Banner

abda-facebookabda-twitterabda-youtubeGoogle plus

Domingo, Julho 23, 2017

Idiomas

Português
Depoimentos
Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Meu nome é catia, tenho 3 filhos um de 18 um de 8 e um de 3 anos,tudo pra ser uma familia normal, mas não é, o jonathan de 8 anos é um menino lindo muito amado mais de um temperamento muito difiçil daquelas crianças que ninguém quer ter como visita em casa muito inteligente, td começou na escola eu tinha reclamação tds os dias do tipo ( ele dormiu a aula td, hj o aluno não realizou nenhuma das atividades proposta em sala de aula, hj a aula foi espécialmente difiçil pois o jonathan não prestou atenção em nenhuma das explicações, e passou amaior parte da aula olhando pela janela....)
Só quem passa por isso sabe a sensação de incapacidade que a gente sente, fora que pra ele ir pra escola é uma luta diaria, tinha que arrastar ele da cama, colocar o uniforme na marra muitas vezes o pai segurava e eu colocava ele chorava falava coisas que me fazia pensar onde que eu estava errando.
meu marido falava que isso era pq eu dava muita moleza fazia td que ele queria, tinha de tudo , que se fosse a mãe dele isso jamais teria aconteçido ele não foi criado assim.
até pra tomar banho é uma briga. um dia ele desenhou no espelho do banheiro que tava embaçado pelo vapor do chuveiro um hominho com um revolver na mão e uma menina que acho que era eu por ter colocado ele na marra pra tomar banho, fiquei mal .eu chegava a chorar a manha td.
qdo ia buscar ele na escola achava que o resto do dia seria melhor ,....engano meu falava com ele, e cheguei a achar que ele não escutava direito simplesmente ele não respondia nem olhava pra mim.foi ai que eu achei que precisava de um médico , fez varios exames de ouvido nada, me endicarão uma psicologa ele passou 1 ano e meio e não tive retorno nenhum, continuava tudo igual.
Mudei de psicologa foi ai que td começou a clarear. ela me pediu mais um monte de exame que não derão nada me pediu um pac, e me encaminhou pra fono, pedagoga, neuro. foi ai que me falarão pela primeira vez sobre o defict de atenção e os sintomas.
foi a partir dai que eu começei a conheçer e entender meu filho, ainda não esta sendo medicado mas esta em tratamento vamos medicar ele em janeiro, espero que meu filho possa melhorar e que a convivençia com ele fique mais façil ele tem alguns sintomas que são bem fortes....
assim como meu filho os portadores do TDA são considerados pessoas sem educação, sem limites e inrresponssáveis, tomara que isso mude .
Fico feliz por ter um lugar onde eu possa falar sem vergonha sobre esse assunto onde tem pessoas que entendem cada palavra do que eu disse tb passam por isso.
mais acima de tudo eu amo muito meus filhos e farei o que for preciso pra que ele pelo menos melhore..... bjs
 
