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Domingo, Abril 30, 2017

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Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Tenho dois filhos. Uma menina de 12 anos e um menino de 4 anos. Quando minha filha entrou para escola aos 4 anos era bem comportada. Ao passar dos anos passou a falar muito, cometer erros bobos em trabalhos de casa e provas, como por exemplo responder a questão A no espaço da questão B. Ou então conseguir escrever uma mesma palavra de três formas diferentes num texto de 5 linhas. A letra sempre um garrancho e de formas variadas. Além disso passou a ser cada vez mais desorganizada com suas coisas, a ponto de perder objetos e não dar por falta deles. A mochila da escola parecia uma lixeira. É um tal de arrancar folhas do caderno para desenhar, seu passatempo favorito. Apesar de tudo isso, nunca pensei em TDA, pois além de desconhecer o transtorno, ela mantinha notas boas e nunca ficou em recuperação. Quando o irmão chegou ela estava no 2º ano do EF e pela primeira vez a professora me chamou para sugerir um psicólogo, pois ela estava mais relapsa, distraída, falante do que o costume, a ponto de atrapalhar a aula. Achamos que era ciúmes do irmão mais novo, mas mesmo assim a levei a uma psicóloga que nunca desconfiou do problema. Ela ficou em terapia por 1 ano e meio sem que eu visse resultado. Ficava cada vez pior, principalmente em relação a organização e higiene pessoal. Esquecia de escovar os dentes, guardava roupa suja com roupa limpa. Tudo vivia espalhado e misturado. Não adiantava eu brigar, colocar de castigo, bater. Ela simplesmente não conseguia e vivíamos num verdadeiro estresse em cas. Descobri o TDA por acaso. Levei seu irmão para uma avaliação fonoaudiológica e durante a consulta ele ficou muito agitado, sem obedecer aos pedidos para ficar quieto. A fono desconfiou que ele poderia ser hiperativo, apesar de ter apenas 3 anos na época. Me entregou 3 questionários e pediu para que eu, a babá e a professora respondesse. Quando fiz isso, identifiquei minha filha em diversas características como bastante ou demais. Voltei a fono com ela, após ter repetido o teste e confirmamos minha desconfiança. Ela me orientou a procurar um neuropediatra. Fiz isso, passei pelos testes neuropsicológicos que confirmaram as suspeitas da fono. Troquei de psicóloga, começamos o tratamento medicamentoso há 1 ano e agora ela faz terapia cognitivo comportamental que vem dando resultado. Consegue se organizar melhor, entende o transtorno, aderiu ao tratamento muito bem e não tem nenhuma reação ao medicamento, mas ainda tem dificuldades com a matemática e ver horas. Também ainda não consegue dar laço muito bem e continua muito falante e impulsiva. Agora o irmão é que começa a dar sinais de tb ter o transtorno. Desde o início do ano letivo venho recebendo reclamação da escola acerca de seu comportamento agitado, ao contrário da irmã que é mais desatenta do que agitada. Nesse tempo todo cometi muitos erros quando desconhecia a doença. Minha filha não teve a mesma atenção que o irmão já está tendo. Perdi muito tempo brigando, castigando, rotulando. Depois que a gente conhece o transtorno e inicia o tratamento as coisas clareiam. Não vou dizer que é fácil. Minha filha é totalmente dependente de rotina e para isso eu preciso estar a frente lembrando os compromissos, a hora, controlando seu tempo, pois ela não tem noção quanto dura 5 minutos. Se estiver atrasada, vai manter o mesmo ritmo de sempre , pois não sabe priorizar o que fazer ou planejar qualquer atividade. Tudo isso é muito desgastante e se os pais não acreditarem, aceitarem e se comprometerem em ajudar o filho, nenhum medicamento ou terapia vai dar certo. Quando olho para meu filho e vejo que outra etapa está começando, me dá um frio na barriga. Várias vezes me pergunto pq eu? pq os dois? Ele já é diferente dela. Consegue perceber se eu cortei o cabelo, se a avó mudou a cortina, se uma gaveta está aberta. Não perde nada. Mas não sabe ficar quieto. Come muito mal, pq não tem paciência para sentar numa mesa. Só agora com 5 anos é que consegue assistir a um programa de TV por mais de 30 minutos, assim mesmo, faz isso as vezes de cabeça pra baixo no sofá. Se vê espaço como corredor de shopping, parque público, rua tranquila, sai correndo. Também adora subir nas coisas e ficar se pendurando. É independente e destemido. Se quer algo que está no alto, tenta pegar sem pedir ajuda. Sai de perto de mim com frequencia, me obrigando a ser super atenta, mais do que o normal com ele. Chego a ser mal educada com as pessoas, pois qd estou com ele, não posso tirar os olhos um minuto e com isso não posso conversar. Nunca deixei fazer passeio de escola ou ir em casa de amigo sem que eu vá. Festa de aniversário só vai se eu puder ir e se for em casa de festa. Se for em sítio, local com piscina, que tenha escada, eu nem levo para não me aborrecer. É muito inteligente e possui ótima coordenação motora. Andou de bicicleta sem rodinha com 3 anos e agora já ensaia no skate. O que eu aprendi com tudo isso? a desenvolver a paciência, pois sem ela nós é que surtamos. A reconhecer que meus filhos são mais do que especiais e que têm potencial. Consigo perceber uma inteligência mais aguçada, sutil e diferente. Minha filha sempre teve uma fluência verbal além de sua idade e meu filho possui uma independência e simpatia que outras crianças de sua idade não têm. O triste dessa história? é ver como as pessoas ainda são ignorantes no sentido de desconhecimento do transtorno. Quando comento os problemas, com frequencia ouço comentários do tipo: " isso é a idade, depois passa"; “vc é muito estressada, nunca teve infância?", "meu filho faz a mesma coisa e eu nem ligo.", "tá maluca? dando remédio tarja preta para a criança?". " Isso é falta de palmada, aqui a psicologia é a lusitana". Ouço reprovação até mesmo de pediatras e familiares. Na escola tb não é muito diferente. Não destratam, mas tb não mudam a forma de ensinar e não criam estratégias de acolhimento direcionada ao problema. Eu e meus filhos que nos viramos com terapia, remédio... Atualmente passei a me interessar por pedagogia, neuro pediatria, modalidades de ensino e tudo mais que possa direta ou indiretamente me ajudar a ajudar meus filhos. Leio cada reportagem, cada post e fico me perguntando pq o governo ainda não criou políticas voltadas para esse e outros transtornos? Qts crianças estão por aí sofrendo sem nem saber que tem a doença? E qts famílias se digladiando como antigamente eu fazia, por não entender o que o filho tem? Qts jovens se envolvendo com drogas ou criminalidade por não ter sido diagnosticado e tratado precocemente. Vejo as diferenças aqui em casa. Meu filho ainda não começou o tratamento e nem sequer foi diagnosticado ainda, mas se for, será bem mais cedo do que a irmã que passou muito tempo sendo criticada e agora tem uma baixa auto estima que necessita até de antidepressivo como coadjuvante no tratamento. Sei que o depoimento foi muito longo, mas espero que ele como tantos outros aqui possam de alguma forma ajudar a quem tb passa pelo mesmo problema ou conheça alguém que passe. Obrigada pelo espaço para o desabafo.
 
