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Sexta, 12 Dezembro 2014 00:00

Psicofobia tem apoio em audiência pública no Senado

Escrito por  ABDA

ABDA participa de audiência pública no Senado, em apoio a campanha "Psicofobia é um crime".

Convidados de audiência realizada pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE), na última quarta-feira (11), manifestaram apoio à oficialização do Dia Nacional de Enfretamento à Psicofobia, a ser celebrado em 12 de abril.

O Termo que vem ganhando destaque, psicofobia define o preconceito contra pessoas com doença ou transtorno mental.

O escopo do debate foi colher elementos para o exame de projeto (PLS 263/2014) do senador Paulo Davim (PV-RN) que institui a data especial, a mesma do nascimento de Chico Anysio, símbolo da luta contra o preconceito a pessoas com doenças mentais.

Chico deixou em vida, depoimentos sobre sua luta contra a depressão, afirmando que pessoas com o mesmo problema não devem ter vergonha e estimula a busca pelo tratamento.

Assista o vídeo onde Chico Anysio fala sobre a depressão aqui

Apoiaram o pedido de audiência, além do autor do projeto, os senadores Ana Rita (PT-ES) e Paulo Paim (PT-RS), também relator da matéria. Os trabalhos foram dirigidos pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que chamou atenção para a importância da participação das famílias no êxito de iniciativas voltadas para o atendimento a grupos com necessidades especiais. Observou, ainda, que essa visão orienta o trabalho da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a seu ver uma instituição modelar, com rede de assistência em todo o país.

Pelo texto do PLS 263/2014, na semana em que recair a data, serão realizadas atividades e campanhas de esclarecimento sobre a importância do combate à psicofobia.

— Ao se criar esse dia, vamos mudar completamente, em cento e oitenta graus, o alcance das informações sobre as doenças mentais. É sair do pouco para o extraordinário — destacou o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, um dos expositores.

O Drº Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explicou que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 700 milhões de pessoas em todo mundo têm doenças mentais e poucas recebem tratamento adequado. Segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 46 milhões de brasileiros são vítimas de problemas mentais.

Ainda segundo o presidente da ABP, cinco dentre as dez principais causas de afastamento do trabalho em todo o mundo, são decorrentes de transtornos mentais, entre os quais se pode citar, a esquizofrenia, o transtorno bipolar e o transtorno obsessivo compulsivo. Segundo o médico, apesar das dificuldades de acesso aos serviços de saúde, o receio do preconceito aliado a desinformação, desestimula a busca por ajuda, agravando rigorosamente a vida destas pessoas.

“As manifestações de preconceito assumem muitas formas, inclusive por meio da negação ao trabalho ou demissão quando a doença vem a ser conhecida. Ou ainda pelo corte de relações afetivas, muitas vezes por pressão de familiares da pessoa que se envolve com alguém com doença psiquiátrica” – salienta A. Geraldo, que destacou ainda, os projetos da ABP que visam orientar a população e desmitificar os transtornos mentais. Lembrou o apoio de Chico Anysio, padrinho da campanha “A sociedade contra o preconceito”, de 2011. Em março desse ano, o depoimento que o artista deu à ABP, em vídeo, foi reproduzido no programa Fantástico, da Rede Globo, com grande repercussão.

A campanha, “Psicofobia é um crime”, foi lançada nas mídias sociais, e ganhou adesão de pessoas famosas ou não, de todos os seguimentos da sociedade que em posse do cartaz com a frase, enviam vídeos e fotos.

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Se depender do senador Paulo Davim, o mote da campanha da ABP deixará de ser apenas figura de linguagem. Outro projeto de sua autoria (PLS 74/2014) propõe alteração no Código Penal, para tipificar o crime de preconceito contra pessoas com deficiência ou transtorno mental. Mais do que punir, ele diz que a proposição objetiva educar a sociedade contra o preconceito. (Agência Senado)

TDAH

O debate abordou ainda as dificuldades enfrentadas por pessoas TDAH. A presidente da ABDA, Iane Kestelman, disse que o distúrbio afeta entre 3% a 7% das crianças, prevalecendo em 4% dos adultos.

Psicóloga e mãe de dois filhos com TDAH, Iane afirmou que o preconceito é um desafio a mais na vida dessas pessoas, que já lidam com dificuldades de aprendizagem e para ajustamento ao trabalho e às relações sociais. Não raro, afirmou, as escolas expulsam alunos ou recusam matrícula. (Agência Senado)

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Iane criticou teor de reportagens que, conforme assinalou, traduzem visões “ideológicas”, que negam a realidade da doença, as estatísticas de prevalência e a necessidade de tratamento com medicamentos controlados. Segundo ela, chega a se falar que os pais usam “drogas da obediência para domar os filhos”.

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