Data: 20 dezembro 2012
Enviado por: catia costa
piracaia - sp
Oi, meu nome é Camila, tenho um filho de 10 anos e aos 9 foi descoberto através de análises de Fono e Psicopedagoga o TDAH.
Hj ele faz tratamento com neuro e toma uma medicação para TDAH....
..Enfim, vejo que tem muitos casos assim como o meu com dificuldades da escola interagir com esse tipo de problema.
Quando meu filho estava no 2º ano fundamental a escola me chamou pra dizer que ele não tinha base nenhuma pra passar pro 3º ano.
Disseram que ele tinha sido mal alfabetizado.
Por aí já se vê que não eram profissionais com conhecimento em TDAH. Me recomendaram que colocasse apenas em aulas particulares e fono. Como também era leiga no assunto, foi o que fiz e não obtive melhora nenhuma, a não ser o parecer da fono. Diziam pra eu fazer uns testes com ele, pois estava suspeitando de TDAH ou Dislexia.
Fizemos os teste e foi aí que constatou a TDAH. Começamos logo com os tratamentos, encaminhei um laudo da fono e da psicopedagoga à escola, onde contava sobre as dificuldades e o que deveria ser feito como medida aplicativa nesse caso.
Mas acredito que tudo isso deva ter sido ignorado pela escola.
As provas que me filho fazia na escola sempre vinham incompletas, faltando responder as questões.
Nunca conseguia terminar no tempo estipulado pela professora. E muitas questões ele sabia da resposta, mas não conseguia escrever.
Reclamei por diversas vezes com a coordenação, para que dessem um tempo extra pra ele ou que realizassem as provas oralmente e NADA.
Isso deixava ele bem desmotivado e triste e eu arrasada. Hj ele passou para o quarto ano. Mas com muita dificuldade ainda. Espero que esse próximo ano, com essa medicação que ele está tomando, consiga melhorar e que tenhamos equipes pedagógicas e professores capacitados para trabalhar com esse tipo de dificuldade.
Boa Sorte a todas as crianças com TDAH e a todas nós, MÃES, que sofremos em dobro com a tristeza dos nossos filhos.
 
Data: 19 dezembro 2012
Enviado por: Camila
Resende
Meu nome é Graciete, sou professora e meu filho hoje com 11 anos é TDAH, foi diagnosticado ao 6 anos, foi ao neuropediatra, piscopedagoga, fiz monte de exames , foi convidado a se retirar da escola, sofreu builyng , mas tudo foi superado na nova escola.
Hoje toma medicação para TDAH , faz consulta com psiquiatra 1 vez ao mês e psicologa 1 vez por semana, nõs também fazemos sessões para o entendimento e como agir em certas ocasiões.
Esse ano fui chamada apenas duas vezes na escola, tirou boas notas, sempre participativo, interessado.
É tratado igual aos demais coleguinhas, ele segue uma rotina com horários,sabe que toda ação haverá uma reação e consequências, sempre conversamos com ele, lhe explicando que poderá acontecer, quais a previsões de algo dar errado, pois com isso eles saberá que os imprevistos acontecem.. para não criamos expectativas.
Estamos lidando bem com a situação.Mas ainda temos muito que aprender, entender e compreender..
Ele passou para o 5º ano e para o ano que vem já estaremos nos preparando com a psicopedagoga a transição para o 6º ano onde sofrerá provavelmente mudança na rotina.
Agradeço a Escola Municipal Ver. André Nadolny e as funcionarias envolvidas na vida do meu filho elas realmente merecem minha gratidão eterna..
 
Data: 18 dezembro 2012
Enviado por: Graciete
Colombo Pr
Ola, meu nome e Fabiane moro na Suica e tenho lido os depoimentos de algumas pessoas que de alguma forma fizeram eu repensar muitas coisas.
Tenho um filho de 10 anos que foi diagnosticado TDAH com 6 anos de idade na primeira serie, na realidade ele tinha problemas ja no jardim, mas como nao poderiamos dar uma certeza do que realmente seria, ele comecou com 5 anos tratamento psicologico.
no principio pensei que seria a mudanca, pois viemos do Brasil ele tinha 4 anos, talvez este seria o motivo de tantos problemas ( nao falava o idioma, nao tinha amiguinhos, etc...), mas vcs maes sabem como eh, queremos sempre arrumar uma resposta que nao seja: " teu filho tem um problema " .
Enfim tentamos de tudo com nosso filho, medicacao de oleo de baleia otima para ajudar criancas com TDAH a se concentrar, depois medicina chinesa tudo isso junto com acompanhamento psicologico 2 vezes por semana....mas nada adiantava.
Resolvemos mudar de cidade e procuramos um lugar onde tinha muitas criancas com quem meu filho poderia brincar e etc..( pq onde moravamos nao tinham muitas criancas e ele se sentia muito so )
Quando ele entrou na primeira serie depois de um mes a professora nos chamou e disse que nao poderia continuar com ele, como estava teriamos que procurar ajuda e entao nos indicou um psiquiatra e este um excelente profissional compreensivo nos ajudou muito e ainda ajuda, meu filho teria que iniciar com medicação para TDAH
....foi muito triste ter que dar medicamento para meu filho mesmo eu tendo conhecimento do assunto,foi duro...mas acabamos dando.
... Hoje meu filho esta em uma clinica/escola especializada para criancas com problemas de integracao social, tdah etc.. La eles poderao ver como podem ajudar realmente meu filho a estudar e qual escola sera mais apropriada para ele. No inicio queria voltar para o Brasil...por isso quando comecei a escrever disse que estes depoimentos me fizeram repensar em tudo, porque eu aqui tenho apoio do governo para meu filho, eles pagam todo o tratamento dele e o nosso ( nos pais precisamos de acompanhamento tb, nao eh facil...)
E aqui ainda aqui tem escolas especializadas para estas criancas meu filho ira ficar somente ate fevereiro nesta clinica/escola e depois sera encaminhado para uma escola especializada.
Eh trite nao ter ajuda no Brasil. Estas criancas precisam de pessoas especializadas para lidar com elas para dar a chance de nossos filhos terminarem os estudos, fazer uma faculdade, se realizar profissionalmente.
Eu daqui estou orando para que a situacao no Brasil mude e ajudando como posso porque se um dia eu tiver que voltar para o Brasil precisarei tambem ajuda para meu menino.
Boa sorte para todos!
 