Data: 06 junho 2013
Enviado por: Glória Gomes
Rio de Janeiro
Meu nome é Patrícia, sou mãe, viúva, de um menino de 9 anos, adotado com 50 dias.
Primeiro quero agradecer à ABDA e a todos os médicos e pessoas que estão ajudando de forma profissional a divulgar e esclarecer sobre o TDAH.
No caso do meu filho demoramos 9 anos para conseguir chegar ao diagnóstico. Há 3 meses ele vem tomando medicação com uma resposta muito boa. Na verdade boa parte do diagnóstico foi feita por mim mesma procurando, pesquisando, lendo, observando.... Livros de profissionais sérios como os da ABDA e alguns outros médicos tbém foram fundamentais até para eu perder o medo (por preconceito) da medicação
Uma grande dificuldade no Brasil é o desconhecimento, inclusive no meio médico, sobre o TDAH. Outro grande problema é que quando se encontra o médico que conhece realmente o transtorno quase sempre ele não atende por convênio, muito menos em locais públicos. O tratamento é “particular” e custa muito caro para a maioria das pessoas. Meu filho perdeu um ano na escola porque eu não encontrava médico e quando encontrava era caro e eu não podia pagar. Mesmo agora é bastante difícil.
Que maravilha os depoimentos de todos aqui... faz a gente entender que não está sozinho. Dá para ver que as dificuldades são muitas e muito parecidas, porém há vários depoimentos de quem encontrou um jeito de conviver, de quem conseguiu se realizar na vida... que bom !
Quanto aos profissionais de educação é uma vergonha não procurarem se informar, se atualizar. Será que precisamos que haja uma imposição via Ministério da Educação, ou Lei, ou seja lá o que for para as pessoas que lidam com essas crianças e jovens procurem se atualizar e conhecer algo que já tem tanta informação séria divulgada?
Meu filho repetiu de ano porque não conseguia fazer as provas de matemática. Vejam bem, ele sabia fazer mas a dispersão e agitação do TDAH fazia ele entregar provas em branco. Enquanto não tive o laudo foi uma luta para a escola aceitar que ele fizesse provas na sala da psicopedagoga. Sem nenhum “favorecimento”, apenas para que ele conseguisse se concentrar nas questões.
Depois do laudo, e agora com a medicação, ele se concentra, neste ano as notas estão bem acima da média, inclusive na matemática e ele “para na cadeira”. Aliás, parece que esta é a grande e maior preocupação de boa parte dos professores: que a criança não converse, não perturbe, e pare na cadeira !
 
