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Domingo, Maio 28, 2017

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Depoimentos
Participe enviando para nós a sua História Real, em texto ou vídeo. Você que é portador de TDAH, parente, amigo, professor ou terapeuta, conte-nos o seu testemunho. Você pode enviar seu vídeo utilizando o campo link do vídeo (ex: Youtube, Vimeo, Google Vídeos, etc.)

Meu nome é Andréa, tenho 2 filhas uma de 16 anos e outra de 12 anos.
minha filha de l6 anos foi diagnosticada TDAH e em junho de 2012,iniciamos o tratamento com medicação e com coaching .
Notei uma grande melhora no comportamento dela, está mais confiante , sua auto estima melhorou e teve um bom desempenho na escola no quarto bimestre,apesar de ter ficado em recuperação conseguiu com seus méritos ser aprovada para o 3ºano E.M,
fiquei muito feliz pois ano passado ficou em dependência em matemática e física mesmo com professor particular.
É uma boa filha, muito tranquila com poucos amigos muito reservada,tímida e bem elogiada pelos professores mais apresentava dificuldades, demorava mais para pegar as matérias e em casa eu sempre brigava com sua desorganização e por deixar as coisas para resolver em cima da hora.
com o coaching eu e meu marido estamos aprendendo lidar melhor com o limite dela,não é fácil mais está valendo apena e acredito que sairemos vitoriosos com ajuda desses anjos que Deus colocou em nossas vidas, pois pedia a Deus para me dá uma luz.
 
Data: 27 dezembro 2012
Enviado por: Andréa dasGraças Grosso
santana do deserto
Prezados,

Resolvi escrever (mesmo no fim do expediente, mas quem tem TDAH sabe, muitas vezes outra atividade nos tenta a tal ponto que temos que parar o que estamos fazendo) pois vejo que predominam depoimentos de pais (nada contra, por favor, façam-no). Eu tenho um filho com TDAH, sei o que passam! E só pude cuidá-lo como merece, pois suspeitava desde o primeiro ano de vida, porque EU sou portador de TDAH. Como meu pai e meu irmão, embora não admitam nem tratem...

Não vou contar aqui tudo o que me passou. Tenho 31 anoe e como todos, me isolei, criei mundos fantasiosos além do razoável, sofri acidentes de trânsito - por distração ou sono, perdi matérias, quase reprovei, passei maus bocados por falar demais, briguei,perdi dinheiro, fiz negócios estúpidos, SOFRI AOS MONTES calado. Fui taxado de burro, de preguiçoso, de arrogante, de prepotente, de displicente, de irresponsável...

Minha redenção veio aos 28 anos, e minha vida mudou desde que me trato. O humor melhorou, os acidentes sumiram, as tarefas iniciam e terminam, não durmo mais em filmes e reuniões, nem dirigindo, não perco mais tantas coisas, SOU MAIS FELIZ!

E assim cuido de meu filho, para que seja tb feliz, e contorno com paciência e cuidados, os seus momentos de "desvio".

A maior mensagem: Sofri muito, muito mesmo! Mas enfrentei! Enfrentei e venci!
Consegui me ater à minha inteligência (a maior parte dos TDAH são geniais, por mais que não pareçam) e enfrentar a distração e o pensamento acelerado.

Lutei contra mim mesmo e todos, me foquei no que acreditava e gostava, me formei em Zootecnia, antes de todos na turma, fiz milhões de coisas, não me segurei - fui escoteiro, lutador de kung fu, domador de cavalos, pesquisador, locutor de rádio, cantor de banda, guia de montanha, professor de química, chefe escoteiro, atleta e treinador de rugby, radioamador, mergulhador, vendedor e muito mais.
Hoje tenho minha posição em uma multinacional, gerenciando vários países e com uma boa carreira ainda pela frente, com respeito dos meus pares e prestígio profissional...

... e, mesmo medicado, sigo todos os dias lutando contra o TDAH e dominando-o, não deixando-me dominar!