Data: 18 dezembro 2012
Enviado por: Fabiane
Eglisau
Olá!
Meu nome é Luana de Britto Barboza, tenho um filho de 8 anos que foi diagnosticado TDAH aos 6 anos.
Também,como muitas mães eram constantes as reclamações na escola.
Achei que fosse uma fase, que isso iria passar,mas depois de um tempo começou a atrapalhar o desempenho escolar dele a ponto de não querer aprender a ler.
Ele afirmava que não queria aprender, de jeito nenhum, e o que mais me machucava era perceber que alguns amigos o desprezavam, devido o seu comportamento, e era constante o castigo, a proibição de tudo o que ele mais gostava.
Hoje ele faz acompanhamento com uma neuro,excelente... que foi um divisor de águas na nossa vida.
Ao contrário de antes só ouço elogios dele na escola, ele nunca foi agressivo, mas tirava a paz de todos os amigos porque não conseguia ficar quieto, e não deixava ninguém quieto.
Já fez tratamento com uma NEUROPSICOLOGA e ela o encaminhou para a neurologista.Faz tratamento com medicamento, e este ano tirou ótimas notas na escola.
A professora me disse que ele é o aluno mais participativo da classe. Me encheu de orgulho.
Espero que meu depoimento ajude a outras mães, busquem ajuda, e tudo será diferente...não é nada fácil...mas não é impossivel.
Que Deus abençoe a todos!
 
Data: 18 dezembro 2012
Enviado por: Luana de Britto
Catanduva
Ola meu nome 'e Laura meu filho hj tem 18 anoas esta na 8 serie porque nao temos professores que saibam lidar com deficit de atenção.
foi expulso de escolas, aptou nao estudar mais o que é muito triste para mim que sou mae.
Teve varias amizades afastadas, familiares, enfim ele sofre muito.
Gostaria muito que os professores fossem mais preparados para nos ajudar vou leva-lo ao psicologo para melhorar com ele mesmo sair do mundo irreal .
 