Data: 04 junho 2013
Enviado por: Patrícia
Poços de Caldas
Resido atualmente em Cuiabá/MT, sou funcionário público e tenho uma proposta para trabalhar em Ribeirão Preto.
Meu filho tem 16 anos de idade e tem um quadro de TDHA, atualmente ele está cursando a 1ª série do ensino médio, com uso diário de medicação.
Preciso encontrar uma escola de ensino médio em Ribeirão Preto possa ajudá-lo no seu desenvolvimento e compreenda as suas dificuldades, oferecendo-lhe uma oportunidade de crescimento
Caso alguém tenha indicação, favor enviar, se possível endereço e telefone da escola.
 
Data: 02 junho 2013
Enviado por: edivaldo genova
Cuiabá
Tenho uma filha de 13 anos, portadora de DDA e Transtorno Processamento auditivo.
Comecei minha luta quando ela tinha 7 anos, até hoje não consegui uma escola que tivesse interesse em ajuda-la. Ela mudou de escola 6 vezes, e sempre a mesma conversa aqui vai ser bem recebida e bem encaminhada. Levo os diagnósticos, a fono e a Psicopedagoga, vai conversar na escola, mas é sempre a mesma coisa. Ah Não vamos fazer provas diferentes pois ela vai se sentir mal... e assim vai.
Hoje eu e o meu marido ajudamos muito em casa, mas chega na hora da prova ela não consegue passar para o papel.
E muitas vezes já deparamos com professores que ao avaliar trabalhos fala em voz alta na frente de outros alunos, "aqui tem mão de pai e de mãe...".
Não sabemos mais o que fazer, continuamos todo o tratamento, mas na escola é muito difícil.
Só sei que a amo demais, e quero que ela seja feliz. Tenho medo que a baixa estima, e o Bulling a levge para outros caminhos.
 
Data: 02 junho 2013
Enviado por: Dirce Canonic
Por que sou eu que tenho que mudar? Garanto que meu mundo é muito melhor do que o das pessoas "normais", cheias de frescuras, querendo ser mais que os outros, pessoas infelizes e incompletas. Por que?
 