Deixo o relato para que os que sofrem de TDAH possam se encorajar e espelhar, e para os pais que, como eu, dedicam-se de corpo e alma na luta contra esse mal que castiga nossos filhos, possam se sentir amparados por um futuro que pode ser, sim, muito bom!

Quisera eu que meus pais tivessem feito tanto por mim e a trajetória seria muito menos dolorida, mas sequer sabiam, coitados.

Encorajem seus filhos! Dêem o carinho e estímulo que merecem! E, Deus me ouça, poderão dar-lhes tanto orgulho como dou, com muita satisfação, hoje, aos meus pais!

Abraço a todos e FORÇA! SEMPRE!
 
Data: 26 dezembro 2012
Enviado por: Guilherme
Indaiatuba-SP
Olá, meu nome é Carolina.
Tenho 21 anos e fui diagnosticada com TDAH quando tinha 19 anos. Desde pequena nunca consegui aprender matemática e nem me focar no estudos.
Passava de ano na escola porque os professores gostavam de mim e me davam trabalhos para aumentar a minha nota, mas sempre tirava 0 nas provas, principalmente em matemática, física e química.
Na minha casa, meus pais sempre me chamavam de preguiçosa, pois sempre ficava no quarto, reclusa. Nunca gostei de me relacionar com outras pessoas.
Quando cresci e fui diagnosticada com TDAH, ficou tudo claro para mim. O que eu tinha não era preguiça, nem falta de força de vontade. Era um problema sério.
Minha mãe ficou até com remorso quando o médico falou para ela o diagnóstico, pois ela a vida inteira tinha me xingado e me chamado de preguiçosa e outros xingamentos.
Comecei a me tratar com medicação e hoje estou melhor. Vou cursar uma faculdade ano que vem, arrumei um emprego e consigo me relacionar com as pessoas.
Ainda fico muito tempo no quarto, mas sinto que vou conseguir melhorar e sair mais. Espero que esse depoimento ajude as pessoas a entender que mesmo descobrindo o diagnóstico já adulto, ainda há tempo para mudar e ter uma vida normal. Obrigada.
 
Data: 25 dezembro 2012
Enviado por: Carolina Rodrigues
Campinas/SP
Fernandinha, é minha terceira filha, veio de uma gravidez difícil, após um aborto quando estava com seis meses e meio de gestação, o medo foi meu companheiro constante, quando estava com cinco meses, minha mãe descobriu que estava com um tumor benigno no cérebro, após uma cirurgia, teve complicações e ficou todo o restante da minha gestação em coma induzido.
Minha mãe saiu da UTI dia 24 de janeiro, exatamente um dia antes do nascimento da Fernanda. Tive uma semana antes do seu nascimento, uma piolonefrite e embora os médicos alegarem que ela não corria riscos, Fernanda nasceu com infecção urinária e a teve de maneira reincidente até os dois anos de vida, nasceu também com uma fenda no palato posterior, tendo sido submetida a cirurgia com um ano de vida e uma hipotonia na musculatura abdominal, motivo que teve que fazer fisioterapia desde o seu nascimento até quase três anos de idade.
Fernandinha, sentou-se com um ano, andou aos dois, com essa idade pesava pouco mais de 12Kg, por tomar medicamento para as infecções urinárias. Considero, Fernanda... meu milagre vivo... quase a perdi... por várias vezes... engasgada com o leite ou comida que pelo seu problema teimava em sair pelo nariz e/ou aspirá-los, como não tinha força para mamar e os riscos que isso poderia causar, tomava 20 ml de seu leite a cada 20 minutos, durante o dia e a noite e tomou mais de 50 injeções
Venceu, superou e ao iniciar sua vida escolar, percebi que seu tempo de aprendizagem era diferente, acreditava que se devia a todos os problemas que teve ao nascer.
Porém ao inciar o primeiro ano,isso ficou mais evidente, como formada na área de educação, fui buscar informações, acabei por fazer pós graduação em psicopedagogia o que me ajudou a entender o disgnóstico da Fernanda.
Fernanda tem Deficit de Atenção. Fez tratamento com uma psicopedagoga que nos orientou, a mim e a escola dela, como lidar com crianças com esse problema.
Recebeu alta, mas a dificuldade em lidar com matérias decorativas e fora do seu interesse ainda são grandes. Ficar de exame e de Conselho de Classe são rotina para ela, mas ela não se queixa e não se abate.
O preconceito é muito grande, embora seja velado, os amigos não a chamam para sair ou para festinha, a escola a acolheu e mantem maneiras diversas de avaliações.
É uma menina extremamente meiga, carinhosa, amiga, solidária e sabe que sempre precisa de um tempo a mais para absorver determinado conteúdo escolar.
Fernanda é meu presente de Deus... é meu milagre vivo... é a comprovação que com respeito, tratamento adequado, carinho... paciência ela pode chegar onde quiser e o mais importante para mim SER FELIZ!!!
 