Data: 18 dezembro 2012
Enviado por: laura
Anapolis
Olá! sou professora e tenho um filho com o diagnóstico de TDA/H e TDO
Ele nasceu prematuro, porém sem grandes problemas. Desde que ele começou a ir ao Cmei, iniciaram os problemas, eu era chamada para ouvir, que ele não conseguia ficar com outras crianças e por isso passava boa parte do dia no berço e que também passava o dia todo sem comer.
Por volta dos dois anos, ele saiu com o pai de carro, enquanto eu estava na escola. Quando cheguei em casa me contaram que ele havia aberto a porta do carro e caiu com o mesmo em movimento, graças a Deus não se machucou.
Foi quando decidi procurar um especialista, um neuropediatra, que me orientou a tira-lo do cmei e colocar em uma escola particular e então ele começou a tomar a primeira medicação, porém ainda em baixa dose, pois era muito pequeno e realizou vários exames que comprovaram o TDA/H.
As reclamações na escola eram diárias e a não compreensão do assunto por parte do corpo docente também não auxilia em nada.
Eu fui fazer pós graduação em neuropsicologia e educação para poder entender mais sobre o assunto e auxiliar meu filho e também na escola.
Hoje ele está em uma escola q graças a Deus abraçou o TDA/H, ele faz psicoterapia, está tomando medicação e o seu laudo ainda acrescentou-se o TDO.
É muito difícil sair com ele, fazer coisas simples como ir a um parque, ir ao supermercado, a casa de outras pessoas.
sentir que seu filho não é bem vindo nos lugares porque ele não compreende e nem consegue seguir regras simples é muito doloroso, ver pessoas mandando ele sair, dizendo que ele é mal educado...
já me xingaram em salas de espera de médicos por não dar educação ao meu filho, em estacionamentos e assim por diante.
A angustia é muito grande, mais quando olho para ele percebo que só tem a mim, peço a Deus que me de forças e Fé para continuar a lutar para que meu filho possa de ter uma vida normal, de ser aceito e também para que dentro das suas limitações ele possa ser feliz.
 
Data: 16 dezembro 2012
Enviado por: kellen
curitiba
Meu nome é Odete,criei meu neto Gabriel desde muito pequeno, mas a medida que foi crescendo percebi que era diferente,aos quatro anos falava sómente palavras básicas,aos cinco percebi que tinha crises de ausencia levei ao neuro foi diagnosticado um tipo de epilepsia.
na escola muitas dificuldades,tomou medicamentos durante alguns anos, sofri muito pois as escolas usavam a gente como ping pong de escola em escola.
não conseguia aprender a ler, mudamos para são paulo a procura de ajuda,lá foi diagnosticado como copista era o que ele fazia bem,foi lá também que ouvi falar pela primeira vez da dislexia.
Hoje com quinze anos aprendeu a ler ,não tem muita paciência e nem vontade de ir á escola,em fevereiro consegui que uma entidade filantrópica que pediu avaliações para ver se ele realmente se encaixava nas normas da fuvae apae.
foi diagnosticado,uma pequena deficiência mental e uma grande intelectual,hoje frequenta escola normal de manhã a tarde oficina da fuvae,tem também uma espécie de reforço,porém não mostra interesse nenhum pela escola normal.
Este ano foi para o quinto ano pois não podem mais retê-lo na escola,sua mãe minha nora faleceu de diabetes quando ele tinha cinco anos, o pai é ex dependente de crak a secretaria de educação decidiu que ele deve estudar em uma escola que fica um pouco longe de casa, sendo que temos uma no nosso bairro pertinho de casa,assim não dará para passar em casa para almoçar antes de ir para fuvae.
fui na escola que tem no meu bairro falaram que não tem vaga principalmente para ele que é considerado especial, tem que ficar em uma sala com menos de 25 alunos não entendi porque ,não existe uma lei que permite que todos sejam tratados com igualdade?
fiquei com trauma destes anos todos lutando para conseguir escola para ele,ele não pode estudar longe tem medos inexplicáveis, não sei mais o que fazer,aqui está um pedacinho da história do meu neto,só fiquei sabendo sobre o TDAH aqui na internet.
odete vilas boas.
 