Data: 01 junho 2013
Enviado por: Heda Medeiros
Ribeirão Preto
Meu nome é Tânia Suzuki, moro na cidade de Belém, Estado do Pará. Tenho um filho diagnosticado com TDAH, o nome dele é Daniel, um garoto maravilhoso, lindo, Inteligente, que clama pelo direito de ser compreendido e respeitado em suas diferenças.
Ele está em tratamento há apenas três anos, devidamente acompanhado por um médico psiquiatra.
Observo que nossa maior dificuldade tem sido na escola, com a falta de preparo dos educadores para a inclusão de portadores de TDAH nas salas de aula. Meu filho hoje está com treze anos, mas desde o início de sua caminhada escolar, isto é, desde o maternal, temos vivido, minha família e eu uma verdadeira batalha com as escolas, eles ainda não perceberam a real importância e gravidade do TDAH.
Meu filho já trocou de escola várias vezes e sei que isso é muito prejudicial para qualquer criança, mas isto tem ocorrido em razão da constante e rotineira reclamação dos professores e coordenadores escolares, porque eles não entendem que a criança portadora de TDAH não faz ou deixa pela metade determinadas atividades não é porque elas são preguiçosas .
Até chegarmos ao diagnóstico de TDAH, minha família passou por um longo sofrimento, percebemos desde cedo que havia algo diferente com o Daniel, mas não sabíamos o que era, levamos a criança a várias especialidades médicas(clínicos, fonos,psicólogos,terapeutas ocupacionais, pediatras), pensávamos até que ele fosse surdo, até que aos 10 anos meu filho queria se matar, estava em profundo processo de depressão de tanto ouvir os professores reclamarem dele e exigirem dele algo que ele não podia dar, meu filho parou de brincar, deixou de sorrir, por mais que se esforçasse não conseguia atingir os níveis desejados pelos professores, ao buscarmos ajuda médica para a depressão, chegamos a origem do problema e descobrimos o TDAH, meu filho estava com sua auto estima arruinada.
Iniciado o tratamento temos visto a nossa criança, agora já um adolescente florescer, contudo, algumas limitações permanecem, tenho conversado com a escola continuamente, mas percebo que os professores não recebem treinamento nas escolas para aprenderem a estimular para a aprendizagem as crianças portadores de TDAH. A escola só reclama do meu filho, ele é tirado da sala de aula.
Sinto-me impotente, quero ajudar meu filho. Ele me pede para não ir mais para a escola, aí eu explico que aqui no Brasil eu sou obrigada a mante-lo na escola, se assim não fosse eu daria somente em casa todo o ensino que ele precisa, mas não podemos viver numa bolha, temos que interagir com os demais ambientes.
As escolas precisam receber informações de como cuidar dessas crianças porque na forma tradicional de ensinar eles vão destruir essas crianças, porque eu vejo isso acontecendo na escola do meu filho. A ignorância mata.
Não há uma semana sequer, não há uma reunião de pais e professores que não “chovam” reclamações de desatenção, de inquietude, de distrabilidade, de impulsividade, de não realização das tarefas, eles só reclamam e nada fazem para ajudar a criança a se sentir melhor, a crescer feliz, a produzir, a aprender. Eles pensam que a distração é ocorre por que a criança quer. Meu filho faz um esforço descomunal para ler um pequeno texto, eu sei, eu vivencio isso diariamente, percebo a sua grande força de vontade, mas não é suficiente. As crianças portadoras de TDAH precisam de ajuda profissional, precisam de professores qualificados, preparados, treinados, capacitados, com propostas pedagógicas que o estimulem a aprender, políticas afirmativas para elevar a auto estima das crianças.
É preciso que a sociedade seja conscientizada sobre o TDAH, chega de matérias mirabolantes e fantasiosas sobre o assunto, o TDAH é grave e sério.
Este é um pedido de socorro a toda sociedade para fazer chegar a todas as escolas desse país as informações sobre o TDAH e de como cuidar das nossas crianças portadoras de TDAH
Nossas crianças são os nossos maiores bens!
Tânia Suzuki
Belém/Pará

 
Data: 31 maio 2013
Enviado por: Tânia
Belém-PA-Brasil
Abaixo, alguns "sintomas" que não sei se são do TDAH, mas que acontecem comigo.

1. Nunca terminei o que começo, desde a infância. Nem coisas rápidas, como lavar os pratos ou ler um livro. Nem coisas demoradas, como uma graduação (estou na quarta faculdade sem terminar nenhuma).

2. Desde sempre, fui para minha família, a pessoa que não termina o que começa.

3. Frequentemente, faço uma pergunta mas, ao ser respondida, já não estou prestando atenção na resposta.

4. Em reuniões de trabalho, quando me perguntam o que acho do que está sendo discutido, NUNCA consigo concatenar idéias e dar um posicionamento. Fico com cara de burra. Lerda.

5. Durmo muito mas acordo cansada como se tivesse dormindo só 6h. E aí, passo o dia ainda mais desatenta e desconcentrada.

6. NUNCA chego nos compromissos nas horas marcadas. Se o horário é às 10h eu acordo às 6h. Levanto às 7h. Faço várias coisas desnecessárias até às 9h (quando começo a me arrumar). Termino de me arrumar às 9:50 e saio de casa às 10:15. O compromisso era às 10h. Aí vem a frustração do mundo todo. Me sinto impotente, inútil.

Essas são apenas algumas das vááárias coisas que me deixam deprimida.
 