Data: 23 dezembro 2012
Enviado por: Rosângela Dragone Latini
Caraguatatuba
Sou TDAH.
primeiro queria deixar uma lição pessoal aos pais.
Eu terminei a alfabetização analfabeto.
Iria repetir a série pois não sabia ler e escrever (depois de um ano longo). Minha mãe tentou reverter isso nas férias.
Como?
Pregou na parede da sala o alfabeto e combinações de palavras. A cada certo meu eu ganhava um bombom, e a cada grande tentativa e esforço, também.
Eu passava pela sala de casa o dia todo e acabava parando alguns segundos na sala pra tentar aprender o que minha mãe queria ensinar.
E deu certo. Não reprovei (o que seria uma série seguida de frustrações, se ocorresse - afastar de amigos, repetir assunto, sentir-me inferior).
Outra coisa, foi ter uma professora de reforço que, a cada parágrafo do texto que eu lia, ela pedia pra eu explicar o que queria dizer o que eu li (tanto em relação ao parágrafo quanto à totalidade do texto).
Mas minha vida escolar sempre foi conturbada. isolamento social, horrível em matemática, dificuldade de me concentrar e ficar sentado.
Hoje faço História numa universidade pública (já parei e reiniciei).
Outra questão é: minha família me escondeu até meus 23 anos (a poucos meses) que eu tenho TDAH. Acho que era medo de que eu sofresse.
Eu descobri por este site que eu tenho e eles me confessaram depois .
O problema é que passei a vida me achando um lixo, indisciplinado, que não termina nada, com poucos amigos, sem me manter paciente numa aula, professores me chamando de todo tipo de nome, etc.
Foi um alívio descobrir.
Já tive séria depressão, isolamento, grandes projetos inacabados, uma família tipo repressora que baixa minha estima (tem que dar resultados, eficiência, corresponder, etc.), fama de maluco.
To parado e a família já sofreu tanto que, por mais que me amem, não suportam discutir isso ou mudar rotina (já que assim, bem ou mal, segundo eles, tamos indo). E tentam me empurrar, por exemplo, pelo método da crítica (quando o melhor seria o elogio e o estímulo)<
Procurei por conta própria psicólogo. Não tive como ir a um cognitivo-comportamental. Estou indo a um humanista que ajude na auto-estima e outras coisitas más (mesmo não servindo a fundo).
Sou de pensamento libertário sobre quase tudo na vida. É preciso "só" ir à prática.
Tem mais história,mas fica pra outro depoimento.
Espero que ajude.
 