Data: 16 dezembro 2012
Enviado por: odete vilas boas
varginha
Meu nome é Valéria, sou assistente social tenho dois filhos, o mais novo tem TDHA, gostaria de relatar a minha aflição até descobrir o tratamento correto para ele.
Antes de começar o tratamento eu era chamada constantemente na escola, ele não tinha amizades e era rotulado como uma criança desordeira extremamente violenta.
As escolas tanto públicas como particulares não estão preparadas para receberem essas crianças o que torna a vida dos pais complicada.
Graças a Deus hoje ele está medicado, tem 07 anos passou para o 3° ano, consegue ler e também se relaciona bem com seus amiguinhos, mas ainda não conseguiu totalmente desconstruir aquela imagem antiga, creio que irá conseguir, afinal nossa luta está apenas começando, há um longo caminho pela frente, mas iremos vencer.
 
Data: 16 dezembro 2012
Enviado por: Valéria dos Santos
Viana
Tenho dois filhos e o mais novo foi diagnosticado como hiperativo quando estava com três anos e meio de idade; na época não existia o TDHA ou, se existia, não ouvi médico nenhum falar a respeito; existiam apenas a hiperatividade e o DDA.
Vou tentar aqui resumir a minha história, pois com certeza essa é uma grande jornada e uma grande luta diária. Minha história com meu filho começou quando comecei a observar certos comportamentos nele que julguei estarem "fora do padrão" e que me fizeram buscar respostas.
Apesar de toda criança pequena possuir muita energia, ele a possuía "por demais"; era desatento, estabanado. Vivia se machucando: com dois anos e meio em uma sequência de três meses, sofreu uma palatoplastia, uma fratura da tíbia e uma queda da bicicleta que me deixou completamente apavorada. Mesmo sendo pequeno, não tinha menor noção do perigo.
O irmão, um ano e meio mais velho apenas, também era "levado" como qualquer criança... mas seu comportamento era muito diferente. Até encontrar finalmente um médico que despertasse a minha confiança para que o tratasse, percorri muitos consultórios médicos e meu filho fez muitos exames, incluindo a ressonância magnética.
Na escola, sua atenção se voltava apenas para as aulas de matemática e informática. Demorou a conseguir ser alfabetizado e chegou a ter suspeita de que era disléxico; graças a uma professora dedicada meu filho conseguiu aprender a ler e a escrever e essa história vou relatar aqui pois quem sabe possa ajudar profissionais da educação que por ventura se deparem com um situação dessas com algum de seus alunos: meu filho sabia todo o alfabeto mas não conseguia completar sua alfabetização. Depois de várias tentativas usando métodos tradicionais, a professora dele decidiu então, a fim de despertar nele o interesse em ser alfabetizado, "entrar no mundo dele" (meu filho não era autista) e conversava muito com ele a fim de descobrir quais personagens infantis ele mais gostava; e foi assim então que conseguiu alfabetizá-lo, através dos nomes desses personagens, desmembrando as letras e as combinações das mesmas.
Até hoje agradeço a Deus por essa professora abençoada que cruzou o caminho do meu filho! Foi uma luta constante para que ele pudesse ter tudo o que necessitava. Eu pedia bolsas de estudo nas escolas, procurava profissionais que prestassem serviços baseados em orçamento familiar, mas enfim ele conseguiu ter quase tudo o que precisava: psicóloga (fez ludoterapia), neurologista e fonoaudióloga. Faltou a psicopedagoga também solicitada pela escola na época, mas essa infelizmente eu não tive como pagar. Estava separada do pai dos meus filhos e infelizmente ele sempre foi ausente. Sua única presença era a pensão alimentícia e dessa eu fazia o que podia para que pudesse cobrir todos os gastos.
Eu não tinha como trabalhar fora pois precisava que o levasse nas consultas. Sei que cada história é única porém no meu caso a do meu filho misturou-se com a minha e tornou-se uma só história. Pois era uma vigilância constante para defendê-lo da discriminação e das humilhações as quais passou inúmeras vezes.
Não era "educado" e portanto, não era bem visto pelos pais dos amiguinhos; atrasou-se no estudo e então era "burro", como foi chamado uma vez na porta da escola por um aluno de uma série mais avançada quando, interrogado pelos colegas de turma o porque ainda com dez anos estar na segunda série do ensino fundamental.
E por aí se repetiam cenas diferentes mas sempre com a mesma conotação. E ali nessas cenas eu surgia. Certa vez telefonei para o pai de um dos amigos de meu filho que havia "proibido essa amizade" e "soltei os bichos" nele falando que, antes que rotulasse meu filho de qualquer coisa que fosse...que buscasse se informar sobre o que era hiperatividade; e que discriminação era crime e que não perdoaria tal coisa com meu filho.
Esse é só um exemplo de uma situação que acontecia em meio a tantas outras. E assim foram anos seguidos da minha vida até o momento em que meu filho não mais necessitou de remédios, nem de fonoaudióloga e nem de psicóloga.
Hoje ele está com 21 anos de idade e quem o conhece sequer diria que um dia quando criança teve diagnóstico de hiperatividade.
Estuda, trabalha e tem uma vida tranquila e estável. Conseguiu recuperar auto-confiança e auto estima. Mas, por que falo tanto em minha atuação em relação à hiperatividade que meu filho possuía? Porque muito depende de nós, pais de crianças com TDHA.
As escolas deveriam ter estrutura para crianças com esse déficit? Com certeza que sim, porém não têm.
Existe algum programa do governo na área educativa e de saúde voltado para essas crianças necessitadas de uma atenção em especial?
Pelo o que eu saiba não existe...
Então, o que eu posso deixar aqui como depoimento, para resumir a minha história é o seguinte: sem a sua dedicação, pai ou mãe.. ou ambos, fica muito mais difícil essa jornada.
Busquem alternativas, procurem profissionais, avaliem respostas, acompanhem seus filhos, defendam e lutem pelos direitos deles.
Se uma porta se fecha, sempre se encontra uma que se abre. E embora muitas vezes nos sintamos esgotadas (só quem é mãe de uma criança hiperativa compreende como é sua rotina diária), não desista! Eu passei por muita coisa. Fiquei doente com problemas de stress, pois eu não descansava, além disso tudo meu filho me exigia uma atenção constante, como se toda a atenção do mundo que eu desse a ele não fosse nada. Nunca era o suficiente.
Então, é muito difícil essa luta... pelo menos na nossa "época" foi. E mesmo que hoje em dia ainda seja, não desistam. Acima de todo apoio profissional que possam ter, o maior apoio que necessitam é o de vocês.
Contar toda a minha história seria como escrever um livro, mas desejo que essas poucas palavras deixadas aqui possam ajudar alguém.
Obrigada pelo espaço.
Fiquem com Deus.
 
