciso tomar vários por dia e passou a usar o outro apenas uma vez pela manhã. Temos muita
dificuldade para pagar a consulta e o remédio que é muito caro, mas agora só vai a cada 3 meses e já irá usar uma dose mais baixa.
Este mês seu boletim: Maravilhoso! Primeiro da sua vida que tirou tudo azul e sem ajuda de professores.
Hoje está no colégio comigo. Lá é tradicional e com semana de provas, o que ajudou na sua organização. Está tudo tranquilo, mas ouvi algumas coisas estranhas de profissionais lá também. Não cobro atenção diferenciada, apenas que sente na primeira carteira e que insistam com ela e olhem se não esquece de responder lições e questões de prova.
Ela está já se comporta de acordo com a sua idade. Está mais madura e independente. Aceita o seu diagnóstico, mas diz que nunca aceitará alta. Quando a médica diz que logo ficará sem usar remédia nas férias ela não aceita, diz querer fazer tudo certinho.
Nossa linda filha nos dá muito orgulho pois é mostra de superação. Convive bem na escola, colégio, igreja e nos acampamentos do clube de jovens. Após tantos anos de sofrimento e batalhas ela tem está feliz com seu boletim e nós também!
Espero que muitas pessoas possam ser ajudadas com estes depoimentos e busquem ajuda em livros e profissionais.
Espero também que muitos sejam esclarecidos e possam olhar seus alunos com um olhar capaz de tratá-los com dignidade e respeito.
 
Data: 27 outubro 2012
Enviado por: Hélida Facchini
São Paulo


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