Data: 30 maio 2013
Enviado por: Francisca
Aos 30 anos e 5 dias fui diagnosticada com TDAH. Estou no quinto curso universitário (nenhum concluído). Entrei no atual há 3 anos, deveria estar me formando esse ano mas ainda faço disciplinas de 1º, 2º e 3º semestres. Nenhuma além disso. Estou decidida a terminar este curso, mas, mesmo querendo muito, não consigo concluir disciplinas que exijam o mínimo de atividade fora da sala de aula. Ou seja, ler um texto, um livro, escrever uma redação ou coisa do tipo. No início de cada semestre eu estou a todo gás, até que seja exigido que se faça algum trabalho. Aí começa a aflição do "ter que começar", ter que fazer, e, pior, ter que terminar uma atividade. Desde 2010, neste curso, não concluí nenhuma matéria que exigisse que fosse feita alguma atividade "em casa". Um dos cursos de graduação pelos quais passei me possibilita trabalhar como autônoma, fazendo serviços avulsos. E isso me permite sobreviver, mas me causa muito sofrimento pois não consigo entregar os serviços nos prazos que eu mesma determino. Aí começo a dar desculpas esfarrapadas de que estou sem tempo, de que estou muito ocupada. Tudo mentira. A incapacidade de terminar as tarefas, por mais simples que sejam, me deixam extremamente angustiada e aí a situação vira uma bola de neve. Desde criança sou, pra minha família e amigos, a pessoa que "não termina nada que começa". E a angústia se instala sempre que percebo que, de fato, não termino. NUNCA li um livro didático em toda a minha vida escolar. Pra explicar/ilustrar a forma como minha vida se dá, eu falo que funciono da seguinte forma: Lembro que tenho que ler um texto. Levanto pra pegar o livro. Vejo a máquina de lavar, lembro das roupas a serem estendidas. Me dirijo à pia para lavar o prato que está lá e na verdade, pego um copo, abro a geladeira e fecho novamente. Ligo a tv, ponho no mute e começo a jogar no celular. Abro 15 abas no navegador de internet e não leio nenhuma delas. Como se meu pensamento fosse uma bolinha de borracha quicando em todas as direções e esbarrando em superficies diversas em várias direções. A bolinha não caminha em linha reta, não rola no chão nem gruda em nada. Pula, de um lado para o outro desordenada. Quicando entre a máquina de lavar, o livro, o celular, as abas da internet, as contas a pagar... E as vezes tenho a sensação que tem 2, 3 bolinhas pulando ao mesmo tempo. Ou seja, vários pensamentos desordenados e simultaneos.
 
Data: 30 maio 2013
Enviado por: Fabiana
salvador
Acabei de completar 28 anos, ainda não tenho um diagnostico formado mas estou passando por um neurologista e uma psicologa,assisti em dois programas sobre a TDAH e comecei a pesquisar a respeito, não sou hiperativa mas tenho muita dificuldade de concentração. Quando eu era criança nunca fui um exemplo de aluna, minhas notas sempre foram na margem, isso quando eu não ficava de recuperação, sempre fui chamada de lerda, desinteressada, devagar... Tinha uma dificuldade imensa em levantar cedo para ir na escola, dormia com o uniforme para ser mais rápido de levantar e sair comendo minha bolacha pelo caminho, sempre gostei de ir para escola, mesmo que não entendia nada, mesmo que a professora tirava minha cadeira para eu copiar logo a lição da lousa, sentava sempre na frente, nunca fui de bagunça e ainda ficava brava com os bagunceiros,a tabuada até hoje eu não sei,pontos e acentos são meus bichos papão e me cobro muito por isso. Quando eu estava na 3º seria, minha mãe resolveu me mudar para o período da tarde, ai que a coisa piorou, não sei se a professora não tinha muita paciência comigo, minhas notas sempre baixas ela falou para minha mãe que eu não precisava ir mas que eu já ia reprovar. Foi na 5º serie que consegui passar sem reforço, a professora de matemática e português me elogiava, no 1º a professora de artes também elogiava meus desenhos. Comecei a trabalhar e estudar, nossa! como a dificuldade aumentaram, mas mesmo assim não desisti, fiz cursos profissionalizantes e até terminei a Universidade, mesmo que paga, com exames e com DPs... meu curso de inglês ainda não consegui terminar, tenho muita vontade de estudar, passar em uma universidade federal, passar meu tempo estudando, mas por enquanto estou aqui parada sem conseguir avançar nos estudos.... meu quarto esta totalmente bagunçado, minhas coisas todas espalhadas, igualzinho minha cabeça, já não sei mais o que fazer...! Muitos não me entende, por sinal, as vezes nem eu mesmo me entendo.
 
Data: 29 maio 2013
Enviado por: Priscila
São Paulo
Olá
Estou cansada sabe...
Eu tenho 27 anos fiz marketing mais também não consigo ter concentração, foco, procrastino tudo ,sou desatenta, e extremamente comunicativa , mas eu sofro muito muito porque quero fazer tudo ao mesmo tempo e não faço nada com qualidade.
Me sinto frustrada porque já era pra ter conquistado muitas coisas em todas as areas da minha vida.acredito que reclamar não é a solução mais estou a procura de algum profissional ESPECIALIZADO EM TDAH pq as vezes fico mal quando paro pra olhar a minha vida e vejo que isto limita os sonhos grandes que tenho!!!
 
Data: 28 maio 2013
Enviado por: Camilla
São Paulo


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