Data: 22 dezembro 2012
Enviado por: João
Teresina
Oi, meu nome é Anailde,tenho uma filha 15 anos e desde a alfabetização que ouço os professores dela dizerem q ela é muito dispersa,que não terminou a atividade proposta em sala de aula.
Quando ela foi para o 5 º ano, mudei ela de escola,e desde então ela nunca cosegue passar de ano sem fazer recuperação.
levei a um psicologo que me disse que ela não tinha nenhum problema de deficit,q ela apenas tinha um aprendizado mais lento,já recorri a varios metodos didáticos e pedagogicos,mas como sou professora noto uma certa dificuldade dela em varios momentos em que estou estudando com ela,gostaria de receber via e-mail orientação,pois isso me incomoda muito e ela sofre psicologicamente,em ver as colegas alcançarem seus objetivos escolares e ela ter tanta dificuldade para alcança-los.
 
Data: 22 dezembro 2012
Enviado por: Anailde
jequié
RELATO DE MARIA
O nome utilizado neste relato é Maria, para preservar a identidade de nossa filha.
Desde o nascimento, Maria demonstrava ser uma criança impaciente, deixava claro quando havia algo que a incomodava, chorando aos berros, pulava o tempo todo, parecia ter molas nos pés. Não dormia a noite toda, acordava de hora em hora e era difícil saber o que estava faltando para dar-lhe conforto.
Com o passar dos três primeiros anos, notava-se que o limite era o teto, pois subia nos móveis, armários, via o mundo de cabeça para baixo grande parte do tempo, transpirava demais e as roupas a incomodavam.
Ao iniciar o período de alfabetização, trazia as tarefas para casa, mas nunca conseguia terminá-las, levantava o tempo todo, ora para tomar água, ora para ir ao banheiro. Outras vezes, parecia no mundo da lua e se distraía até com mosquitos que passavam por perto.
No início da infância, passou por um período de gagueira, parecia querer falar na velocidade de seu pensamento. Tinha dificuldades em seguir regras, perguntava e falava demais, atropelava a conversa dos adultos e não parava nem para comer, o prato tinha que acompanhá-la. Os dias pareciam uma corrida contra o tempo.
Na segunda série do ensino fundamental identifiquei que era preciso fazer algo, pois o caderno voltava vazio e a professora da escola municipal fazia o possível com um grupo de cinqüenta alunos. Foi então transferida para a rede particular de ensino na terceira série.
As dificuldades aumentaram, pois a perda de conteúdo didático trouxe muitos prejuízos, sendo necessário iniciar o reforço escolar. Ao iniciar o segundo ciclo do ensino fundamental, a situação estava crítica, não sabíamos se a tal dispersão era devido ao fato dela não gostar de estudar, preguiça ou algo que não sabíamos o que era.
Na sétima série, tivemos o caminho iluminado, pois uma nova Coordenadora Pedagógica da escola aconselhou a levá-la ao neurologista, pois percebia nela uma dificuldade e não uma displicência. Seguindo esta orientação, procuramos um especialista que após as avaliações clínicas e exames, nos deu o resultado: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade de grau acentuado, prescrevendo medicamento .
Nesta época, o baixo rendimento escolar já havia deixado marcas na vida de Maria que entrou em depressão e teve que interromper o tratamento, sendo encaminhada à psiquiatra para fazer uso de antidepressivo.
Na escola, pedimos ajuda no sentido de que a mesma aplicasse alguma avaliação diferenciada, visto que na época Maria fazia aula extracurricular para reforço, o que não aconteceu, visto que a Coordenadora dizia que não podia criar um processo de discriminação com a aluna.