Data: 16 dezembro 2012
Enviado por: Rita de Cássia Barreiro Barbosa D'Oliveira
Palhoça - Santa Catarina


Envie o seu depoimento
* Campo obrigatório.
Nome:*
E-mail (não será divulgado):*
Cidade:
Link do vídeo:
Código de segurança:
Colocar o código de segurança aqui:*
Digite aqui seu depoimento:*
O seu depoimento será avaliado, publicado ou não mediante aprovação. Comentários que contenham termos vulgares, palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Citações sobre nomes comerciais de medicação e nomes de profissionais, eventualmente serão excluídos.

Erros de português não impedirão a publicação de um comentário. Caso seu depoimento tenha mais de 1600 caracteres (20 linhas) ele será moderado e editado para publicação.
Ao clicar em enviar, você está concordando que o seu depoimento seja publicado neste Portal e que a ABDA utilize-o em outros materiais de seu uso exclusivo.

Enquete

A partir da sua experiência, marque abaixo qual é o campo de atuação profissional que você considera menos preparado e com maior desconhecimento sobre TDAH?

Cadastro de Profissionais

Clique aqui e veja as regras para se cadastrar no site da ABDA

Saiba mais

Banner

APOIO E PARCERIAS

abp_logo      1598324 714481408570106 749451181 t       acm pq transparente       and_logo      cna_logo     instituto_pazes     manita_logo      marpa       riostoc
       universidade-veiga-de-almeida-158-Thumb