Na verdade, a discriminação já existia e a grande perda de conteúdo aumentava mais ainda a distância entre ela e os outros alunos.
Sugerimos a Maria. mudança de escola, mas a mesma tinha tanto receio de aumentarem as dificuldades que achou melhor ficar onde estava. Após melhora da depressão, a psiquiatra introduziu novamente o medicamento para TDAH, na tentativa de nova adaptação.
Na primeira série do ensino médio o conselho de classe reunido no final de ano queria reprovar por unanimidade Maria.
Diante de todos os relatórios médicos encaminhados à escola, inclusive da professora que dava aulas particulares de reforço, procuramos orientação na Delegacia Regional de Ensino, que orientou a protocolar o pedido de revisão das notas, visto que é um direito do aluno com TDAH ter uma avaliação diferenciada.
Assim procedemos e a Diretora da escola assumiu o compromisso de passá-la de ano. Mudamos Maria de escola e ela concluiu o ensino médio numa instituição com abordagem pedagógica mais dinâmica e moderna, com muitos recursos áudio visuais, aulas multidisciplinares, mais interativas, deixando para trás rótulos e estigmas.
Aos 17 anos, a médica identificou, após longo período de acompanhamento, o transtorno do humor ou transtorno bipolar.
No decorrer destes anos, encontramos muita ajuda tanto dos profissionais que a acompanharam, principalmente da médica psiquiatra, quanto dos artigos que encontramos no site www.tdah.org.br, além do livro que ganhamos de presente da médica, de autoria do Dr. Paulo Matos, No Mundo da Lua.
Hoje, ela tem 20 anos, cursa o primeiro ano da faculdade de Direito, fechou o ano letivo com a aprovação em todas as disciplinas e a vitória maior: sem a medicação que precisou durante os primeiros anos de tratamento, pois reaprendeu a estudar, estabeleceu uma rotina e gosta do que faz. Hoje nos questionamos se a mudança de escola tivesse ocorrido logo no início da identificação do TDAH, para outra com abordagem mais interativa e professores mais preparados, talvez ela não tivesse perdido tanto conteúdo didático.
Gostaríamos de parabenizar o excelente trabalho fornecido pela equipe da ABDA, pois a falta de esclarecimento é semelhante ao caminhar no escuro.
Desejamos aos que iniciaram recentemente a caminhada para o entendimento do TDAH, que não desistam da busca por informações e troca de idéias com pessoas que também possuem o transtorno e compartilhamos alguns aprendizados:
- Não rotule seu filho e não permita que ninguém o faça;
- Antes de iniciar o tratamento, tenha a certeza de que a criança/adolescente foi avaliada, de preferência por um bom psiquiatra, com apoio psicológico e psicopedagógico, além de reforço escolar e principalmente apoio familiar;
- Avalie se a escola que o filho estuda tem uma abordagem didática que permita à criança desenvolver-se.
A escola ou o professor que enxerga seu filho como parte de uma massa estudantil, que deve cumprir os mesmos requisitos que os demais, com muito conteúdo didático e pouco acolhimento, pode prejudicar muito o processo de aprendizagem e sabemos que o baixo rendimento escolar prejudica a criança em todos os aspectos.
Existem muitas escolas que fazer a propaganda enganosa da falsa inclusão.
A criança com TDAH precisa de métodos coerentes, professores dinâmicos e abertos à realidade atual, que colocam em prática a Lei das Diretrizes e Bases da Educação.
Boa sorte a todos!
Grande abraço!
Maria de Lurdes
 
Data: 22 dezembro 2012
Enviado por: Maria de Lurdes
Ribeirão Preto
Olá, meu nome é Cristina tenho dois filhos um de 15 e outro de 9. Aos cinco anos de idade o de 9, já fazia fono por trocar fomemas.
Aos 6 anos começando a ser alfabetizado, depois de fazer varios exames e testes, veio o diagnóstico de TDAH.
É como se tivesse levado uma paulada na cabeça, todos ficam desnorteados.Ele passou a tomar a medicação, começou a reter alguns conteúdos, e foi assim até o principio de 2012 quando ia começar o 4º ano.
Novamente foi feita outra avaliação e veio outro diagnóstico "DISLEXIA". Continuamos a nossa luta dia diária, fono, explicadora, atividade física etc..
Ele hoje está com 9 anos, passou para o 5º ano e vamos continuar a matar um leão por dia,pois tenho certeza que ele vai chegar onde qualquer mãe e pai deseja.
Ele é uma criança muito levada, mais muito carinhosa e muito amado por todos.
 
Data: 21 dezembro 2012
Enviado por: cristina
niteroi
Tenho 33 anos e dois filhos, um de 14 Daniel e outro de 9 Lincoln.
Meu filho Daniel foi diagnosticado TDHA perto dos 4 anos de idade embora naquela época eu ja fosse professora de série iniciais, jamais havia ouvido falar sobre o assunto de alguma maneira menos pejorativa.
Ao ouvir a palavra TDAH dita pelo neuropediatra dele (excelente profissional e ser humano)o que de imediato veio em minha mente foi a pergunta:O que eu fiz pra isso acontecer?
No início tentei fugir da realidade agora conhecida acerca do pq meu filho desde bebezinho era tão diferente dos demais e tão complicado de conviver.
Desde muito cedo encontrei muitas dificuldades em entender e saber realmente como agir com meu filho,essas dificuldades me torturavam muito, horas achava que a culpa por ele ser tão diferente das demais crianças que eu conhecia era o fato de eu após engravidar de meu namorado cujo relacionamento teve pouco mais de 2 anos, acabamos por em virtude de nossa gravidez indejada auxiliada pelas pressões familiares, terminar nosso namoro e a partir deste rompimento nossas relações ficaram bastante complicadas,mesmo sendo elas relacionadas a vida que ambos haviamos colocado neste mundo.
Tentei usar este fato como o motivo de toda a dificuldade que enfrentava em relação de conviver com meu filho.
Morava com meus Avós (pessoas incriveis e fundamentais em todos os momentos de minha nova vida)aos poucos eles foram fazendo eu tirar a venda do preconceito que aquela palavra Transtorno deficit de anteção e hiperatividade havia me bloqueado em ouvi-la
.Decidi encarar nossa realidade e fui em busca de ajuda, o contato constante com o neuro
foi algo que hoje entendo o meu maior aliado pra vencer de uma vez e para sempre meu preconceito em virtude a minha total ignorancia sobre TDAH.
Defendo que ter total confiança no profissional escolhido é de suma importancia aos pais.Iniciei também meus estudos sobre o assunto, que diferente de hoje com a facilidade que a ferramente do uso da internet possibilita em busca de material não foi algo muito fácil.
Aos 6 anos decidimos pelo uso da medicação (que continua ate os dias atuais)naquela época o resultado obtido não foi tão animador mas mesmo assim resolvi continuar medicando e aos 7 iniciou acompanhamento psicologico (este que antes era esporadico) semanal.
Temos hoje inumeras lembranças de momentos digamos que não tão bons,mas que felizmente ao falarmos sobre eles conseguimos hoje dar umas boas risadas.
O Deficit de Atenção do Daniel é algo impressionante, ainda criança tinha dificuldade de conseguir sair do banheiro com as calças(inclusive na escola)qualquer tarefa por mais simples que fosse raramente era terminada
Na vida escolar teve uma reprovação na 2°série e grande dificuldade em acompanhar a turma por muitos anos.Era um criança feliz mais bastante sozinha, os colegas ate tentavam ficar proximos mais logo acabavam por se afastar.
Procurei sempre ao maximo de acordo com a idade do Danny conversar sobre o assunto na esperança de que esta atitude era de alguma maneira entendida por ele.Frequentou por vários anos o que aqui em nossa região é chamado de Sala de Recursos e ainda aulas particulares faziam parte de sua rotina.
Quando aprendeu a ler nossa geladeira era quase que a rotina de nosso dia em bilhetes curtos e objetivos,isto nos ajudou bastante.
Sabemos que ainda teremos muitos obstaculos pela frente mas temos a certeza absoluta que por pior ou mais difil que seja iremos sempre encontrar alguma alternativa e mesmo que se não para vencer de imediato somos convictos que sempre ao menos iremos amenizar o que venha incomodar.
Amo meu filho que é diferente sim, mas nunca inferior em relação ou comparação(que inevitavelmente sempre acontece)aos demais seres Humanos.
Tivemos muita sorte de nestes anos nos deparar com poucas pessoas e profissionais que não foram capazes de ve-lo como uma outra criança e atualmente adolescente que apenas tem uma maneira diferente da maioria.
 
Data: 21 dezembro 2012
Enviado por: Michelle Reginna Potuk
Paulo Frontin - Paraná
Olá me chamo liu, tenho um filho de 14 anos que desde pequeno ainda bebezinho eu percebia que ele era diferente dos demais, ele se jogava do berço aos 4 meses,ele não dormia durante o dia e sempre foi muito agitado.
Na idade de ir pra escolinha ele chegou o primeiro dia como se já conhecesse tudo e logo deu jeito de começar a aprontar as dele, extremamente inteligente a escolinha só não o expulsou por ser particular, mas as reclamações eram diárias,"ele não faz atividade na sala, ele não sabe conviver em grupo, ele bate no coleguinha, ele é estúpido sem educação" e por aí vai a mesma historinha, mãe de aluno me esperou na porta da escolinha pra me agredir, pois não aguentava mais as queixas do filho dela sobre meu filho claro que a escolinha intercedeu eu nem sabia disso.
Aos cinco anos ele se formou e nem o próprio nome ele sabia escrever,foi para primeira série do ensino fundamental ainda aos 5 anos com apenas 4 meses de escola me deram a opção, ou vc o tira da escola ou vamos expulsá-lo,nossa como chorei nesse dia!
Eu castigava, levava no psicólogo e o profissional dizia sempre o mesmo" com problemas está é quem educa ele na escola , ele é completamente normal só precisa de disciplina",sendo assim, o psicólogo suspendeu o tratamento.
Nessa nova escola começou novo martírio, meu Deus eles faltaram me enlouquecer, lá na escola meu filho era tratado como um monstro malvado, como esse sistema de aprovação automática agora não reprova ninguém meu filho nunca tomou bomba, porém,sempre conversando a aula inteira,parecia ligado no 220 wats sempre, já rapazinho percebia que ele sempre chegava em casa com a camisa de escola suja, ele corria tempo todo, totalmente perdido meu amado filho.
Esse ano pra minha surpresa adotaram um método de disciplinar aluno "problemático". eles chamam a polícia, ligam para os pais como me ligaram exigindo que a gente largue imediatamente o que estamos fazendo e nos dirijamos pra escola sob a ameaça de ter nosso filho levado algemado pela polícia,eu a princípio pensei " meu filho deve ter matado um"más nem era pra tanto, como meu filho não sabia parar quieto, dava mais trabalho mesmo,atividade em sala não fazia e nem em casa mentindo pra mim que não tinha tarefas.
Ao fim desse ano ele começou a dar indícios que precisava de ajuda profissional, ele criou em sua mente um personagem tipo um traficante que comandava um morro e toda bandidagem,ele começou a furtar bebidas em um supermercado e dava aos colegas de presente, parece que ele queria dessa forma mostrar que tinha "algum poder", comecei a desconfiar que algo estava errado mas nem imaginava que podia ser isso, ele queria dinheiro queria trabalhar fora, ufa que luta tirar isso da cabecinha dele.
Foi quando desesperada contei a uma amiga fono que me deu a dica " não seria ele um TDAH?
Nome esse que eu nunca nem havia ouvido falar,foi então que ela fez o teste e constou que o resultado era de tdah grave, entrei de sola no assunto e fui lendo relatos de portadores,fui aprofundando no assunto até que marquei um neuro pq tenho certeza que ele é portador, e de quebra nesse estudo descobri que sou tb.
... meu filho é um amor de pessoa, tadinho criou esse personagem sei lá pra encrementar a vida vai saber, somos geniosos, a cabeça parece que recebe mil informações ao mesmo tempo, criatividade é o que não nos falta, bom vou ficando por aqui e quero voltar mais vezes com meus relatos, pq é tanta coisa pra contar que se eu for escrever tudo não vai caber..rs....
beijos a todas vocês e aos nossos lindos e lindas TDAHS.
 
Data: 20 dezembro 2012
Enviado por: liu moryall
Betim


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